Blog do Romilson Cuiabá, 25 de Fevereiro DE 2021 Rdnews RDTV facebook twitter RSS

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Jaime Campos tem restaurante nordestino badalado em Brasília

Por 04/11/2010, 12h:48 - Atualizado: 26/12/2010, 12h:28

 

  Um dos restaurantes mais badalados da periferia de Brasília é de propriedade de Jaime Campos. Especializado em gastronomia nordestina, o Restaurante do Campos fica no Mercado do Núcleo Bandeirantes, uma das cidades-satélites do Distrito Federal. É um lugar simples, cujas mesas estão espalhadas pelos corredores do espaço público. Os pratos ali servidos, no entanto, são os atrativos para uma vasta clientela que reúne funcionários públicos de alto escalão da capital federal, jornalistas, artistas, executivos e gente simples do povo, que apreciam a forte culinária do Nordeste.

    Entre os pratos saborosos e mais requisitados está a buchada de cabrito. A diferença da original buchada de bode é só o bucho do animal mesmo, já que diferentemente do Nordeste é mais fácil encontrar cabritos do que bodes por essas bandas. No mais os ingredientes e recheios são os mesmos: as vísceras - bucho, tripas, fígado e rins. A outra suculenta iguaria é a carne do próprio cabrito. Tem ainda o sarapatel, a costela e a bisteca, tudo do bode jovem. No cardápio há também o jabá, a rabada e a feijoada. Para quem desejar algo, digamos assim, mais leve, é possível pedir a galinha caipira e o peixe. Tudo com o tempero e a experiência da mão mágica de dona Francisca, a cozinheira de Jaime Campos. Sempre avessa a dar entrevistas, essa maranhense e arretada “chef de cuisine” corre de uma máquina fotográfica que nem o diabo escapole da cruz.

   Como todo restaurante nordestino que possamos ter o devido apreço, o do Jaime Campos não poderia deixar de ter uma coleção das melhores cachaças do Nordeste. Com destaque para as paraibanas Serra Limpa e Rainha, que competem em pé de igualdade com as melhores mineiras, Seleta, Boazinha e Salinas. Não há quem resista. Principalmente para um repórter que é chegado em coisas da Paraíba. Para um lugar de gente sorridente e acolhedora, há que se destacar ainda o atendimento dos garçons e garçonetes. Sem falar no próprio Jaime Campos que recebe a todos com seu jeito simples, fazendo questão de ir às mesas e até servir, quando, não raro, tem que ficar no caixa fazendo os recebimentos e servindo as “marvadas” das alambiqueiras.


Auxiliar de cozinha e garçonete mostram rabada solicitada por um cliente     Muito embora toque um restaurante de comidas nordestinas há exatos 20 anos, Jaime Campos não é nordestino. E muito menos o senador por Mato Grosso, Jayme Veríssimo de Campos (DEM), como você que leu até aqui poderia ter imaginado. Jaime Barbosa Campos é goiano do pé rachado. Nasceu em São Luiz de Montes Belos, cidade de pouco mais de 30 mil habitantes localizada na região central de Goiás. Foi de lá que ele seguiu em 1958 junto com os pais que vieram trabalhar com comércio aproveitando o grande movimento com a construção de Brasília e as promessas futuras de prosperidade.

   Tinha na época 13 anos e, desde então, “o comércio está no sangue”, como ele próprio diz. Depois de muitos anos tocando um bar na super-quadra 916 Sul, no Plano Piloto, região central Brasília, Jaime Campos resolveu comprar o ponto no Mercado do Núcleo Bandeirantes. Antes de ter as placas trocadas para “Restaurante do Campos”, o lugar era conhecido por “Paulo do Pirão”, uma alusão ao antigo dono e a uma das especialidades do estabelecimento, mantida pelo atual proprietário.

   Leopino Barbosa, de 76 anos, é um frequentador desde a época em que Paulo assinava o “sobrenome” de Pirão. Funcionário público aposentado, Leopino “bate ponto” todos os sábados no restaurante do Jaime. É assim desde muitos anos e quando ainda trabalhava no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e vinha com os colegas almoçar quase todos os dias. “Aqui é um lugar onde muitos funcionários públicos saem do trabalho 11 horas e vêm almoçar. Comigo, só do meu trabalho, eu trazia mais de dez pessoas”, relembra. Morador da 416 Sul, o tradicional freguês diz que não troca nenhum dos bares e restaurantes sofisticados do Plano Piloto pelo Restaurante do Campos. “Sou um conservador. Gosto daqui e só aqui venho sempre”, declara. Baiano de nascimento, Leopino chegou ao Rio de Janeiro ainda criança e saiu de lá aos 26 anos para apostar em Brasília, recém-inaugurada. “Está no sangue gostar da comida nordestina. Por isso não saio daqui”.

Garçom, do restaurante de Jaime Campos   A atração pela culinária de sua terra é o que também faz o jornalista e designer gráfico pernambucano Sérgio Pedro freqüentar o restaurante de Jaime Campos. “Sou nordestino, gosto de comer do bom e do melhor e por isso venho aqui. É um ambiente simples, porém aconchegante. Lembra muito as feiras do Nordeste, aonde a gente vai para comer essas delícias que são servidas aqui e tomar uma cachacinha e cerveja gelada”, diz. O mesmo certifica o cearense Milton Lopes, amigo de mais de 40 anos de Jaime Barbosa Campos. Foi ele quem avisou ao dono do restaurante que conhecia Jayme Campos, ex-governador e atual senador da República. Milton morou em Cuiabá na década de 1990 e quando soube que Jayme Campos havia sido eleito senador, contou ao amigo que ele tinha um xará famoso.

“Tenho muita vontade de conhecer o senador. Depois que fiquei sabendo que tinha um xará senador, passei a acompanhar um pouco mais as coisas no Senado”, conta o homônimo do mato-grossense. “Espero que um dia ele venha aqui”. E o que você ofereceria para ele, se viesse?, indaga o repórter. “Peixe”, responde Jaime. Mas peixe ele já come muito lá em Mato Grosso, informo. “Buchada de cabrito, então”, responde ele. Acho que seria muito forte. Talvez ele não esteja acostumado, pondero. “Então, o que ele quiser”, decreta.

   Mundo nordestino

   Nada, porém, ganha da carne de sol. Em qualquer lugar que se vá em Brasília tem um bar ou restaurante que serve esse prato. Mesmo nos restaurantes frequentados no cotidiano de quem trabalha nas áreas mais movimentadas no Plano Piloto, lá está a carne de sol fazendo sua presença. Existem até restaurantes que estampam em suas fachadas: “Carne de Sol”, em letras garrafais.

   A iguaria nordestina é, por assim dizer, uma marca registra da presença do Nordeste na cidade. Sem falar dos sotaques paraibano, alagoano, pernambucano, baiano, cearense, potiguar... São eles que acabam construindo o sotaque de Brasília e do Brasil, apesar do preconceito forte de uma elite branca do Sudeste e Sul do país que se imagina superior, que esperneia a não aceitar: nosso mundo é nordestino.

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Comentários (10)

  • Delano Roosevelt (dede) | Quarta-Feira, 23 de Fevereiro de 2011, 12h44
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    João você está de parabéns, por coincidência entrei no bloc deste amigo Romilson e li sua reportagem sobre este restaurante em Brasília. Com certeza é a mesma pessoa que conheci em Cuiabá irmão da minha querida amiga Fátima (cabeleireira) que mora em Cuiabá. Um grande abraço felicidades.

  • edson moura | Sexta-Feira, 05 de Novembro de 2010, 08h51
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    parabens ao joão negrão pela bela materia, tive a satisfação de conhecer esse resturante é realmente muito bom, lugar simples porem bem aconchegante. tem gente cuiabana ai joão.

  • Amado Amador | Quinta-Feira, 04 de Novembro de 2010, 17h23
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    Reportagem de revista que engrandece o RDNews. Excelente!

APOIOS EXTERNOS

Queda-de-braço entre deputados na eleição da Ucmmat

Por 24/02/2021, 20h:07 - Atualizado: 04h atrás

bruno rios ucmmat 680

O processo eleitoral na Ucmmat, que terminou hoje com a vitória à presidência do vereador e advogado Bruno Rios (PSB), por uma diferença de 13 votos, se transformou numa queda-de-braço entre deputados estaduais e federais.

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PROJEÇÃO POLÍTICA

Investida no novo presidente da AL

Por 24/02/2021, 16h:25 - Atualizado: 07h atrás

Rdnews/arquivo

max russi 680

Agora presidente da Assembleia, Max Russi (PSB), que se identifica como "deputado social", aos 45 anos, quer chegar a postos mais importantes na vida pública.

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Comentários (1)

  • Heleno | Quarta-Feira, 24 de Fevereiro de 2021, 19h28
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    Primeiro tem estudar, como vai ser governador sem estudo?

CONTRATO EMERGENCIAL

Governo freta avião para transportar indígenas em MT

Por 24/02/2021, 12h:59 - Atualizado: 24/02/2021, 12h:59

indios kayapo 680

Quem pensa que índios da etnia Kayapó, na região de Colíder (Nortão), não viajam de avião está enganado. Com autorização do Ministério da Saúde, um monomotor, às custas da União, está agora à disposição dos indígenas para atender casos emergenciais de saúde.

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  • Chico Bento | Quarta-Feira, 24 de Fevereiro de 2021, 15h34
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    Enquanto isso o trabalhador que produz e paga impostos, tem de viajar durante mais de 24 horas num busão para se deslocar de sua cidade à Cuiabá atrás de um atendimento no hospital de Câncer, ortopedia, exames que só fazem na capital, etc.

INFRAESTRUTURA

Mais 2 mil km de concessão de rodovias

Por 23/02/2021, 14h:54 - Atualizado: 23/02/2021, 14h:55

Mayke Toscano

mauro mendes 680

O governo estadual já promoveu a concessão de quase mil km de rodovias e planeja entregar, até final do próximo ano, mais dois mil km à iniciativa privada.

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  • Realista mais realista que o rei | Quarta-Feira, 24 de Fevereiro de 2021, 08h46
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    "Bão demax" isso! O estado entra com a realização da obra paga com os impostos de nos contribuintes, e depois passa para alguém lucrar horrores cobrando mais uma vez desse contribuinte tão surrupiado. Brasil acorda!

  • Caio junior | Quarta-Feira, 24 de Fevereiro de 2021, 07h59
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    REFAZENDO COMENTARIO: MAURO PEDAGIO MENDES.

  • Caio junior | Terça-Feira, 23 de Fevereiro de 2021, 16h43
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    Caio junior, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

DIVERGÊNCIAS

Na bronca com o cacique do MDB

Por 23/02/2021, 13h:10 - Atualizado: 23/02/2021, 13h:10

juarez costa 680

As divergências entre líderes regionais do MDB não devem cessar tão cedo.

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CAOS

Atoleiro na 158, a rodovia da vergonha veja

Por 22/02/2021, 21h:47 - Atualizado: 22/02/2021, 21h:48

atoleiro 680

A rodovia da vergonha, especialmente um trecho de 120 km sem asfalto da 158, entre Alô Brasil e o entroncamento com a MT-322, no Norte-Araguaia-Xingu, foi destaque hoje no Jornal Nacional.

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Comentários (12)

  • Leverger | Quarta-Feira, 24 de Fevereiro de 2021, 15h40
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    Onde há índios, nada pode ser feito. O MP, o CIMI, a FUNAI, as MISSÕES, as ONG'S, a Norueguesa e outros não deixam, não pode. Até a velhinha do watt sapp diz: Num vai não, pode não, vai asfaltar não.

  • Orlando | Terça-Feira, 23 de Fevereiro de 2021, 20h22
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    Nossa, como este Chirrão é idiota! E quer aparecer. Vai ver que o Carluxo para em fardos de capim para ele postar estas idiotices. Mais um pobre de direita mais perdido que minhoca no asfalto quente.

  • Kleber Ferreira Mendes | Terça-Feira, 23 de Fevereiro de 2021, 14h28
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    É estranho ler a reportagem e não ver que esse trecho passa dentro de uma terra indígena, e por isso não pode ser asfaltado. Infelizmente os ambientalistas, indigenistas e toda essa turminha da lacrolândia não permitirão que esse trecho seja asfaltado. E para quem não sabe, já tem projeto para contornar toda a área indígena com BR asfaltada. Só falta agora dinheiro no orçamento para tal obra.

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