ARTIGOS

Domingo, 01 de Junho de 2014, 11h:00 | Atualizado: 01/06/2014, 11h:19

OPINIÃO

Chegou a hora de separar o joio do trigo

"A desmoralização conjunta das instituições é perigosa e nociva"

fabio garcia

 Fábio Garcia

É incontroverso que todos cidadãos de bem apoiam a operação Ararath e todos esperamos que os que tiverem culpa comprovada em atividades ilegais sejam exemplarmente punidos. Porém, é preciso serenidade para separar o joio do trigo, para que se garanta assim a justiça e a correta aplicação da lei. A operação Ararath afetou de uma única vez muitas das mais importantes instituições do Estado de Mato Grosso. A desmoralização conjunta de várias instituições é perigosa e nociva ao Estado.

Mato Grosso precisa resgatar rapidamente a credibilidade de suas instituições, preservar a segurança jurídica e manter um ambiente seguro e propício para continuar produzindo, gerando emprego, atraindo investimentos e se desenvolvendo. Mato Grosso e suas instituições precisam ser maiores que essa operação. As autoridades competentes precisam dar respostas rápidas à sociedade mato-grossense. Precisamos separar pessoas de instituições e, especialmente, separar as pessoas de bem daquelas que cometeram atos ilícitos. Chegou a hora de separar o joio do trigo!

Um exemplo é a posição do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes. Logo após a operação, Mauro já mostrou ser diferente. Rapidamente apresentou os documentos que provam a verdade dos fatos. Não enrolou, não deu desculpas e ainda solicitou uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado para comprovar a legalidade da transação. Isso é ser diferente! Quem não deve não teme. Os documentos apresentados por Mauro são fortes e contundentes. Ele mostrou cópias de suas declarações de renda de 2013 e 2014 comprovando a verdade: fez uma operação de crédito lícita, que está devidamente contabilizada e declarada.

Inclusive aquele que fez o empréstimo a Mauro também afirmou às autoridades que ele continua lhe devendo. Se ele declarou o empréstimo e continua devendo, logicamente não praticou nenhuma irregularidade, muito menos para quitar uma dívida que ainda existe. Toda esta história deveria ter terminado por aqui, mas, por questões políticas, ligadas às eleições deste ano, tentaram nivelar todos por baixo.

Acredito na honestidade e na inocência do prefeito Mauro Mendes, que comprovou não ter cometido nenhum delito. Como cidadão espero que a operação Ararath cumpra o seu papel, que os culpados sejam exemplarmente punidos, que as pessoas de bem não sejam injustamente prejudicadas, mas, sobretudo, torço para que Mato Grosso mostre mais uma vez sua força, que seja imensamente maior que esta operação e siga em frente.

Fábio Garcia é empresário, ex-secretário de Governo de Cuiabá e presidente da Fundação João Mangabeira do PSB de Mato Grosso

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Comentários (11)

  • Aroldo Aristoteles | Segunda-Feira, 02 de Junho de 2014, 14h24
    1
    2

    Aroldo Aristoteles, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Junior | Segunda-Feira, 02 de Junho de 2014, 14h07
    1
    0

    Junior, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Elias R Silva | Segunda-Feira, 02 de Junho de 2014, 13h53
    1
    0

    Não se separa o joio do trigo sem que sejam ambos desarraigados. Tá na Bíblia! É preço!"

  • Guilherme Borges | Segunda-Feira, 02 de Junho de 2014, 09h31
    2
    0

    Ezequiel o Fábio diz no artigo que pessoas honestas não podem ser prejudicadas e eu concordo com isso. É preciso apurar quem realmente tem culpa e quem não tem. João Torres você está muito mal informado. Como governador de Mato Grosso, Garcia Neto lutou contra a divisão do Estado, mas, infelizmente, na vida não se ganha todas as batalhas.

  • erica | Segunda-Feira, 02 de Junho de 2014, 03h54
    4
    1

    Quem Nao tem cachorro, caça com gato. esse e o Pedro Taques! Fala pra os 2 mano JC que varzea grande ta aqui largada, que eles fizeram a qui? Nda

  • Joao Paulo | Domingo, 01 de Junho de 2014, 23h11
    5
    0

    AONDE ESTÁ O TRIGO? SÓ ENCONTRO O JOIO NA POLÍTICA MATOGROSSENSE ...quanto a frase "A desmoralização conjunta de várias instituições é perigosa e nociva ao Estado" deve ser completada: A desmoralização conjunta de várias instituições é perigosa e nociva ao Estado, mas necessária...

  • Ondino Lima Neto | Domingo, 01 de Junho de 2014, 19h06
    8
    0

    É muita cara de pau falar em cereais, sendo candidato de um grupo atolado até o pescoço.

  • Lhama | Domingo, 01 de Junho de 2014, 18h20
    10
    0

    Como todos sabem fazer "empréstimo" em Factoring é ação não autorizada pelo Banco Central do Brasil, salvo alteração em normativas recentes das quais não tenho conhecimento. O segmento Factoring é autorizado a fomentar, controlar, tomar para si recebíveis de empresas legalmente constituídas, antecipando-os através de deságios permitidos por lei. Nunca foi dito que pessoas Físicas possam fazer "Empréstimos", bem como nenhuma empresa pessoa Jurídica o também possa, e sim tão somente antecipar seus recebíveis devidamente comprovados através de transações comerciais verídicas. Muito nos estranha que o Sr. Mauro Mendes (pessoa de grande sabedoria e conhecedora das leis) possa dizer que o "Empréstimo" é legal, bastando para isso recolher o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). "ATIVIDADE EXCLUSIVA DE INSTITUIÇÕES DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL" 1. As empresas de Factoring não são instituições financeiras, visto que suas atividades regulares de fomento mercantil não se amoldam ao conceito legal, tampouco efetuam operação de mútuo ou captação de recursos de terceiros. Precedentes. 2. "A relação de consumo existe apenas no caso em que uma das partes pode ser considerada destinatária final do produto ou serviço. Na hipótese em que produto ou serviço são utilizados na cadeia produtiva, e não há considerável desproporção entre o porte econômico das partes contratantes, o adquirente não pode ser considerado consumidor e não se aplica o CDC , devendo eventuais conflitos serem resolvidos com outras regras do Direito das Obrigações". Assim seguimos... esse é nosso Brasil.

  • João Torres Silvério | Domingo, 01 de Junho de 2014, 13h19
    12
    0

    Vamos lá! 3.700,00 foi o "empréstimo" e depois o agiota Junior Mendonça conseque contrato com seu posto Amazônia petróleo para fornecer a prefeitura. A pergunta é: Junior investiu na campanha para ter este contrato? Mauro disse em campanha que queria devolver o que Cuiabá fez por ele? A bimetal é dele? Ele não é rico? Precisava de empréstimo? sabemos que quem investe na campanha de um político é acordo! Mauro apóia Fabio Garcia ,neto de Garcia neto o homem que dividiu o estado de Matogrosso ... Filho de robério Garcia o empreiteiro que ganhou quase todas licitações da Secopa///: aeroporto, vlt, viadutos,todas inacabadas! Veja só a herança de um passado triste querendo ocupar de novo o espaço da fragilidade do povo! A pergunta é: será que robério Garcia não investiu na campanha de Mauro também? Fabio Garcia era praticamente o prefeito de Cuiabá??????

  • João Torres Silvério | Domingo, 01 de Junho de 2014, 13h07
    3
    0

    João Torres Silvério, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

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