O presidente regional do PR, Wellington Fagundes, afirmou que a classe política precisa se valorizar mais e que este foi um dos motivos que o levou a assinar a representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o juiz federal Julier Sebastião da Silva. O republicano entende que as ações do magistrado e do procurador da República Mário Lúcio Avelar prejudicam vários setores da sociedade e que, por isso, é necessário ter um acompanhamento do CNJ. “Isso está prejudicando toda a sociedade e criando um clima de apreensão”, disse ele.
Wellington salienta que esse clima de instabilidade é resultado de várias operações deflagradas pela Polícia Federal e que culminaram na prisão de dezenas de pessoas entre políticos, funcionários públicos e empresários, numa referência à Jurupari, deflagrada no mês passado para combater crimes ambientais. Ele integra uma lista de 15 lideranças políticas, que classificam Julier como um “xerife” e o acusam de juntamente com Avelar e o pré-candidato ao Senado Pedro Taques (PDT), formar uma quadrilha, que usa a Justiça para atender a interesses políticos.
Entre os que assinaram o documento está o ex-governador Blairo Maggi, o comandante do Paiaguás Silval Barbosa (PMDB), o presidente estadual do PT e deputado federal Carlos Abicalil, o presidente da Assembleia Legislativa José Riva e o deputado federal Pedro Henry, ambos do PP – veja aqui. Eles apontam a existência de excessos por parte de Julier, que só podem ser corrigidos por meio de ações que “estanquem” esse tipo de atitude. Durante a deflagração da Operação Jurupari foram expedidos 91 mandados de prisão. Setenta pessoas chegaram a ser detidas, entre elas a mulher de Riva, Janete Riva, o ex-secretário de Meio Ambiente LuisHenrique Daldegan e três assessores de Silval.
São acusados de participar de um esquema que causou um prejuízo de pelo menos R$ 900 mihões em danos ambientais. Os crimes ocorreriam por meio de fraudes no sistema da Sema, inserção de créditos de manejo florestal fictícios e liberação de Laus irregulares. O inquérito ainda não foi finalizado e os advogados dos envonvidos impetraram recursos visando a redistribuição do processo e até a anulação de toda a investigação realizada pela PF.