Blog do Romilson Cuiabá, 25 de Junho DE 2019 Rdnews RDTV facebook twitter RSS

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Empedernida crítica, sensibilidade para quê?

Por 23/05/2019, 08h:12 - Atualizado: 23/05/2019, 08h:27

clailton

Clailton Cavalcante

O Brasil é capaz de tudo, inclusive, de inovação alucinada, quem disse isso foi o jornalista Paulo Henrique Amorim em sua infeliz comparação entre o evento denominado “Adoção na Passarela” e a SP Fashion Week, deveria o renomado jornalista saber que aqui se busca muitos cifrões, ao passo que lá, crianças e adolescentes buscam um lar.

Críticas infundadas, frias e desprovidas de conhecimento de causa foram proferidas por pessoas das mais diferentes estirpes, de intelectuais a políticos

Essa e muitas outras críticas se espalharam pelo Brasil, após o evento realizado em Cuiabá, pela Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara) em comemoração à Semana Nacional da Adoção ter mostrado, mediante autorização judicial, crianças e adolescentes aptas a adoção. O evento já em sua segunda edição tem por objetivo facilitar o acesso de pretensos pais aos que estão tutelados pelo Estado em abrigos.

Críticas infundadas, frias e desprovidas de conhecimento de causa foram proferidas por pessoas das mais diferentes estirpes, de intelectuais a políticos. Pessoas essas que muitas delas nem se quer sabem o significado da adoção, não estou dizendo significado literal, pois este significado, tais pessoas tem por obrigação saber.

O desconhecimento do assunto e falta de sensibilidade que o caso requer foi tamanho que chegou ao ponto de um professor universitário comparar as crianças a bois/vacas. Já um advogado e poeta, “poetizou” dizendo ser o evento um desfile de escravos à procura de seus senhores.

Para a ex-deputada Manuela D’Ávila, em sua rede social ela disse que essa é uma das notícias mais tristes que já leu, se referindo ao desfile Adoção na Passarela. Pode ser triste para ela, não para aqueles que sonham em ter um lar e serem pais. Enquanto esteve como deputada, será que ela propôs algo para tentar amenizar o sofrimento e os longos períodos de espera dessas crianças e adolescentes nos abrigos?

As críticas são bem-vindas sempre, desde que sejam proferidas com o intuito melhorar aquilo que se tem, situação que aqui não aconteceu

“Perversidade”, foi este o substantivo utilizado pelo ex-presidenciável Guilherme Boulos também em sua rede social para informar sobre o que considera ser uma frustração devastadora para essas crianças ao serem expostas e ao final não conseguirem um pai.

Frustração essas crianças sentem, ao serem expostas ao abandono das famílias biológicas, ao distanciamento do Estado, a omissão da sociedade, bem como ausência de políticas públicas que deveriam ser implementadas, também, por estes mesmos políticos ávidos a criticar o trabalho de pessoas e entidades transformadoras de vidas.

O evento teve apoio de instituições sérias como por exemplo, OAB-MT, Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Ministério Público, UFMT e muitas outras, que diferentemente daqueles que criticam, sem fundamento ou apenas baseado na letra fria da lei, optaram em apoiar tal iniciativa que traz à tona para a sociedade, aquilo que o poder público e a sociedade de modo geral deveriam se propor a fazer.

As críticas são bem-vindas sempre, desde que sejam proferidas com o intuito melhorar aquilo que se tem, situação que aqui não aconteceu. Deste modo, já dizia Voltaire que a ridícula situação de alguém que critica o que confessa nunca ter praticado, já é suficiente para desqualificar a sua crítica.

Claiton Souza Cavalcante é pai. E-mail: claysouza@yahoo.com.br

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Comentários (5)

  • ELEM ZAROUR | Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 20h39
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    Perfeito, concordo plenamente com você.

  • Nane | Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 15h23
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    Digite o No corredor Nesta semana me deparei com uma enxurrada de críticas ao evento “Adoção na passarela” que aconteceu na noite da última terça-feira (21) no Pantanal Shopping. Confesso que no primeiro momento não fechei uma conclusão sobre o assunto. Apesar de conhecer pessoas que foram educadas por pais adotivos ou outras que estão na fila de espera para adotar uma criança ou adolescente, nunca havia parado de verdade para saber sobre o assunto. Vira e mexe vemos algum caso “emocionante” sobre adoção. Atrizes que vão até países distantes em busca de um filho ou crianças que encontram um lar depois de ter passado por situações de extremo abandono. Mas desta vez não. Não foi em um país distante, nem envolve nomes do cinema ou do pop mundial. Foi bem na nossa cara. Foi no meio do corredor. Despertou-se, então a ira dos gigantes adormecidos, que munidos de pedras (em forma de palavras nas redes sociais) e de uma ignorância latente vestiram suas armaduras e foram para guerra. Defensores vorazes daquilo que parece nem sabiam que existia (crianças na fila de adoção). “Pobres crianças, sendo expostas como animais”, essa foi uma das ladainhas mais repetidas, ou, “Navio negreiro”, diziam os grandes estudiosos da história nacional empolgados com a fala do tal doutor. Todos enfurecidos por trás de uma tela “armadura”. A maioria sem conhecimento de causa nem interesse real de procurar saber mais sobre o assunto instantâneo do momento. Eu tive bons pais, hoje tenho meus filhos, alegria da minha vida. Dou a eles tudo que entendo ser importante para sua educação. Cada filho é uma missão. Mas nem todas as crianças tem a mesma sorte que eu tive ou que meus filhos tem. Existem crianças sem pais, bem perto de nós. Pasmem, na passarela no meio do corredor do shopping. E é aí que começa a polêmica. Meus caros, tocaram no nosso brio. Não foi a Madonna ou a Angelina Jolie (isso para não citar nomes mais “próximos” de nós), foram as crianças de rosto desconhecido. Nos fizeram lembrar que a realidade está bem debaixo do nosso nariz. Que vergonha. No meio do corredor. Nos esfregaram na cara o que muitas vezes viramos o rosto para não ver, a verdade. Existem vidas abandonadas, que se não fosse a boa vontade de alguns, estariam jogadas nas ruas, ou continuariam vivendo situações de violência ao lado daqueles que deveriam zelar por sua integridade. Ontem, quando coloquei meus filhos para dormir me apertou o coração. Queria poder dar um beijo em cada criança sem pais, sem amor, sem esperança. Queria poder fazer mais, ser mais forte. Queria poder dizer aos que colocaram as crianças na passarela, com a intenção de lutar pela causa da adoção, que eles também merecem um abraço. A adoção ainda precisa de muito espaço. A maioria das pessoas ainda não tem informação suficiente. A realidade chocou a muitos. A realidade estava ali, no meio do corredor. texto aqui

  • Nane | Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 15h06
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    Parabéns pelo texto.

  • Luiz Henrique Lima | Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 12h39
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    Observo que muitas críticas foram levianas e oportunistas, sem procurar se informar sobre o que de fato ocorreu e o que era a proposta do evento, promovido por pessoas e entidades de inequívoco compromisso com a causa da adoção legal e responsável. Parabéns pelo artigo!

  • Fábia Souza | Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 09h01
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    Brilhante sua fala. Entender errado ou nao concordar com uma ação é direito de todos, denegrir sem conhecimento de causa é agravar e dar visibilidade negativa ao que nao se entende. Vamos conhecer o projeto, contribuir com sugestões e ações desde de que estejamos inseridos na causa.

TAXAS

OSCIP terá de devolver R$ 1,9 mi superfaturado e perde 10 contratos

Por 25/06/2019, 19h:04 - Atualizado: 23min atrás

joao batista tce 680

 

O TCE-MT está acabando com a farra das OSCIPs, que têm faturado alto diversas prefeituras usando o trunfo de parcerias para cobrar taxas administrativas com valores elevados.

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PROTELAÇÃO

Por que o TRE veloz na cassação de Selma agora não julga embargos?

Por 25/06/2019, 14h:13 - Atualizado: 05h atrás

Geraldo Magela

selma arruda tre 680

 

Pergunta que não quer calar:

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Comentários (3)

  • Joaquim Nabuco Miranda de Carvalho | Terça-Feira, 25 de Junho de 2019, 16h22
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    Doutora Selma foi uma decepção. Deveria pedir pra sair e abandonar a vida pública.

  • mauricio souza | Terça-Feira, 25 de Junho de 2019, 16h21
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    Gostei da definição: tartaruga com câimbra. Bem isso. kkkk

  • A. Carlos | Terça-Feira, 25 de Junho de 2019, 14h42
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    Com a palavra, o TRE-MT.

CARGO FEDERAL

Ex-secretário assume o Ibama-MT

Por 25/06/2019, 09h:30 - Atualizado: 25/06/2019, 00h:24

gibson costa junior 680 ibama tenente-coronel

 

O tenente-coronel PM Gibson Almeida Costa Júnior, que comandou a Sema por alguns dias no final do ano passado, é o novo superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.

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Comentários (4)

  • jose carlos dos santos | Terça-Feira, 25 de Junho de 2019, 11h52
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    exponencial de alta capacidade técnica e de operacionalização. Ótima escolha.

  • Tukinha Netto de Cuiabá-MT | Terça-Feira, 25 de Junho de 2019, 11h37
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    parabéns pela escolha . É operacional tem estudo e técnico tem visão e desejo de mudança em todas as áreas que passou deixou portas abertas . Muito feliz por mais este amigo do bem , sempre bem . Eu Sou Tukinha Netto De Cuiabá-MT

  • José Carlos | Terça-Feira, 25 de Junho de 2019, 10h09
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    Ganham o Ibama, o Meio Ambiente, Mato Grosso e servidores. Parabéns Presidente E Ministro, ótima escolha, pessoa séria, competente e comprometida com servir o público.

  • Malu Mendes Silva | Terça-Feira, 25 de Junho de 2019, 09h50
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    Time bom, é time que prospera!

QUEDA-DE-BRAÇO

Todos perdem no duelo grevistas inoportunos x governo turrão

Por 24/06/2019, 23h:02 - Atualizado: 24/06/2019, 23h:10

greve 680

Profissionais da Educação, em assembleia-geral nesta segunda, quando decidiram pela continuidade da greve

De um lado, o Sintep, empurrando os educadores para uma greve num momento inoportuno e que completa um mês na próxima quinta, dia 27. De outro, o governador Mauro Mendes turrão, não dando trégua e nem abertura para negociação.

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Comentários (8)

  • claudir | Terça-Feira, 25 de Junho de 2019, 10h00
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    Vazam desses sindicatos pelegos, procurem sua sombra, tem tantas opções por aí, esqueçam o governo, deixa o contratador procurar profissionais para propostas condizentes com a classe. Enquanto tiver esse monte de gente aí se oferecendo para trabalhar, não vai mudar, é a lei da concorrência, diminua a oferta que aumenta a procura, simples de resolver, procurem suas sombras e saem dessa humilhação aí, vocês tão fazendo o jogo do sindicato, não funciona mais, sindicato é entidade vencida, obsoleto, inútil, não devolve o custo, lixo.... saiam disso...

  • alexandre | Terça-Feira, 25 de Junho de 2019, 09h27
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    não tem dinheiro, não tem limite da LRF, pode fazer 100 anos de greve..

  • Roberto | Terça-Feira, 25 de Junho de 2019, 07h42
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    Como você bem disse Romilson, os profissionais estão sendo ignorados pelo Governador. Quem sabe, quando a Educação for prioridade neste governo, as coisas mudam!!!

  • gilton | Terça-Feira, 25 de Junho de 2019, 06h59
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    Ontem o STF em liminar deferiu o pedido do Estado, pra vir mais recurso porem, o Mauro Mendes vai usar o mesmo discurso de que está no limite responsabilidade fiscal, Ou seja, ora MM FALA QUE NÃO TEM RECURSO E QUANDO TEM USA A LEIS DE RESPONSABILIDADE FISCAL PRA NÃO CONCEDER OS REAJUSTO. MM é falastrão mesmo, é só blablabla.

  • Milena | Terça-Feira, 25 de Junho de 2019, 01h59
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    Greve é uma resposta a esse" governo de mentiras".

  • Francisco de Assis | Segunda-Feira, 24 de Junho de 2019, 23h59
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    Chega de greve. Vamos trabalhar, gente.

  • Fernando J. Mendonça | Segunda-Feira, 24 de Junho de 2019, 23h58
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    Enquanto os professores continuarem sendo massa de manobra do Sintep, estaremos ferrados. O Sintep partidariza a discussão e aí o movimento perde força.

  • Glauber | Segunda-Feira, 24 de Junho de 2019, 23h41
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    Inoportuno nada, temos as piores Cony de trabalho do estado, o pior salário. E temos nosso reajuste retirado de dorma ilegal. Enquanto temos a farra das renúncias fiscais. Mauzinho mentes só enchendo o bolso dos grandes empresários e agricultores.

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A jogada estratégica do secretário de Turismo e Cultura de Cáceres, Júnior César Trindade, de transferir a edição do FIPE-2019 de maio ou junho para o período de 10 a 14 de julho, inicialmente para resolver um problema, que seria ter mais tempo para conseguir recursos, está correndo risco de arrumar um outro.

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