Blog do Romilson Cuiabá, 16 de Junho DE 2019 Rdnews RDTV facebook twitter RSS

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Dançar ou relaxar? Qual rasqueado você prefere?

Por 26/03/2019, 07h:20 - Atualizado: 26/03/2019, 10h:22

 
henrique maluf colunista espa�o fixo

Henrique Maluf

O rasqueado Cuiabano carrega as glórias de ser o representante da cultura mato-grossense, leva sua alegria, suas coloridas chitas, seu balanço contagiante, seus poemas de ode à nossa terra pra diversos cantos. Um verdadeiro difusor da Cuiabania.

Mas cá entre nós, será que lá em Alta Floresta, Sinop, Rondonópolis ou qualquer outra cidade que não seja da baixada cuiabana, há esse sentimento de representatividade regional que o rasqueado nos causa aqui na Capital?

Obviamente que não né, nosso Estado é grandioso, tanto territorialmente, quanto culturalmente. Sulistas, paulistas, nordestinos, pessoas de toda parte do Brasil e do mundo por essas terras firmaram suas vidas.

Mas cá entre nós, será que lá em Alta Floresta, Sinop, Rondonópolis ou qualquer outra cidade que não seja da baixada cuiabana, há esse sentimento de representatividade regional que o rasqueado nos causa aqui na Capital?

Mas sabia que existe outro tipo de rasqueado em Mato Grosso? É o rasqueado de Fronteira, esse que é entonado de uma forma bem diferente. Vamos entender as diferenças entre eles.

O gênero foi criado entre os anos 1930 e 1940, quando músicos do interior paulista, como Mário Zan, Raul Torres e Nhô Pai se aventuraram em expedições na fronteira com o Paraguai. O objetivo deles era buscar na música tradicional paraguaia uma nova roupagem para a música sertaneja que imperava no Brasil.

E acharam, pois as polcas paraguaias, guarânias e chamamés, entraram com muita força em nosso país, versões em português de canções como Noches del Paraguai, Recuerdos de Ypacaraí e Índia fizeram o maior sucesso, e logo compuseram os primeiros rasqueados brasileiros, a famosa Chalana, Siriema, Três Lagoas, Cidades de Mato Grosso.

Na sua difusão, o rasqueado navegou pelo ainda não dividido Mato Grosso, o Rio Paraguai foi sua principal via, e, em suas margens, os pantaneiros que ouviam essa novidade, então começam a tocar nas sanfonas e violões um rasqueado mais compassado, com melodias lentas e geralmente em tons menores, isso devido ao caráter harmônico desses instrumentos. Corumbá, Coxim, Cáceres e Diamantino foram as cidades onde mais se desenvolveu o rasqueado de fronteira.

Na sua difusão, o rasqueado navegou pelo ainda não dividido Mato Grosso

Com o fim da Guerra do Paraguai, os presos de guerra que estavam em Cuiabá começam a se misturar com a população local, trazendo a influência da música platina que ao se encontrar com o Cururu resulta numa levada mais rápida, com melodias curtas e velozes. No início era apenas instrumental, executado com instrumentos de sopro, pois diferente do pantanal, Cuiabá respirava ares cosmopolita, com vários músicos que chegaram por aqui na corrido do ouro.

Alguns autores dizem que o rasqueado nada mais é que a forma brasileira de tocar os ritmos platinos/paraguaios, e é realmente inegável as semelhanças, assim como são grandes as diferenças entre o rasqueado Cuiabano e o rasqueado de Fronteira.

Se despertou sua curiosidade, dá um pulo no YouTube e pesquise rasqueado de fronteira, ouça um ou dois, e depois ouça o cuiabano, um da vontade de dançar e o outro de relaxar. O que você prefere? Eu, os dois!

Henrique Maluf é músico, produtor cultural e pesquisador em Cuiabá. Escreve nesta coluna com exclusividade às terças-feiras. E-mail: herojama@gmail.com

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Comentários (1)

  • Guapo | Terça-Feira, 26 de Março de 2019, 09h37
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    Valeu! Meu grande amigo e colega, tá mandando bem é isso mesmo, vou te mandar um outro trabalho que vai complementar essa sua pesquisa, abraços!

QUEDA-DE-BRAÇO

Resta ao Sintep uma saída honrosa

Por 15/06/2019, 22h:03 - Atualizado: 08h atrás

Rodinei Crescêncio/Rdnews/arquivo

valdeir sintep 680

 

Na queda-de-braço com o governo, o Sintep, comandado por Valdeir Pereira, foi a nocaute. Segue empurrando parte dos profissionais da Educação do Estado para a greve, que dura 20 dias, mas, internamente, já busca uma saída honrosa.

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Comentários (3)

  • Mariano de Souza Almeida | Domingo, 16 de Junho de 2019, 01h34
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    Essa é a pura realidade. Os professores precisam deixar de ser massas de manobras de sindicalistas irresponsáveis.

  • Bolsonazi | Domingo, 16 de Junho de 2019, 00h37
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    Bolsonazi, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Matheus | Sábado, 15 de Junho de 2019, 23h19
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    Matheus, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

NO JUDICIÁRIO

Empresa recebe R$ 121 mil do TJ-MT, torra o dinheiro e é condenada

Por 15/06/2019, 19h:35 - Atualizado: 15/06/2019, 19h:45

celia vidotti 680

Célia Vidotti, da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular, condena a empresa quatro anos depois

Em mais uma das demandas jurídicas curiosas e inusitadas, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou na quarta passada, dia 12, a Amorim Auditoria e Perícia Contábil, que recebeu um “presentão” do próprio TJ-MT e não mais o devolveu.

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FUNDO DE APOIO

Funajuris acumula R$ 250 milhões

Por 15/06/2019, 07h:58 - Atualizado: 14/06/2019, 10h:45

tribunal de justi�a 680 fachada

 

O Fundo de Apoio ao Judiciário (Funajuris) tem hoje um saldo de R$ 250 milhões.

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Comentários (1)

  • alexandre | Sábado, 15 de Junho de 2019, 08h49
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    obras, palacios de cristal...

INFRAESTRUTURA

2 novos viadutos vão custar R$ 30 mi

Por 14/06/2019, 22h:53 - Atualizado: 14/06/2019, 23h:29

viaduto beira rio 680

Projeção de como ficará o viaduto da avenida Beira Rio com a Doutor Paraná, uma obra orçada em R$ 13,9 milhões

O projeto para construção de dois viadutos nas avenidas Beira Rio e das Torres, vias hoje com fluxos intensos de veículos, lançado pelo prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro no ano passado, enfim, começa a sair do papel.

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  • Eleitora | Sábado, 15 de Junho de 2019, 06h03
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    Parabéns prefeito esses viadutos irão melhorar muito o trânsito

EM ÁGUA BOA

Jayme defende que obras avancem pelo contorno da 158 e é contestado

Por 14/06/2019, 21h:11 - Atualizado: 14/06/2019, 21h:20

jayme campos 680 agua boa

Senadores Wellington Fagundes e Jayme Campos, o ministro do Transportes Tarcísio Gomes e o federal Leonardo

Em audiência pública nesta sexta, em Água Boa, com a presença de várias autoridades, entre elas do ministro Tarcísio Gomes (Transportes) e do governador Mauro Mendes, o senador Jayme Campos fez discurso inflamado defendendo que obras da pavimentação da BR-158 avancem pelo contorno, de modo a desviar da reserva indígena Marawatsede, no Norte Araguaia.

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  • Luiz Alencar | Sábado, 15 de Junho de 2019, 14h30
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    Esse Prefeito Filemon de São Felix do Araguaia, é um reacionário,corrupto, depredador do meio ambiente, e inimigo da comunidade indigena do Araguaia.O Senador Jaime, falou o politicamente correto, devemos respeitar as nossas reservas indigenas, os seus direitos e as sua tradições. Fora Filemon, aplauso ao JAIME.

em várzea grande

Ex-vice 2 vezes deseja ser prefeito

Por 14/06/2019, 13h:01 - Atualizado: 14/06/2019, 13h:05

toninho domingos 680

 

Depois de dois mandatos de vice-prefeito, primeiro de Neru Botelho (93/96) e depois de Jayme Campos (2001/2004), Toninho Domingos agora quer ser cabeça de chapa na disputa em Várzea Grande. Está no PR e deve escolher nova sigla.

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  • marcio | Sexta-Feira, 14 de Junho de 2019, 15h44
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    tem o meu voto e o da minha família, Sr toninho é um empreendedor nato e conhece varzea grande como poucos .

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