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Quarta-Feira, 19 de Junho de 2019, 18h:13 | Atualizado: 19/06/2019, 18h:24

José Marques Braga

MTI: há 46 anos construindo a economia da informação

Jos� Marques Braga

José  Braga

Neste dia 19 de junho, a Empresa Mato-grossense da Tecnologia da Informação (MTI) completa 46 anos de existência. Da denominação, Centro de Processamento de Dados para Tecnologia da Informação fala por si das mudanças tecnológicas e econômicas deste quase meio século. 

Falar e fazer mudanças e modernização, necessariamente, está atrelado a tecnologia que, no caso de serviços, a informação e comunicação fazem o elo de sustentabilidade do processo evolutivo da economia no setor de serviços. 

A economia agrega à composição de seus insumos de produção o item tecnologia. Então, falar em MTI é falar das transformações de informações e controles dos atos e fatos administrativos (aqueles que alteram patrimônio e agregam valor na economia) do estado como setor estratégico do modelo em que estamos inseridos. 

Neste contexto, vamos falar de economia e tecnologia como geradora de valor que é a mola propulsora da ciência econômica e moldam as decisões políticas de sucessos ou não.  Muito se fala a respeito de uma nova economia, em um ambiente de rápidas transformações e novos tipos de negócios.

A principal característica seria a quantidade de informações a serem processadas por uma organização, que cresceu muito quando comparada ao montante que se processava há alguns anos. Neste contexto, o advento da Internet e a possibilidade de realizar negócios de formas diversas fizeram surgir uma preocupação quanto ao processamento de informações necessárias à tomada de decisões no ambiente de negócios da empresa. 

Embora os princípios econômicos sejam os mesmos, seguindo a natureza intrínseca de serem universais, atemporais e impessoais, as mudanças vistas hoje são decorrentes dos avanços tecnológicos. A mudança na economia está na forma em que se usa a informação, daí o termo mais apropriado de economia da informação.

Segundo os estudiosos do setor da Economia da Informação, a mudança fundamental com a economia da informação não é especificamente algumas tecnologias, mas o novo comportamento dos agentes econômicos, que surgiu e está alcançando uma massa crítica. Os estudos vislumbram o surgimento da conectividade entre as pessoas. Tal movimento tem causado transformações profundas na forma de como as organizações operam e, em especial, na necessidade de se repensarem os fundamentos das estratégias empresarial e governamental. 

Essas transformações podem ser entendidas como as novas formas de negócios, comunicação e interação. Novas tecnologias, a cada dia, possibilitam melhorias que diminuem obstáculos como tempo e espaço. Tanto as pessoas quanto as organizações têm trocado mais informações, seja pelo envio de mensagens ou troca de arquivos.

O surgimento da conectividade cria uma série de benefícios jamais imaginados, bem como também problemas que afirmam ou derrubam governantes de seus pedestais do poder. As manchetes atuais estão focadas na comunicação entre personagens que influenciaram os rumos das eleições presidenciais do pleito de 2018 e, com extensão, a governança do atual governo central. Não só na economia como no poder, a TI está intrinsecamente integrada a economia e ao poder institucionalizado.  

Assim, da teoria da engenharia de comunicações, inicialmente chamada Teoria Matemática da Informação ou Teoria Matemática da comunicação à Tecnologia da Informação atual, a mudança no comportamento do receptor de uma dada mensagem depende do quanto de novo tem a mensagem e, com isso, decisões são tomadas em tempos recordes a todo momento e todos agem e reagem entre si. As bolsas de valores, os empregos, as decisões políticas são todas integradas com causas e efeitos e o elo é a TIC – Tecnologia da Informação e Comunicação. 

É neste contexto, guardadas as proporções especificas do setor público, que trabalha a MTI no contexto de Estado. Nestes 46 anos, mesmo com demandas reprimidas de inovações tecnológicas próprias da escassez financeira do setor público, a MTI cumpre seu papel de pioneira de informações estratégicas que os governos de plantão necessitam. 

Se as regras da economia não mudaram e a sociedade encontra-se hoje inserida em uma economia baseada na informação, Mato Grosso é um dos Estados que mais cresceu proporcionalmente. E a MTI, que já teve em seus quadros 1.100 empregados, hoje atende a demanda com mais ou menos 300 empregados para um estado que agregou valor com crescimento exponencial.    

O Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso mais que dobrou em 6 anos. A evolução foi de 118% entre 2010 e 2016, ao saltar de R$ 56,601 bilhões para R$ 123,834 bilhões, enquanto as reduções de custos, de processamento e transmissão de informações, que cresceram em grandezas proporcionais, trazem novas formas aos negócios estendidas à toda administração do Estado no seguimento da administração pública direta, com custos inalterados e/ou inclusive, com calores financeiros reduzidos neste mesmo período. Esta tendência é a equação que gera valor, ou seja, quando há crescimento de receitas públicas com redução de custos estamos gerando valor. 

Que Deus inspire, revele e ilumine nossos gestores diretos e indiretos na consolidação desta nossa gloriosa MTI

José Braga

Os resultados não mais robustos em função de equívocos de políticas públicas de esvaziamento das funções da MTI com a transferências de atribuições a outros setores sem a mesma expertise de TI, o que impactou nas decisões macro tecnológicas do estado como um todo. No entanto, temos em nosso quadro de pessoal, os talentos que podem desenvolver atribuições que farão a diferença nos resultados e curto prazo, dentre as quais destacamos: 

a) Análise de custo e lucratividade – visando a entender os direcionadores de custos e a identificar os produtos mais lucrativos ou com retorno social do Governo nas atividades afins utilizando, por exemplo, custeio ABC. 

b) Eliminação de desperdício e foco em operações – sabidos quais os custos e os diferentes serviços/clientes, terceirizando as atividades não continuadas, como desenvolvendo de softwares através de convênios com as incubadoras de empresas com expertises nas atividades e assim reduzir os custos no geral. 

c) Organizações focadas e horizontais – orientadas mais para as necessidades e expectativas dos clientes do que em previsões e expectativas internas, resultando no alinhamento e velocidade dos processos para geração de satisfação dos clientes.

d) Planejamento do custo do produto (Target costing) – baseado no preço em que os clientes estão dispostos a pagar pelo produto/serviço. 

e) Gerenciamento da cadeia de suprimentos, análise da cadeia de valor e outsourcing – significa entender como os custos são originados e as prováveis formas de diminuição. 

f) Kainzen costing – ou aprimoramento do custeio, significa estar atento continuamente para oportunidades que tragam cortes de custos do negócio, o que é possível ter dentro de uma cultura organizacional própria. 

g) Economia de ativos – investir somente nos ativos necessários ao desenvolvimento do negócio, buscando minimizar o desperdício. 

 Agora, a partir de 2016, com a condição de Empresa Pública regida pela Lei n° 13.303/2016 (Lei das Estatais) ganhamos mais dinâmica na gestão como empresa e menor nível de burocracia, o que também reduz custos. 

Assim, estamos comemorando mais um ano de nossa empresa de tantos momentos de desafios e superações. Que Deus inspire, revele e ilumine nossos gestores diretos e indiretos na consolidação desta nossa gloriosa MTI, parabenizando a todos seus colaboradores e colegas de trabalho.

José Marques Braga é economista, professor universitário e servidor de carreira há 31 anos da MTI. E-mail: josebraga@mti.mt.gov.br

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Comentários (1)

  • Paulo oliveira Morundu Guerra | Quinta-Feira, 20 de Junho de 2019, 08h28
    0
    3

    Seja o nome que for CEPROMAT ou MIT não importa, não tem serventia ao ESTADO, nem a sociedade. Estrutura Caríssima e ineficaz para se manter um peso morto, um centro de custo. E tem investigações do MP e do GAECO que apontam por uma empresa corrupta, repleta de servidores despreparados, o CEPROMAT agora MTI não tem função social, nem econômica, portanto tecnicamente inviável.

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