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Familias cervejeiras - A Lambic

Por 09/02/2019, 09h:38 - Atualizado: 09/02/2019, 09h:43

vinicius Masutti colunista lateral fixo

Vinícius Masutti

Sim, você leu certo, escrevi “a Lambic”, separado mesmo, porque não é uma palavra só e não se trata de destilação, porque não vamos falar de alambique, que é o equipamento que destila a cachaça, por exemplo. Aqui falamos de cerveja, e prometi que contaria pra você um pouco sobre cada uma das famílias cervejeiras e a “Lambic” é uma delas.

qui falamos de cerveja, e prometi que contaria pra você um pouco sobre cada uma das famílias cervejeiras e a Lambic é uma delas

É bem provável que nunca tenha ouvido falar dela, ao contrário da famosa Lager ou da Ale, que já falamos aqui. Isso é porque cervejas da família Lambic são mesmo muito raras, pois ao contrário das outras, em que o cervejeiro seleciona a levedura/fermento que vai usar, as lambic são fermentadas com leveduras selvagens, o que significa que elas não são isoladas e adicionadas no mosto. Calma que eu explico

Para fazer uma cerveja lambic, a cervejaria faz o mosto, aquela sopa de cereais de que já falamos, e ao invés de acondicioná-lo num tanque de inox hermeticamente fechado com uma levedura específica, é preciso fazer o contrário. O cervejeiro passa o mosto para grandes tanques abertos, tipo piscinas, abrem as janelas da cervejaria e deixam que qualquer levedura ou bactéria presente no ar fermentem aquele mosto. Isso aliás, vai contra toda regra de produção de cerveja, onde o cervejeiro toma muito cuidado para que nenhuma levedura além daquela escolhida, dê seu pitaco na cerveja. Mas ué, como assim?

Pois é, essa é a ironia. Isso só funciona em regiões com um microclima muito específico (muito mesmo!), em que há uma ambiente propício para uma certa flora de microorganismos que atuarão na cerveja de forma benéfica, ou seja, trazendo sabores interessantes sensorialmente.

A coisa é tão específica, que podemos dizer que cervejas da família Lambic são produzidas quase que exclusivamente em uma pequena região da Bélgica próxima a capital Bruxelas, e olhe que esse país é menor que o estado do Paraná, por exemplo. apesar de já haver tentativas (algumas bem sucedidas) de produzir cervejas Lambic pelo mundo. Além disso, só se produz Lambic nessa pequena região da Bélgica, em um período do ano, nas estações mais frias, que é uma forma de controlar bactérias nocivas.

Após a primeira fermentação que dura alguns dias, esse mosto vai para tonéis de carvalho e ficarão lá por no mínimo mais seis meses (podendo ultrapassar três anos), nesse período continua a fermentação com outras leveduras. Esse processo é chamado de fermentação espontânea e é isso que define uma cerveja da família Lambic, que aliás, é o tipo mais antigo de cerveja. Lembram no nosso primeiro capítulo, quando falei da origem da cerveja? Pois então, aquela cerveja primordial que nasceu por acidente foi fermentada espontaneamente e por isso podemos dizer que era uma Lambic.

Beleza, agora você ficou curioso pra tomar uma dessas certo? Eu fiquei com vontade, mas acalme-se e prepare-se, porque cervejas fermentadas dessa maneira, tem características muito peculiares, como alta acidez, tons azedos e notas aromáticas muito diferentes das demais. Mas se você gosta de vinhos bem secos como o Tannah uruguaio ou ainda prefere espumantes Brut e Extra Brut, pode se arriscar. As cervejas Lambic são extremamente complexas, e apesar de razoavelmente raras, são possíveis de encontrar aqui no Brasil. Gostou? Espere o próximo capítulo...saúde!

Vinícius H. Masutti é sommelier especializado em cervejas, formado pela Universidade Positivo e Barista pelo Senac-PR e escreve exclusivamente neste espaço todo sábado. É responsável pelo treinamento e pela carta de cervejas de mais de 40 estabelecimentos pelo país, presta consultoria para bares, empórios e restaurantes, promove cursos e treinamentos sobre a bebida. Nasceu no Paraná e fincou raízes em Cuiabá. E-mail: viniciusmasutti@gmail.com

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em várzea grande

Se não puder ir à reeleição, Lucimar-Jayme vão lançar Hazama ou Kalil

Por 23/05/2019, 17h:05 - Atualizado: 04h atrás

Gilberto Leite/Rdnews/Arquivo

lucimar jayme 680

O senador Jayme Campos, a esposa e prefeita Lucimar Campos e o vice-prefeito José Hazama (atrás, sorrindo) 

Em Várzea Grande, segundo maior colégio eleitoral do Estado (cerca de 190 mil eleitores), o casal Jayme e Lucimar Campos, senador e prefeita, já montaram estratégia eleitoral para 2020.

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CIDADÃOS MATO-GROSSENSES

MT vai prestar homenagem ao dono da Havan, a Bolsonaro e a Barbudo

Por 23/05/2019, 10h:10 - Atualizado: 23/05/2019, 10h:21

luciano bolsonaro 680

Empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, e o presidente Jair Bolsonaro, que serão homenageados em MT

O anti-petista e defensor fervoroso do Governo Bolsonaro, empresário Luciano Hang, vai receber título de Cidadão Mato-Grossense. A homenagem partiu do deputado Sílvio Fávero, do PSL, mesmo partido do presidente da República.

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Comentários (6)

  • João plenario | Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 16h49
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    A inveja é triste, e muito fácil atacar, muitos só sabem criticar, muitas vezes não consegue nem limpar o quintal de casa, muitos destes que carregam o na gegativismo como escudo e proteção do seu fracasso e da incapacidade pessoal, só sabem fazer isso CRITICAR. Vão arrumar oque fazer, sejam candidato a deputado e ganhe a eleição, depois mostre o seu trabalho Parabéns a todos aqueles que fazem as coisas acontecer!

  • Jose Brasileiro | Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 16h45
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    Esse deputado ta mostrando serviço...kkkkk

  • alexandre | Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 16h22
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    Ele vai abrir a 3 Havan entre cuiabá e VG, é um grande gerador de empregos....e investimentos no Estado. reconehcimento merecido.

  • juara | Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 15h37
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    Se eu não me engano, conforme consta em muitos noticiários, o tal dono da havan foi condenado a cumprir pena de 13 anos de detenção por sonegação de impostos e evasão de divisas e foi condenado também pelo ministério do trabalho ... Ou seja, esse deputado de MT ao invés de trabalhar, criar projetos de lei em favorecimento da população mato-grossense, quer "homenagear" esse senhor.... Esses deputados do PSL querem salários altos sem precisar fazer esforços !!!

  • Alberto | Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 13h54
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    Será que esse deputado medíocre não tem outra coisa para fazer. Esse Barbudo é um toglodita, Luciano é um extremista puxa-saco e Bolsonaro, até agora só fez trapalhadas e bobagens. Lamentável!

  • Oi? | Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 12h49
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    Eles fizeram o que por Mato Grosso mesmo?

Empedernida crítica, sensibilidade para quê?

Por 23/05/2019, 08h:12 - Atualizado: 23/05/2019, 08h:27

clailton

Clailton Cavalcante

O Brasil é capaz de tudo, inclusive, de inovação alucinada, quem disse isso foi o jornalista Paulo Henrique Amorim em sua infeliz comparação entre o evento denominado “Adoção na Passarela” e a SP Fashion Week, deveria o renomado jornalista saber que aqui se busca muitos cifrões, ao passo que lá, crianças e adolescentes buscam um lar.

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Comentários (4)

  • Nane | Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 15h23
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    Digite o No corredor Nesta semana me deparei com uma enxurrada de críticas ao evento “Adoção na passarela” que aconteceu na noite da última terça-feira (21) no Pantanal Shopping. Confesso que no primeiro momento não fechei uma conclusão sobre o assunto. Apesar de conhecer pessoas que foram educadas por pais adotivos ou outras que estão na fila de espera para adotar uma criança ou adolescente, nunca havia parado de verdade para saber sobre o assunto. Vira e mexe vemos algum caso “emocionante” sobre adoção. Atrizes que vão até países distantes em busca de um filho ou crianças que encontram um lar depois de ter passado por situações de extremo abandono. Mas desta vez não. Não foi em um país distante, nem envolve nomes do cinema ou do pop mundial. Foi bem na nossa cara. Foi no meio do corredor. Despertou-se, então a ira dos gigantes adormecidos, que munidos de pedras (em forma de palavras nas redes sociais) e de uma ignorância latente vestiram suas armaduras e foram para guerra. Defensores vorazes daquilo que parece nem sabiam que existia (crianças na fila de adoção). “Pobres crianças, sendo expostas como animais”, essa foi uma das ladainhas mais repetidas, ou, “Navio negreiro”, diziam os grandes estudiosos da história nacional empolgados com a fala do tal doutor. Todos enfurecidos por trás de uma tela “armadura”. A maioria sem conhecimento de causa nem interesse real de procurar saber mais sobre o assunto instantâneo do momento. Eu tive bons pais, hoje tenho meus filhos, alegria da minha vida. Dou a eles tudo que entendo ser importante para sua educação. Cada filho é uma missão. Mas nem todas as crianças tem a mesma sorte que eu tive ou que meus filhos tem. Existem crianças sem pais, bem perto de nós. Pasmem, na passarela no meio do corredor do shopping. E é aí que começa a polêmica. Meus caros, tocaram no nosso brio. Não foi a Madonna ou a Angelina Jolie (isso para não citar nomes mais “próximos” de nós), foram as crianças de rosto desconhecido. Nos fizeram lembrar que a realidade está bem debaixo do nosso nariz. Que vergonha. No meio do corredor. Nos esfregaram na cara o que muitas vezes viramos o rosto para não ver, a verdade. Existem vidas abandonadas, que se não fosse a boa vontade de alguns, estariam jogadas nas ruas, ou continuariam vivendo situações de violência ao lado daqueles que deveriam zelar por sua integridade. Ontem, quando coloquei meus filhos para dormir me apertou o coração. Queria poder dar um beijo em cada criança sem pais, sem amor, sem esperança. Queria poder fazer mais, ser mais forte. Queria poder dizer aos que colocaram as crianças na passarela, com a intenção de lutar pela causa da adoção, que eles também merecem um abraço. A adoção ainda precisa de muito espaço. A maioria das pessoas ainda não tem informação suficiente. A realidade chocou a muitos. A realidade estava ali, no meio do corredor. texto aqui

  • Nane | Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 15h06
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    Parabéns pelo texto.

  • Luiz Henrique Lima | Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 12h39
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    Observo que muitas críticas foram levianas e oportunistas, sem procurar se informar sobre o que de fato ocorreu e o que era a proposta do evento, promovido por pessoas e entidades de inequívoco compromisso com a causa da adoção legal e responsável. Parabéns pelo artigo!

  • Fábia Souza | Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 09h01
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    Brilhante sua fala. Entender errado ou nao concordar com uma ação é direito de todos, denegrir sem conhecimento de causa é agravar e dar visibilidade negativa ao que nao se entende. Vamos conhecer o projeto, contribuir com sugestões e ações desde de que estejamos inseridos na causa.

Rastreabilidade ambiental

Por 23/05/2019, 07h:54 - Atualizado: 23/05/2019, 08h:00

Dayanne Dallicani

Colunista Vivaldo Lopes

 

A maioria dos cidadãos matogrossenses estão conscientes que a sustentabilidade ambiental passou a fazer parte da matriz econômica que sustenta o desenvolvimento econômico do Estado. A base de nossa economia é produção de alimentos e fibras. Líderes políticos que ignorarem tais fatores poderão frear o progresso econômico do Estado e perenizar o subdesenvolvimento de nossa economia. Estrategistas de negócios e empreendedores que não levarem em consideração este ativo intangível, a sustentabilidade ambiental e responsabilidade social, poderão conduzir seus negócios ao fracasso, por desprezarem o pensamento prevalecente no mundo atual.

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Comentários (1)

  • Hugo werle | Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 11h36
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    Parabéns pelo texto. Muito bom. O tema pode ter a discussao ampliada, apontando quais efetivamente poderiam ser os cuidados a serem tomados.

ANÁLISES e RISCOS

Maluf mantém PDV na Metamat e Empaer e evita demissão sumária

Por 22/05/2019, 19h:22 - Atualizado: 22/05/2019, 21h:37

guilherme maluf tce 680

 

A secretaria de Controle Externo de Atos de Pessoal do TCE sugeriu, após diagnóstico e avaliação de riscos, a suspensão do Plano de Desligamento Voluntário (PDV) da Companhia Mato-Grossense de Mineração (Metamat) e também da Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). Ambas estão na lista das seis empresas e órgãos que serão extintas pelo governo estadual.

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Comentários (1)

  • top esse conse.. Guilherme Maluf | Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019, 21h58
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    verdad por mais q somos clt somos híbridos o tal do concurso para que serviria, conselheiro q sab das coisas

MARAJÁ DO ALENCASTRO

Secretário não devolveu R$ 106 mil

Por 22/05/2019, 16h:50 - Atualizado: 22/05/2019, 16h:55

Rodinei Crescêncio/Rdnews/Arquivo

antenor figueiredo 680

 

Antenor de Figueiredo Neto, o auditor fiscal e secretário de Mobilidade Urbana de Cuiabá, que recebeu R$ 142,3 mil em março, ainda não reembolsou o Município.

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