Blog do Romilson Cuiabá, 22 de Setembro DE 2019 Rdnews RDTV facebook twitter RSS

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Cuidar do que é nosso

Por 22/05/2019, 08h:31 - Atualizado: 22/05/2019, 08h:36

Dayanne Dallicani

Colunista Ana Lacerda

 

Recentemente, o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, anunciou que o governo federal planeja repassar para a iniciativa privada, ainda em 2019, em um modelo de concessão, pelo menos 20 unidades de conservação, dentre elas, uma bastante conhecida do povo mato-grossense, o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães.

Ironicamente, o Brasil é o único país do mundo em que a maioria das unidades de conservação criadas incide em áreas altamente produtivas e exploradas há dezenas ou centenas de anos por famílias que batalharam para conseguir seu “pedaço de chão”, e empenham todo seu suor para que suas propriedades cumpram sua função social.

 No Brasil, na maioria dos casos, as unidades de conservação excluem a presença humana, enquanto na Europa, Ásia e Estados Unidos, pode haver agricultura, aldeias e diversas outras atividades econômicas nos parques nacionais, sem contar a ampla visitação turística

Nesse mesmo viés, sabemos que no Brasil, na maioria dos casos, as unidades de conservação excluem a presença humana, enquanto na Europa, Ásia e Estados Unidos, pode haver agricultura, aldeias e diversas outras atividades econômicas nos parques nacionais, sem contar a ampla visitação turística.

Vale lembrar que no caso específico do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, criado pelo Decreto presidencial nº 97.656, de 12 de abril de 1989, até os dias atuais, já decorridos mais de 30 anos de sua criação, apenas uma pequena parcela dos proprietários foi indenizada. Em outras palavras, a criação do Parque já caducou, os registros permanecem em nome de seus legítimos proprietários, as áreas não foram efetivamente transferidas para União. Enfim, fica aqui um alerta àqueles tiveram seus direitos de uso, exploração e alienação restritos, apesar de não terem sido indenizados no prazo legal.

Voltando ao tema do anúncio realizado pelo Ministro do Meio Ambiente, embora a iniciativa cause certo espanto à primeira vista, vale conhecer as razões que fundamentam tal decisão. Na atualidade, a administração das áreas de preservação está sob o comando do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio). Submetidas a essa hierarquia, várias unidades de conservação foram surgindo sem maiores critérios, baseadas em voluntarismo, sem o devido planejamento, sem definição clara do perímetro que deveria abranger e sem obediência aos demais requisitos e exigências legais. Sem falar que é de conhecimento de todos, que tanto o ICMBio quanto o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não possuem recursos e pessoal para cuidar efetivamente dessas áreas.

Com as concessões, há uma proposição de monetizar as unidades reduzindo a dependência do orçamento público. Desse modo, o empreendedor que ficar com a concessão, terá mais liberdade de atuação para investir na respectiva propriedade. Em um momento de crise econômica no país, essas concessões representam economicidade para a pasta do Meio Ambiente.

Com a alteração, as áreas poderão ser exploradas comercialmente, desde que cumpram a legislação vigente. A ideia não é uma liberação ambiental desmedida, mas uma mudança sistemática e organizada, preconizada por lei, devidamente aprovada pelo Congresso Nacional.

Vale lembrar, ainda, que a concessão não é privatização. No caso de uma concessão, o Estado não transfere a titularidade do bem, apenas transfere a execução da atividade. Essa transferência de poderes é temporária e a empresa possui prazos determinados e normas a cumprir, podendo o prazo da concessão ser renovado ou não.

A ideia é que as empresas ganhem o direito de proporcionar (e vender) serviços de apoio à visitação por um determinado período de tempo. Do mesmo modo, fiquem comprometidas a investir e cuidar da área, contornando assim a precariedade estrutural dos parques.

As concessões e parcerias constituem uma viável possibilidade para obter superação nos desafios

Por intermédio das concessões, a administração atrai tecnologia e boas práticas de gestão, ao passo que o parceiro privado também se desenvolve. A sociedade ganha com um cuidador mais nomeado, e tem de quem cobrar. Em geral, quando a população não conhece, ou não se apropria de um parque, ele se torna alvo fácil para a prática de biopirataria, captura de animais exóticos e outras ações perversas e ilegais.

As concessões e parcerias constituem uma viável possibilidade para obter superação nos desafios em tela. É evidente que todas as ações devem ser tomadas baseadas na legalidade e transparência. Assim, angaria-se na promoção do lazer, bem-estar social, cuidados ambientais e progresso socioeconômico.

No entanto, se o Estado não possui dinheiro para pagar as indenizações exigidas por lei aos proprietários dos imóveis em que estão sendo criadas essas unidades de conservação, o melhor a se fazer, é extinguir essas criações arbitrárias, ou então reverter a renda proveniente dessa “terceirização” para pagar as indenizações pendentes e devidas àqueles que permanecem senhores e possuidores dessas áreas.

Ana Lacerda é advogada do escritório Advocacia Lacerda e escreve exclusivamente neste espaço às quartas-feiras. E-mail: analacerda@advocacialacerda.com. Site: www.advocacialacerda.com

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rondonópolis

Pela 1ª vez, 9 partidos se juntam e criam movimento forte pra prefeito

Por 21/09/2019, 23h:44 - Atualizado: 01h atrás

partidos roo 680

Líderes e representantes do MDB, Pros, Pode, PSDB, PSD, DEM, PSL, PSB e até do PRB, em reunião neste sábado

A praticamente um ano das eleições, lideranças de nove partidos se reunem pela primeira vez em Rondonópolis, neste sábado à noite.

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FIM DA ISENÇÃO FISCAL

Jayme e Selma dão o troco ao agro

Por 21/09/2019, 10h:39 - Atualizado: 21/09/2019, 10h:44

Geraldo Magela

jayme campos 680

A decisão tanto de Jayme Campos (DEM) quanto de Selma Arruda (Podemos) pela assinatura da PEC 42/2019, que acaba com isenção de ICMS sobre as exportações, o que poria fim a Lei Kandir, é uma resposta aos chamados barões do agronegócio.

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Comentários (3)

  • Maria F. Albuquerque | Sábado, 21 de Setembro de 2019, 18h44
    2
    1

    Muito bem senador Jayme Campos. Assim o senhor nos representa.

  • Antonio | Sábado, 21 de Setembro de 2019, 18h09
    4
    0

    Tubarões não gostam de pagar impostos.

  • Roberto Almeida | Sábado, 21 de Setembro de 2019, 16h22
    3
    0

    Tenho informações que o agronegócio só fez promessas para o Fávaro e o deixou sem ajuda. Jogaram todas as cartas no Sachetti e no Nilson Leitão é seguraram as lanternas. Esse pessoal é trairas

MT-BOLÍVIA

Autorizado voo direto à Santa Cruz

Por 21/09/2019, 09h:48 - Atualizado: 21/09/2019, 10h:50

aeronave 680

A aeronave Cheyenne III decola do Marechal Rondon com destino a Santa Cruz de la Sierra e retorna 2 dias depois

Sob autorização da Delegacia da Receita Federal em Cuiabá, uma aeronave vai decolar do aeroporto internacional Marechal Rondon direto à Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, na próxima quarta, dia 25. O turboélice Cheyenne III, prefixo PR-BZZ, vai levar empresários e agentes do governo do Estado para a 44ª Feira Internacional de Santa Cruz, a Expocruz, que acontece de 20 a 29.

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SABATINA

Novo indicado à Diretoria da Ager deve ter aprovação unânime na AL

Por 20/09/2019, 11h:16 - Atualizado: 20/09/2019, 11h:24

paulo henrique ager 350

 

O nome do analista regulador Paulo Henrique Monteiro Guimarães, indicado pelo governador Mauro Mendes para o cargo de diretor de Transportes da Ager-MT, conforme este Blog antecipou em primeirão mão na quarta (18), deve ter aprovação unânime dos deputados.

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EM ALTO ARAGUAIA

Câmeras flagram diretora e vigilante furtando itens da merenda escolar

Por 20/09/2019, 08h:01 - Atualizado: 19/09/2019, 23h:01

gustavo melo 680 prefeito alto araguaia

Em Alto Araguaia, o prefeito Gustavo de Melo, por meio de portaria, autorizou instalação de câmeras de segurança na escola municipal Adalcy Rodrigues da Conceição, depois que recebeu um ofício no último dia 11 com uma grave denúncia.

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Comentários (1)

  • Chacal | Sexta-Feira, 20 de Setembro de 2019, 15h07
    0
    3

    Qual dos três é pior ?

PREGÃO

Prefeitura e R$ 240 mil com lixeiras

Por 19/09/2019, 22h:08 - Atualizado: 20/09/2019, 07h:09

bolinha 680 guiratinga

O prefeito Humberto Domingos, o Bolinha, de Guiratinga, com menos de 20 mil habitantes, programa gastar até R$ 240 mil com compra e instalação de lixeiras em praças e avenidas, dentro das demandas apresentadas pela secretaria municipal de Obras.

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