O presidente da Agecopa, Adilton Sachetti, ainda não foi notificado da decisão do juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Gonçalo Antunes de Barros Neto, que concedeu liminar suspendendo as campanhas publicitárias de Agência em todo Estado até o final do pleito deste ano. “Eu nem fiquei sabendo”. Segundo Adilton as propagandas feitas pela Agecopa tiveram consulta prévia e formal no TRE e foram autorizadas pelo orgão. “Nós temos documentos que autorizam a fazer. Se agora o TRE entende de outra forma, tenho que ver no que foi baseado”.
A ação foi movida pela coligação "Senador Jonas Pinheiro" liderada pelo ex-prefeito de Cuiabá e candidato ao Governo Wilson Santos (PSDB) contra o governador e candidato à reeleição Silval Barbosa (PMDB) e o presidente da Agecopa. A coligação do tucano alegou que o peemedebista estaria realizando propaganda eleitoral em desacordo com a legislação em vigor. Em entrevistas, Silval deixa claro que vai levantar a bandeira da Copa em sua campanha. “Vote em mim e terão a garantia das obras”, chegou a dizer. Já Wilson tenta descredibilizar o evento ao afirmar que as obras não trarão melhorias à Capital. ““Não se iludam. As obras serão pontuais”.
Adilton explica que a Agecopa independe de quem ganhar a eleição e, por isso, prefere não entrar no mérito político. “Não posso fazer da agência um braço eleitoral. É claro que como todo cidadão eu tenho direito do meu voto, tenho minhas convicções particulares”, disse, ao alegar que isso não interfere em sua gestão e que vai recorrer da decisão, já que, segundo ele, a decisão do TRE pode atrapalhar o andamento do cronograma das obras para sediar o Mundial. Somente em agosto estão previstos 20 intervenções orçadas em R$ 140 milhões para desafogar o trânsito de Cuiabá e Várzea Grande durante as obras.