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CUIABÁ | 01/03/2010 - 18:01

Wilson confirma apreciação de projeto que altera coleta de lixo

Patrícia Sanches

Wilson Santos   O prefeito Wilson Santos (PSDB) confirmou nesta segunda (1º) que a Câmara de Cuiabá deve apreciar nos próximos dias a mensagem que transfere para a Sanecap a incumbência de gerenciar a coleta de lixo na Capital. Há rumores, inclusive, de que a proposta pode ser votada já nesta terça (2), quando os trabalhos serão retomados.

   Na oportunidade, vão ocorrer duas sessões para compensar o “recesso” de 20 dias devido às reformas no prédio da Câmara de Cuiabá. A mensagem da coleta de lixo só não será levada a plenário se houver resistência por parte dos vereadores de oposição. Para desestimular os pares a tecer críticas à proposta, o líder do prefeito na Casa, vereador Paulo Borges (PSDB), articula a aprovação do projeto com os 14 vereadores de situação. O tema é polêmica e vem sendo debatido desde o final do ano passado.

   A maioria dos parlamentares demonstra ser favorável à aprovação da mensagem, ao menos nos bastidores. “Estamos aguardando a autorização da Câmara. No mundo moderno é assim: água, esgoto e lixo têm que ficar sob a responsabilidade de uma companhia só”, defendeu Wilson. Ele aguarda ansiosamente a aprovação da proposta para dar sequência a uma série de ações. Hoje o gerenciamento do serviço está sob a secretaria municipal de Infraestrutura, comandada por Euclides Santos, e o serviço é feito pela Qualix.

   O edital de licitação para a contratação da nova empresa deve ser lançado nos próximos dias. A vigência do contrato será de 12 meses, prorrogável por mais 48 meses. Desta forma, quem vencer deve comandar a coleta de lixo por cinco anos. Hoje a Qualix atua por meio de um contrato emergencial renovado em fevereiro. A empresa coleta diariamente cerca de 450 toneladas de lixo.

   Outro ponto que deve causar polêmica entre os vereadores envolve a construção do novo aterro sanitário. Como ainda não foi definido o local, a prefeitura pediu autorização para utilizar uma área de 12 hectares ao lado do atual aterro. "Segundo nossos estudos, o local poderia ser utilizado por 36 meses", conta Wilson, que aguarda autorização da Sema para preparar a área.