“Eu não mereço isso. Não cometi nenhuma irregularidade durante a minha gestão”, declarou o ex-prefeito de Rondonópolis e atual diretor presidente da Agecopa, Adilton Sachetti, defendendo a lisura de sua gestão. De acordo com ele, os indícios de irregularidades nos contratos de compra e venda de lotes do Distrito Industrial apontados pela Procuradoria Geral do Município não mostram o quadro integral da situação - veja aqui.
Contudo, ele destaca que prefere aguardar a conclusão do procedimento iniciado pela Câmara de Vereadores, que solicitou informações à atual gestão municipal, por meio da secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico. O levantamento foi protocolizado na Casa na última sexta (6) e chegou às mãos do seu presidente, o vereador Hélio Pichioni (PR), somente nesta quarta (11).
Pichioni informou que ainda não teve acesso ao teor das informações apresentadas, que unem três denúncias envolvendo a negociação de lotes no Distrito Industrial, mas garante que assim que as comissões tiverem analisado todo o material apresentado, caso haja algum indício de irregularidade comprovado, a Câmara tomará as providências necessárias. “Se alguém errou, vai ter que pagar”, diz.
Adilton afirma que todos os atos realizados por ele, enquanto prefeito, foram pautados por parecer jurídico e amparados por memorandos e outros documentos referendados por seu secretariado. “Isso não é justo. Conduzimos a prefeitura da melhor maneira possível. Vamos esclarecer o que tem que ser esclarecido e, só então, tiramos conclusões”, ponderou.
O ex-prefeito também explica que os lotes em questão foram adquiridos pela Sachet & Fagundes Ltda. diretamente de uma indústria fabricante de postes que funcionava no local, antes mesmo do Estado doar a área ao município. Conforme Sachetti, como na época não foi feita nenhuma escritura, quando a prefeitura assumiu a área deu início à regularização dos imóveis. No entanto, ele ressalta que nada impediria a Sachet & Fagundes de negociar com outra empresa e designar ao município que lavrasse a escritura em nome desta. “O que aconteceu aí tem que ser apurado, mas só quem pode responder pelas empresas são seus representantes”, concluiu.