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Terça-Feira, 22 de Outubro de 2019, 09h:48 | Atualizado: 22/10/2019, 10h:09

Olga Lustosa

Xingamentos e constrangimentos

Olga lustosa artigo

Por que os partidos políticos não são definitivamente atrativos? Porque não trabalham a questão da representação?

Não há incentivo para os jovens, para as mulheres, para os negros. Não são amplamente discutidas as necessidades e quais seriam os ganhos dos partidos se fossem compostos levando-se em conta uma representação mais balanceada.

Ainda que consideremos o elevado índice de renovação que houve sobretudo no Congresso Nacional e no legislativo do nosso estado, as práticas partidárias são requentadas. Brigam por falta de ideologias, por proposições equivocadas, pela disputa de posições de prestígios. Temos assistido a dias de terror na mídia.

Parlamentares escrachados, o melhor termo que pude encontrar para não ser vulgar, escrachando os outros, colocando apelidos sem o menor receio de estarem sendo inconvenientes. Motivo? Birra, mimo e aquela velha mania de entender o partido político como a extensão do quintal da casa, onde os dirigentes partidários, apesar dos riscos inerentes a generalização, agem como empresários políticos, donos de um negócio rentável: o partido.

Dias melhores, outros de recaídas. Assim tem sido. A política partidária brasileira, com raras exceções, tem sustentado discussões elevadas, tem proporcionado filiações de políticos de nível para o engrandecimento das disputas eleitorais. O que deveria ser regra, a preparação do político para a vida pública, acontece minimamente com 3 ou 4 partidos. Eu, sendo generosa!

A apatia e baixa participação dos eleitores na política são exatamente reflexo da fragmentação dos partidos políticos brasileiros. Os partidos não emplacaram suas marcas no gosto do cidadão

Ao deterem o monopólio sobre a aceitação de quem serão os políticos, os partidos iniciam seus vexaminosos movimentos em torno do poder. Seria interessante o desenvolvimento sério do sistema partidário, até porque os partidos são veículos de acesso aos cargos públicos e deveriam ser o mais importante elo de identificação dos políticos com seus seguidores.

Do ponto de vista do eleitor comum, faz até sentido prestar pouca atenção às questões políticas e, em vez disso dedicar maior parte do tempo a administração da vida pessoal, porque na maioria das vezes, as decisões são tomadas a portas fechadas, e os filiados são chamados depois, apenas para validar as decisões tomadas. Lembremos que a ignorância política é um problema que pode trazer sérias consequências.

A apatia e baixa participação dos eleitores na política são exatamente reflexo da fragmentação dos partidos políticos brasileiros. Os partidos não emplacaram suas marcas no gosto do cidadão. Partidos sérios não vivem de parlamentares celebridades nem de ecos das mídias sociais.

É, os partidos políticos precisam verdadeiramente, de análise sociológica.

Olga Borges Lustosa é socióloga e cerimonialista pública. E-mail: olgaborgeslustosa@gmail.com

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