O empresário e pré-candidato ao governo Mauro Mendes (PSB) promete procurar seu adversário nas urnas neste ano, governador Silval Barbosa (PMDB), para pedir que o secretário-chefe da Casa Civil, Eder Moraes, não se envolva em assuntos políticos. Eles devem se encontrar ainda neste sábado (19), em Primavera do Leste, onde participam do fórum Cenário e Logística de Mato Grosso.
Mendes avisa que vai reclamar de Eder, que o classificou de egoísta e traidor por ter saído de um projeto sólido no PR para encarar a disputa na majoritária pelo PSB - leia mais aqui. Para o socialista, o secretário deve ter mais o que fazer do que tentar fazer análise política. “Ele não é candidato e vou pedir que o governador indique que ele não se envolva nestes assuntos. Ele também não pode falar em nome do PSB e, portanto, não pode afirmar que eu poderia sacrificar o meu partido. Se mudar de partido fosse traição, muita gente no próprio PR poderia ser considerado traidor, porque o ex-governador Blairo Maggi, por exemplo, saiu do PPS para ingressar no PR”, rebate.
O socialista também disse que não se considera traidor por ter explicado os motivos de sua desfiliação a Maggi. “O secretário que pergunte ao Blairo quais foram as minhas explicações”. Mendes vai além e provoca Eder ao relembrar denúncias que pesam contra o governo. “Ao invés de ficar fazendo análise política, o secretário deve se preocupar com o dinheiro público que foi tirado do contribuinte através do superfaturamento de maquinário, com o pagamento dos precatórios e outros casos mais".
Ele ainda afirmou que há contradição na investigação sobre o programa "MT 100% Equipado". Defende que Eder também deveria ser investigado no caso do sobrepreço de R$ 44 milhões na compra do maquinário. “Eu nunca vi começar uma investigação já considerando alguém inocente. Toda e qualquer participação deve ser investigada, pois o próprio governo confirmou o pagamento indevido de R$ 44 milhões", argumenta.
Em outubro do ano passado, Mendes deixou o PR para ingressar no PSB. Não admitiu num primeiro momento que era pré-candidato, mas teria informado sua vontade ao seu amigo e ex-companheiro de partido Blairo Maggi. "Blairo me conhece muito bem. Sabe que não sou incoerente. Por ele mantenho meu profundo respeito e admiração", ressalta. O socialista também fez questão de reforçar a ideia de que seu projeto segue firme e com o apoio incondicional do presidente da legenda, deputado federal Valtenir Pereira.