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Sexta-Feira, 17 de Junho de 2016, 12h:34 | Atualizado: 17/06/2016, 12h:44

Genius nega plágio e vê dois pesos e duas medidas na licitação da Gcom

Reprodução

junior brasa 500

Empresário Luiz Gonzaga Júnior, o Brasa, da Genius Publicidade, que entrou em queda-de-braço e no embate jurídico com governo estadual por ter sido desclassificada no certame sobre conta publicitária

A Genius Publicidade, desclassificada na reta final do processo licitatório que escolheu cinco agências para cuidar da comunicação do governo estadual, nega, em nota, prática de plágio, embora esta tenha sido uma das razões apresentadas pela comissão de licitação para "eliminá-la" - saiba mais aqui.

Propriedade de Luiz Gonzaga Júnior, o Brasa, a empresa lembra que está no mercado há 36 anos e que foi a primeira agência de Mato Grosso a se filiar ao CENP, órgão que assegura as boas práticas comerciais entre anunciantes, agências e veículos de comunicação no Brasil.

Sustenta ser a mais premiada do mercado mato-grossense e que "sempre norteou suas ações pela ética e profissionalismo" e que é "contra todo tipo de plágio ou ação que fira o direito à propriedade ou autoria de uma criação, seja ela artística ou publicitária".

De acordo com a Genius, o plano de comunicação apresentado e defendido na licitação cita o nome do artista que serviu de inspiração para a criação das peças gráficas. "O recurso visual criado pelo artista Khristian Mendoza é referência para muitos trabalhos na arte e na publicidade. Ou seja, tanto a Mercedes quanto outros anunciantes já utilizaram o recurso em suas comunicações e nem por isso foram considerados plágios, afinal, apesar de compartilharem o mesmo recurso visual, possuem conceitos e propósitos diferentes".

Sustenta que a comissão julgadora fez comparativo das peças de maneira superficial. Observa que tanto "a peça da Mercedes quanto à criada pela Genius utilizam o mesmo recurso visual (transparência, profundidade, ponto de fuga), mas com propósitos e mensagens completamente diferentes, pois a peça da Genius fala em transparência e a da Mercedes promove reflexo/espelho".

Prossegue a nota, pontuando que "a comissão aceitou uma denúncia anônima de uma fonte sem qualquer credibilidade - um perfil de Facebook pirata - e sem dar à Genius o direto à ampla defesa garantido pelo artigo 5º da Constituição" e considera que foi uma decisão arbitrária e que põe em risco toda a lisura do processo.

Sem resposta

Afirma também que, após a Genius ingressar como uma ação na Justiça alegando descumprimento da lei, o governo teve 10 dias úteis para responder o porquê tê-la desclassificado sem lhe dar o direito de defesa e nenhuma resposta foi concedida.

 "Para tornar o certame ainda mais nebuloso, o recurso legítimo requisitado pela Genius, que apontava plágios e irregularidades em outras campanhas participantes da licitação foi desconsiderado". Para a Genius, “o mínimo que a comissão deveria fazer seria reavaliar a decisão ou desclassificar todas as agências que supostamente cometeram irregularidades". "Assim, não teríamos dois pesos e duas medidas, todas seriam penalizadas da mesma forma e o processo ganharia lisura, garantindo a transparência que tanto é defendida pelo atual governo".

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