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Terça-Feira, 01 de Janeiro de 2008, 02h:11 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

RETROSPECTIVA

Turbulências marcam o cenário político em MT

  O 2007 marcou a posse de 14 dos 24 deputados na condição de novatos na Assembléia, a polêmica "promoção" de Humberto Bosaipo para o Tribunal de Contas do Estado, a morte do ex-deputado Renê Barbour, a prisão do ex-deputado Lino Rossi e do ex-prefeito de Sinop, Nilson Leitão, o troca-troca de partido, as cassações dos deputados Pedro Henry, Gilmar Fabris e Chica Nunes e dezenas de pedidos na Justiça Eleitoral para excluir mandatos de parlamentares infiéis. De fato, foi um ano agitado no meio político.

    Com a força de governador, Blairo Maggi abandonou o PPS, que lhe deu o segundo mandato, e migrou para o PR. Levou consigo uma legião de filiados e acabou contribuindo para ampliar a lista de infiéis que estão agora sob risco de cassação do mandato. Em sua posse. O governo começou e terminou o ano com discurso de que vai priorizar setores essenciais como segurança pública, meio ambiente, educação e saúde. Maggi se voltou para uma inquietação mundial: o meio ambiente. Ele chegou a anunciar uma mudança de perfil econômico.

    Em julho, o presidente Lula anunciou em Cuiabá investimentos no setor de saneamento previstos para a Capital, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop. Aos trancos, as licitações foram saindo, à medida que outras foram sendo canceladas por indícios de irregularidades. Conclusão: o PAC empacou em Mato Grosso.

    A Operação Guilhotina, que detectou crimes na área ambiental, resultou no pedido de prisão de 75 pessoas, espalhadas em 18 municípios mato-grossenses. As prisões de funcionários e prestadores de serviços da secretaria estadual de Meio Ambiente desencadearam uma série de críticas à pasta, administrada por Luis Henrique Daldegan. Em meio à confusão, os deputados resolvera instaurar a CPI da Sema. O relatório final se limintou a apresentar menos de 90 sugestões de mudanças para o governo.

     Em maio, durante a Operação Navalha, sob a acusação de superfaturamento de obras de esgoto, o prefeito de Sinop, Nilson Leitão (PSDB) foi preso pela Polícia Federal. Nessa mesma operação que beneficiava, principalmente a empreiteira Gautama, também acabou detido o ex-secretário do prefeito, Jair Pessine.

     Nuvens negras pairaram sobre a cabeça do deputado federal Pedro Henry (PP). Ele é um dos 40 acusados de ter participado do esquema do mensalão. Depois, ele foi cassado pelo TRE por suposta compra de votos na campanha de 2006. O parlamentar ainda teve seu nome envolvido nos esquemas das sanguessugas, mas não foi denunciado à Justiça. 

     Chica Nunes, além de ter o mandato cassado  - hoje está no cargo devido a uma liminar obtida no TSE -, ainda teve as contas de 2006 rejeitadas enquanto presidente da Câmara de Cuiabá. Em agosto, o ex-deputado federal Lino Rossi (PP) é preso. Apesar do envolvimento na máfia das ambulâncias, sua detenção se deu simplesmente porque se recusou a assinar intimação feita por um oficial de Justiça para agendamento de audiência na Justiça.

    O ano foi de persistência para Luiz Antonio Pagot, ex-secretário de Infra-Estrutura, Casa Civil e Educação do governo Blairo Maggi. Entre a indicação e a sabatina no Senado, ele passou seis meses esperando sua nomeação. Enfim, tomou posso como diretor-geral do Departamento Nacional de Infra Estrutura de Transportes (Dnit).

    Em 12 de novembro, a Assembléia aprova o nome do então deputado Humberto Bosaipo e de Waldir Teis, que conduzia a secretaria de Fazenda, para as cadeiras de conselheiros do TCE nos lugares de Ubiratan Spinelli e Julio Campos. O Ministério Público tentou, sem êxito, impedir a posse de Bosaipo, já que o ex-parlamentar de cinco mandatos responde a mais de 50 ações na Justiça. (Simone Alves)

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Comentários (5)

  • rafaelr | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas.
    Queira, por gentileza, refazer o seu comentário.

  • Airton cesar castelo branco | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Estes fatos do ano de 2007 revelam que a cada dia do governo blairo temos a impressão mais real de um Estado de (agro)negócios, sem compromisso com a cidadania, com o meio ambiente e com a questão social. O governador é um mercador de ilusões, adora fazer discursos que não condiz com a realidade dos fatos, está sendo dismistificado em cada uma de suas ações como um empresário interessado em tirar proveito do Estado, viabilizar obras para suas fazendas, promover incentivos fiscais para o seu segmento econômico, e de ser um eximio desmantelador da estrutura e da filosofia de certas secretarias de Estado, vide o meio ambiente, com nomeações de pessoas despreparadas, incompetentes, conforme inclusive foi afirmado por parlamentares que participaram da cpi. Não podemos esquecer que as queimadas desse ano foi histórico, calamidade pública, onde até o ministério público federal e o juiz julier instalar inquérito para apurar a responsabilidade da sema. Estamos aguardando o relatório do eminente juiz para saber que providencias foram tomadas, pois daqui a pouco o periodo chuvoso vai embora e teremos novamente o ciclo das queimadas, portanto, torcemos para que o juiz julier adote de fato medidas rigorosas, e não faça como o ministério público estadual, que silenciou-se diante dos escândalos ambientais e administrativos da sema neste ano.

  • Jeovaldo Rosa de Magalhães | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O nosso grandioso, grandioso por cousa dos Bilhões, que toma conta, Drº Pagot, de uma recapeada na chegada de Jangada, lá está precisando de sua atenção, por enquanto obrigado. Feliz 2008, a hora da virada. Fuiiii....

  • Ludmila Ferreira Portocarrero | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ESTE GOVERNADOR NÃO ASSUME AS RESPONSABILIDADES PELA NOMEAÇÃO DE INCOMPETENTES PARA CARGOS DE SECRETÁRIO. OLHA SÓ O QUE ACONTECE COM A SEMA, JÁ FOI PRESO UM SECRETÁRIO, E UM OUTRO ESTÁ PARA SER TAMBÉM TAL A QUANTIDADE DE MARACUTAIAS DENUNCIADAS NA GESTÃO DO SENHOR DALDEGAN, E QUE CONTINUAM ACONTECENDO NAQUELE ÓRGÃO. E O GOVERNADOR ESPERA A CORDA ROER PARA TOMAR PROVIDÊNCIA.

  • Reginaldo Barros Martins | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Governador Blairo Maggi, votei no senhor, mas, confesso que estou muito decepcionado com a sua inércia neste segundo mandato, permitindo desmandos e desvios de certos secretários como é caso do secretário de meio ambiente. Governador, se deseja continuar na politica, retome o rumo do seu primeiro mandato, faça uma limpeza no seu secretariado neste ano, prestigie os funcionários de carreira, e não permita empreguismo e nepotismo na sema. não queira cometer o mesmo equivoco do governador anterior que pensou que já estava ganho as eleições para senador e deu no que deu, porque deixou descarrilhar o rumo do seu governo. Governador, deixe de ouvir puxa-sacos de plantão, seja um estadista, assuma os erros cometidos em 2007 e revise tais politicas a partir de mudanças no secretariado. Para o senhor ver que a coisa está mesmo descarrilhada, a sema com tantos problemas, e o secretário não aparece na secretaria desde o dia 20, isso é brincadeira. Coloque na sema um técnico da área e que seja efetivamente comprometido com uma politica ambiental eficiente e transparente para o nosso Estado. Não permita que a molecagem deteriore o seu governo, que parece que já está no fim. A sociedade começa a ficar descrente com os rumos do seu segundo governo. é um aviso de um eleitor preocupado com esta situação.