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CUIABÁ | 22/07/2010 - 17:00

Qualix deve à população e aos cofres públicos, diz Euclides

Sissy Cambuim

Euclides Santos   A respeito das declarações da antiga responsável pela coleta do lixo de Cuiabá, a Qualix, de que a deficiência na prestação do serviço se devia a uma dívida da prefeitura com a empresa, o secretário de Infraestrutura de Cuiabá, Euclides Santos, declarou em entrevista à rádio Cidade que a gestão municipal não deve nada à prestadora. “A Prefeitura de Cuiabá não deve um tostão à Qualix. A não ser o valor referente ao mês de junho, que é pago de 20 a 25 deste mês”, explicou.

   De acordo com o secretário, a medição do volume coletado pelos caminhões da antiga prestadora ainda não foi repassada ao município. Ele ainda garante que, ao contrário do que diz a empresa, quem deve aos cofres públicos é a Qualix. “Hoje a empresa deve à população pelo péssimo trabalho prestado, deve satisfação pelo transtorno causado à vida das pessoas em relação ao não cumprimento do contrato e deve também aos cofres públicos”, disse.

   Euclides ressalta que a empresa foi multada em 16 de junho, em 20% do valor global do contrato, o que daria cerca de R$ 1,8 milhão – veja aqui - e depois, novamente, no último dia 14, com apoio na cláusula 9ª do contrato emergencial firmado com a prestadora, que prevê, entre outras coisas, a penalidade em caso da não prestação do serviço contratado. “Nesse período do contrato emergencial a Qualix foi multada num montante em torno de R$ 4 milhões. Ao fazer o fechamento do que tem pra pagar no mês de junho, a empresa continuará devedora do município”, ressaltou.

   Com longos capítulos, a história da coleta de lixo ainda não chegou ao final - saiba mais aqui. Mas Euclides garante que a prestadora não faz mais parte desta obra. “A Qualix é uma página, não apenas virada, mas rasgada do livro da coleta de lixo em Cuiabá” destacou. Ele ainda completou dizendo que se sentia satisfeito com a eliminação desta “página”.

   Se por um lado os problemas parecem chegar ao final com a coleta estabelecida pela empresa Delta, contratada na última sexta (16), a população ainda não se mostra confiante no desenrolar da história. Isso porque, mais uma vez, o contrato foi feito em caráter emergencial. O compromisso com a Qualix se encerraria somente em 12 de agosto. No entanto, em reunião com o prefeito Chico Galindo, o secretário pediu a rescisão com a empresa antes do término do contrato. “Depois de um levantamento que nós fizemos eu disse ao prefeito que não tínhamos condições de aguardar nem o vencimento desse emergencial, a Qualix não dava mais conta”, comentou.

   Euclides ainda garante que a contratação da Delta está amarrada por cláusulas que determinam o encerramento do compromisso assim que for consolidado o processo licitatório que definirá a prestadora do serviço. Contudo, ele destaca que a população já poderá sentir reflexos positivos do novo serviço em breve. “Não foi feito um contrato com a Delta para coletar o lixo e sim um contrato onde a empresa alugou os caminhões para a prefeitura e ofereceu a mão de obra para a execução. O serviço de coleta é de comando do município. Ou seja, vamos ter uma economia mensal em torno de R$ 500 mil”, ressaltou.

   Outro ponto que sustenta o otimismo do secretário é a resolução do impasse gerado quando a Qualix resolveu continuar a prestação do serviço, mesmo depois da rescisão do contrato. Segundo ele, em uma reunião na última segunda (20), com a presença de representantes da empresa e da Procuradoria do município, ficou acordado que a Qualix poderia descarregar os caminhões, no entanto, sem que eles passem pela pesagem e que a empresa, por sua vez, assinou um documento se compromentendo a acatar a determinação da prefeitura mantendo a recisão do contrato.