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ARTICULAÇÃO | 07/03/2010 - 11:45

Valtenir nega "debandada" e reúne com Mendes nesta 2ª

Andréa Haddad

Valtenir Pereira e Mauro Mendes   Após a reviravolta no cenário político provocada pelo “encontro secreto” entre os pré-candidatos ao Paiaguás, Mauro Mendes (PSB), presidente da Fiemt, e o vice-governador Silval Barbosa (PMDB), o deputado federal e presidente do diretório socialista no Estado, Valtenir Pereira, se reúne nesta segunda (8), em Cuiabá, com o empresário para aparar as arestas e tentar afinar os discursos. “Primeiro haverá uma conversa entre nós e depois vamos ampliar as discussões com os partidos aliados, PPS, PDT, PV e PRTB”, informa. Segundo ele, só não houve esta conversa antes porque Mendes precisou viajar a São Paulo às pressas devido a um problema de saúde na família.

   Valtenir refuta a possibilidade de o empresário abandonar o movimento Mato Grosso Mais, bem como os partidos que o compõem. “É natural este assédio e foi uma conversa informal dele com o Maggi e com o Silval. O Mauro não foi procurar ninguém, ele foi convidado e seria deselegante recusar o convite de um governador, com quem mantém até relação de amizade. Não há nada demais nisto”.

   Apesar das especulações da última semana de uma virtual composição de Mendes com Silval, Valtenir demonstra um otimismo até mesmo inusitado. Ele não acredita de forma alguma no desfalecimento do grupo. “Estamos bastante confiantes na candidatura própria porque muita coisa ainda vai acontecer no cenário nacional, com reflexo direto na disputa em Mato Grosso. Temos cartas na manga”, garante, em tom misterioso.

   Com projeto de disputar a reeleição, o deputado lembra que o pré-candidato do PSB à presidência da República, Ciro Gomes, pediu calma às lideranças do partido em Mato Grosso. “Ele também avalia que muita coisa vai acontecer até abril e, até mesmo, em junho, quando ocorrem as convenções partidárias”, frisa. Dentre as surpresas de última hora que podem ocorrer, segundo Valtenir, é a candidatura de Ciro ao governo de São Paulo com o apoio do PT. Os petistas tentam evitar que a máquina administrativa da maior cidade do país fique nas mãos de democratas e tucanos. “Se o Ciro aceitar a proposta, a possibilidade do PT estar com o PSB em Mato Grosso é muito grande”, analisa.