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TRIBUNAL DE JUSTIÇA | 10/08/2010 - 17:58

Servidores aguardam nova proposta para terminar greve

Patrícia Sanches

   A greve dos servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso pode terminar nesta quarta (11), quando o governador Silval Barbosa (PMDB) vai apresentar nova proposta para o pagamento do passivo da conversão da URV em Real. Na oportunidade, todos os funcionários vão se reunir durante assembleia-geral para definir se encerram ou não a paralisação que já dura há três meses. Esta será a segunda vez que o governo tenta intermediar o término da greve.

   Na primeira vez, em 26 de julho, o governador propôs efetuar o pagamento da URV por meio de carta de crédito, mas a ideia foi rejeitada pelos grevistas porque, segundo eles, não haveria nenhuma garantia de como e quando os recursos seriam pagos. “A expectativa é de que venha algo de positivo para a categoria. Assim que recebermos a proposta, vamos levar a apreciação dos servidores”, pontua o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (Sinjusmat), Rosenwal Rodrigues dos Santos.

   Além da questão do URV, na época, foi proposto o pagamento de auxílio-alimentação no valor de R$ 400, exceto para os servidores incorporados, comissionados e oficiais de justiça. Além disso, a Resolução 48, que dispõe sobre a exigência de curso superior como requisito para os novos servidores, não seria implantada imediatamente. “Havíamos aceitado os R$ 400, desde que valesse também para os oficiais de justiça, e o parcelamento do pagamento da URV a partir de janeiro se tiver um calendário fixo”, enfatiza o sindicalista.

   Nesta segunda (10), o presidente do Tribunal de Justiça José Silvério Gomes se reuniu novamente com o governador, que se comprometeu em apresentar uma contraproposta nesta quarta. A expectativa de Silvério e de Silval é que desta vez o impasse seja solucionado. De todo modo enfatizam que isso será feito considerando as possibilidades administrativas e legais. “Esta administração jamais se afastou do compromisso de buscar uma solução adequada e objetiva acerca do impasse, sem perder de vista os limites constitucionais e sempre primando pela observância dos preceitos legais”, reforçou Silvério.