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Sábado, 12 de Junho de 2010, 07h:52 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:26

Artigo

Precisamos recompor nosso senso ético e moral, diz Salles

A ética na política ou política com ética

Rogério Salles   É possível fazer política de maneira correta, com ética, com respeito às leis e a valores morais mínimos? Ou será isso uma utopia? Diante do vale-tudo que se trava em torno da formação de alianças partidárias e com o judiciário vivendo o epílogo de uma crise que se arrasta há mais de dez anos, o que se passa na cabeça do eleitor?

   Imagino que o cidadão se sinta enojado, descrente nas instituições e autoridades, e cada vez mais convicto de que política não é coisa para pessoas de bem e de que tudo não passa de uma disputa entre bandos que querem o poder apenas para assaltar o dinheiro público e dele fazer uso em benefício próprio.

    Como mudaremos a situação? Com as mesmas práticas políticas que geraram este estado de coisas? Creio que não. Acredito que para mudar precisamos, em primeiro lugar, reconquistar a capacidade de nos indignar. O eleitor precisa entender que só ele é capaz de interromper esse processo de degradação moral para preservar o futuro e o bem-estar da nossa gente. Em um Estado carente de infraestrutura dinheiro público tem de ser bem aplicado para atender as crianças que precisam de mais escolas, jovens que precisam de mais oportunidades, idosos que precisam de mais assistência e trabalhadores que precisam de mais empregos e melhores salários.

    Em segundo lugar, precisamos recompor nosso senso ético e moral, distinguir o certo do errado, o decente do indecente, o legal do ilegal. Não se pode aceitar como “normal” o que não é. Não é normal comprar lideranças, não é normal comprar votos, não é normal fazer campanha usando caixa 2, não é normal políticos assalariados ficarem milionários e, principalmente, não é normal aceitar tudo isso passivamente. É preciso sair do torpor, é preciso reagir.

    As campanhas condicionam os mandatos e alianças espúrias feitas em cima de negociatas e traições não podem de maneira nenhuma resultar em governos comprometidos com os reais interesses de nossa população. Campanhas milionárias, que compram apoios e votos com recursos de origem não declarada como estamos vendo acontecer em todo o estado de Mato Grosso, terão que ser e serão pagas à custa de corrupção e escândalos como os que, infelizmente, estamos nos acostumando a presenciar. Mas não é possível continuarmos convivendo com esta situação, onde o escândalo de hoje tira das manchetes o escândalo de ontem.

    Este estado de coisas precisa mudar sob pena de vermos a corrupção se alastrar como uma infecção generalizada contaminando todo o tecido social e comprometendo a continuidade do nosso processo de desenvolvimento. Não tenham dúvida de que o dinheiro que falta na construção de estradas, hospitais e escolas é o mesmo que engorda os bolsos dos corruptos e têm relação direta com o atraso e carências do nosso povo.

    Como candidato a deputado federal vou levar, após a convenção, essa discussão para as ruas. É o meu objetivo fazer uma campanha limpa, sem incorrer nos erros que condeno e sem ferir os princípios que acredito. Entre as minhas propostas, destaco: 1) Fim do sigilo bancário, fiscal e patrimonial de todos os homens públicos. Ninguém precisa entrar para a vida pública. Uma vez nela, tem de ser transparente; 2) Reforma fiscal, para garantir mais recursos diretamente para os municípios. Afinal é neles que as pessoas vivem com suas necessidades e esperanças. 3) Fim das emendas parlamentares individuais, que se transformaram em moeda de troca entre o Executivo e o Legislativo. 4) Orçamento impositivo, porque obriga o governo a executar o que foi aprovado pelo Congresso e, 5) Fim do foro privilegiado para parlamentares, porque a certeza da impunidade estimula a prática de crimes e leva criminosos a buscar o mandato para ganhar imunidade.

    Estas são algumas de minhas bandeiras, esta será a minha luta. Teremos pela frente um embate difícil em que, ao final, caberá ao eleitor decidir que representantes querem para seu estado e seu país. Vou buscar nesta campanha o voto consciente de pessoas que, como eu, acreditam que é possível mudar, que o Brasil, com ética, tem jeito e que Mato Grosso pode mais e pode ser muito melhor.

   Rogério Salles, ex-governador de Mato Grosso, ex-prefeito de Rondonópolis e empresário rural e pré-candidato a deputado federal pelo PSDB

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Comentários (14)

  • Roberto Bezerra | Domingo, 13 de Junho de 2010, 06h23
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    Rogério, fui companheiro seu no PSDB , hoje não milito mais na politica. Mas tenho admiração pelo curto espaço de tempo que passou pela governadoria do Estado, E vc foi um governador de coragem, pouca gente sabe disso. Votarei em vc para deputado federal.

  • Pereira | Sábado, 12 de Junho de 2010, 19h08
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    Ele fez uma obra importante pro bolso dele e do Fausto (sec. fazenda na e'poca)vendeu acoes da rede cemat que o estado tinha por preco de banana e no outro dia as acoes foram vendidas na bolsa de valores de S. Paulo por mais de 5000%maior.Pergunto pro Roge'rio cade o dinheiro ???????????

  • Osvaldo Pasqualotto | Sábado, 12 de Junho de 2010, 16h59
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    Parabens Rogerio este artigo demostra com clareza a idoneidade e honestidade que sempre foi tua bandeira.

  • isabela | Sábado, 12 de Junho de 2010, 15h32
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    Rogério te admiro pela sua posição, desde quando te conheci vejo que é um homem sério e o povo precisa de pessoas como vc, para comecarmos a mudar isso essa mudança nõ esta longe de acontecer e com certeza vc fara parte dela, um abraço sou seu eleitor convicto de que age como pensa e não como outros politicos que vemos que fala bonito e faz tudo diferente, sai fora desse zé este homem não faz parte do seu perfil e nem vc e nem ninguem consegue ajuda-lo pois infelizmente este camarada não quer ajuda de partido, nem de amigos quer fazer tudo sozinho esta com complexo de édipo. um abraço tudo de bom e ótima campanha para vc.

  • Mateus Siqueira | Sábado, 12 de Junho de 2010, 13h53
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    Esse é o cara. Deus abençoe o senhor espero que ganhe as eleição. Chega de político safado lá em brasilia

  • Enildes | Sábado, 12 de Junho de 2010, 13h42
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    Excelente artigo!Parabéns! A sociedade precisa de pessoas sérias e éticas como o senhor na política.

  • Ricardo da Matta | Sábado, 12 de Junho de 2010, 13h24
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    Finalmente aparece alguém disposto a meter o dedo na ferida. Vejo no seu artigo é um apelo para que a sociedade tome uma atitude já que os políticos não tomam vergonha na cara. Parabéns, Rogério Salles. Torço pelo seu sucesso.

  • Thiago Arrais | Sábado, 12 de Junho de 2010, 12h58
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    São de idéias como essas que o país precisa, gente honesta, ética, que não tem medo de nada e acima de tudo coerente, MT e o Brasil vão ganhar muito com o Rogério Salles na câmara federal, já tem o meu voto!

  • Horácio | Sábado, 12 de Junho de 2010, 11h13
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    Esse é o quase mitológico Rogério Salles. O homem que governou o município de Rondonópolis por 2 anos e 8 meses, e que foi governador do Estado por mais de 8 meses e não tem uma só obra inaugurada com uma placa e seu nome... É o famoso mosca morta, balão apagado... Ele vai conseguir acabar com as emendas, o voto dele vale por 351, a menos que ele consiga convencer mais 350 deputados e depois dois terços dos senadores... Conta outra...

  • luiz carlos azenha | Sábado, 12 de Junho de 2010, 11h12
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    Rogério, me desculpe esse discurso pode ser o que voce pensa mas não é isso que voce faz, sua pratica é diversa. voce dizia ser contra a nepotismo, oligarquias e mais isso que voce pontua. pois bem quando começou as discussões para escolha do vice do Zé do pátio, o que voce fez? jogou na lata do lixo todo o seu pensamento e tratou logo de defender o nome da esposa que nao sabia nem onde era a sede do partido, qual foi o seu argumento? MARILIA É INDEPENDENTE, é uma filiada tem direito. resumindo, voce relativisou seus valores por que a situação lhe favorecia. então desculpe a franqueza mas tudo isso que voce prega pra mim tem o mesmo valor de uma nota de 3 reais, ou seja nada, porque quem sabe observar o comportamento humano, verifica que voce, na verdade se omite do processo politico, passa uma imagem que nao condiz com a realidade, resumindo Rogério, pra usar a linguagem do futebol ja que estamos em époica de copa, voce na minha opinião se fosse um jogador de futebol seria centroavante, daqueles oportunistas, que fica sempre perto da área quietinho e quando a zaga bobeia voce empurra pra o gol. pra provar o que eu digo, quantos artigos voce mandou defendendo a ética e a moralidade pra o RDNEWS? pois bem faltando um mesm voce vem aqui escreve um que se existisse cumprimento de lei nesse pais, sua candidatura não seria nem registrada pois voce incorre numpedido subliminar de votos, ao dizer eu sou santo justo e impoluto, criticar os outros indiretamente e dizer: "olha gente...eu sou candidato, e vou fazer diferente". isso é campnha fora de época, ferindo a ética ao mesmo tempo que defende ela. mas brasilieiro impossivel. deixa o Nicolo (escritor itlaianos mas conhecido por outro nome) no chinelo.

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