Blog do Romilson

VIVALDO LOPES | 06/12/2018, 07h:11 - Atualizado: 06/12/2018, 07h:16

Cenário Econômico de MT


Gilberto Leite/Rdnews

vivaldo lopes

Vivaldo Lopes

Vejo com otimismo as perspectivas da economia de Mato Grosso em 2019. Bem melhores que nos anos recentes. Basta lembrar que tivemos queda do PIB do estado em 2015 e 2016, conforme relatório divulgado pelo IBGE. Trabalho com o cenário básico de que a economia estadual terá forte crescimento no próximo ano.

Mato Grosso colherá em 2019 outra grande safra agrícola, capitaneada pela soja e milho

Mato Grosso colherá em 2019 outra grande safra agrícola, capitaneada pela soja e milho. As condições edafoclimáticas garantem excelente produtividade das lavouras e os preços internacionais continuam em bom nível. Até melhoraram com as quedas de produção da Argentina e o aumento das compras pela China, como resultado imediato da insana guerra comercial iniciada pelo presidente americano contra aquele país asiático. A cotação do dólar frente ao real continuará favorecendo as exportações e a rentabilidade do agro. Como a cadeia produtiva do agribusiness tem grande participação no PIB estadual, o bom desempenho do setor atua como motor do crescimento do estado, irradiando-se aos demais segmentos da atividade econômica.

A eleição do ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, para governador adiciona uma dose a mais de otimismo no ambiente econômico. Os agentes econômicos locais entendem que o próximo governador vai retirar o estado da grave crise fiscal e aumentar os investimentos na infraestrutura econômica estadual, melhorando o ambiente de negócios, aumentando os investimentos privados, o emprego e a renda.

Em nível nacional, entendo que terminou o ciclo recessivo que durou de 2014 a 2016. A maioria dos analistas econômicos, consultorias e bancos, estima que o PIB do Brasil crescerá de 2,5% a 3% em 2019.  A inflação deve situar-se próxima a 4% ao ano e a taxa básica de juros em torno dos atuais 6,5%. Conta-se ainda com maior oferta de crédito para as empresas, consumo das famílias e aumento dos investimentos produtivos. O elevado nível de desemprego ainda atua como força inibidora do crescimento. Mas os últimos dados da PNAD contínua (IBGE) e do Caged (Ministério do Trabalho), confirmam movimento de melhora lenta no mercado formal de trabalho.

No campo político, a eleição de Jair Bolsonaro e o anúncio de uma equipe econômica de alto nível reduziram as incertezas no ambiente de negócios e no mercado de capitais. Até um certo clima de açodado otimismo surge no anúncio de novos investimentos em várias áreas da atividade econômica e também nos indicadores de confiança de empresários e consumidores. Investidores estrangeiros ainda demonstram ceticismo com o presidente eleito. Aguardam a implementação das reformas anunciadas e o prometido programa de privatizações e concessões. Nunca o país dependeu tanto do sucesso de uma equipe econômica como no governo que se inicia.

Um dos setores mais promissores do estado é o setor imobiliário e da construção civil

Um dos setores mais promissores do estado é o setor imobiliário e da construção civil. Viveram período dourado de 2010 até 2014 com a empolgação da Copa do Mundo de Futebol 2014. Sofreram forte revés de 2015 até 2017. As vendas retornaram a partir do segundo trimestre de 2018, melhorando as expectativas para o próximo ano. A desova de estoques e aumento das vendas, impulsionados pela expansão dos gastos das famílias e maior oferta de crédito são fatores que ajudam a formar o clima de otimismo dos empreendedores do setor.

A economia internacional ainda sinaliza incertezas em razão dos imprevisíveis movimentos do presidente americano Donald Trump, que estimula práticas protecionistas no comércio internacional, afetando as transações comerciais do Brasil com o mercado americano e outros países. Mesmo assim, as estimativas confirmam um crescimento médio de 4% da economia mundial em 2019, um dos maiores da série histórica recente. A trégua entre os Estados Unidos e a China anunciada durante a reunião do G20, em Buenos Aires, soa como um bálsamo para aliviar as tensões econômicas globais.

A análise dos cenários econômico e político indicam forte tendência de 2019 ser um ano de retomada do crescimento da economia de Mato Grosso, trazendo de volta o perfil de “Tigre Pantaneiro” que caracterizou o estado nas últimas décadas.

Vivaldo Lopes, economista formado pela UFMT, onde lecionou na Faculdade de Economia.  É pós-graduado em  MBA- Gestão Financeira Empresarial pela FIA/USP  (vivaldo@uol.com.br).

 

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ALIADOS DE BOLSONARO | 16/12/2018, 08h:28 - Atualizado: 03h atrás

Apressados estão comendo cru, afirma Medeiros sobre nomeações para cargos no governo federal


Assessoria

Medeiros Bolsonaro

Federal eleito José Medeiros acompanha resultado da eleição do 2º turno ao lado do presidente Jair Bolsonaro

O senador José Medeiros (Podemos), eleito deputado federal como segundo mais votado, afirma que a equipe do presidente da República eleito Jair Bolsonaro (PSL) ainda não começou a tratar sobre o preenchimento dos cargos comissionados em órgão públicos federais nos estados, o que inclui Mato Grosso.

Segundo Medeiros, o futuro chefe da Casa Civil da Presidência da República Ônix Lorenzoni (DEM-RS) tem sinalizado que as tratativas iniciarão somente em fevereiro. Isso porque pretende aguardar a posse no Congresso Nacional e a consolidação da base aliada de Bolsonaro para iniciar as  nomeações.

“Os apressados estão comendo cru. Já tem gente enviando currículos, mas o ministro Ônix não está tratando deste assunto. Primeiro, vai esperar a posse dos novos deputados federais e senadores. Não há pressa em fazer nomeações”, declarou Medeiros ao .

Existem 32 órgãos federais com representação em Mato Grosso, sendo que a maior parte tem cargos comissionados para indicação do governo federal. A lista incluiu ministérios, Ibama, Dnit, Funasa, Incra e INSS.  

Cargo confirmado

O deputado federal Victório Galli (PSL), que não foi reeleito e encerra o mandato na Câmara dos Deputados em 1º de fevereiro de 2019, se prepara para assumir cargo na Casa Civil da Presidência da República a partir da posse de Bolsonaro.

Juntamente com Leonardo Quintão (MDB-MG) e Ronaldo Nogueira (PTB-RS), que também não conseguiram renovar o mandato, será responsável pela interlocução do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional, sob a coordenação do próprio Ônix. Paralelo ao exercício do cargo em Brasília,   já anunciou que pretende concorrer a prefeito de Cuiabá em 2020.

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| 16/12/2018, 00h:08 - Atualizado: 04h atrás

Conhecimento e pratica andam juntos!


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Jackelyne Pontes

Penso que não há prática sem conhecimento, e não há conhecimento sem prática. Ambos necessitam ter uma íntima relação para que o sucesso profissional se estabeleça. As atividades de produção científica deverão ser a base de sua atividade prática, e esta é a oportunidade para que o conhecimento adquirido seja aplicado.

O desenvolvimento do conhecimento humano se dá quando este é aplicado em uma atividade de produção. Um dos maiores desafios que um professor se depara é fazer com que seus alunos transformem seus conhecimentos em prática, sendo assim acho pertinente fazer um paralelo entre conceitos adquiridos e fenômenos comuns. Em sala de aula procuramos sempre contextualizar o conteúdo com o conhecimento já adquirido pelo aluno, mas para que tenhamos sucesso na empreitada é necessário que estes mantenham a mente aberta a novos conhecimentos e estratégias, fazer conexões e principalmente não achar que os seus anos de prática sejam suficientes para um resultado positivo no final do período letivo, e ter humildade para reconhecer que ninguém sabe absolutamente “tudo de tudo”, e que sempre há algo novo a acrescentar ao nosso rol de competências e conhecimentos.

É interessante que o estudante cultive a curiosidade, a proatividade e a criatividade

Jackelyne Pontes

É interessante que o estudante cultive a curiosidade, a proatividade e a criatividade, aproveitando assim ao máximo as oportunidades e recursos oferecidos pelo curso escolhido. Colocar em prática o conhecimento técnico é primordial. O combustível que move o mercado de trabalho atual é o conhecimento, mas este engavetado ou emoldurado e pendurado na parede não tem relevância. É necessário saber fazer e fazer bem, e muitos de nós ainda estamos no meio do caminho desse processo, patinando na soberba de acharmos que o que sabemos é suficiente para a prática profissional e o que nos interessa é meramente oficializar a prática autodidata.

O nosso desafio diário é traduzir o conhecimento no “fazer”, é ordenar as práticas e vivências adquiridas, é guiar a habilidade motora pelos caminhos científicos, é buscar sempre estar sensível e perceber o quanto é importante focar-nos no aluno, deixarmos que este interaja com o meio, com os colegas, com os professores, e este comportamento gerará inevitáveis descobertas.

E para finalizar admitimos que a gestão do conhecimento é uma prática para o êxito profissional.  A oferta de mão-de-obra empírica é ilegal, o conhecimento teórico é necessário e valioso, assim como a formação técnico-científica, humanística e ética e gera profissionais com conhecimentos, habilidades e competências que permitam decidir e atuar com segurança e propriedade no exercício do seu ofício.

Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, mestre em Saúde Coletiva pela UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), filiada ao Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este blog todo domingo - jackelynepontes@gmail.com

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NOVA LEGISLATURA | 15/12/2018, 09h:46 - Atualizado: 03h atrás

Jayme aguarda orientação do DEM sobre apoio a Jair Bolsonaro e vê acerto em escolha de ministros


Gilberto Leite

Jayme Campos

Jayme Campos discursa em evento político durante a eleição deste ano; democrata avalia escolhas de Bolsonaro

O senador eleito Jayme Campos (DEM) aguarda definição da direção nacional do DEM sobre a participação na base aliada do presidente da República diplomado Jair Bolsonaro (PSL).   Ocorre que o deputado federal Ônix Lorenzoni (DEM-RS), correligionário de Jayme, é o principal articulador político de Bolsonaro. O democrata foi anunciado como futuro ministro da Casa Civil da Presidência da República.

“Em princípio, o  DEM vai participar da base aliada do presidente Jair Bolsonaro. Temos confraternização em Brasília e certamente serão discutidos assuntos inerentes a nossa relação com o governo federal e os encaminhamentos a partir da posse dos deputados federais e senadores”, declarou Jayme ao .

Neste sentido, Jayme aguarda orientação do presidente nacional do DEM, prefeito de Salvador ACM Neto, que adiou o debate sobre o assunto para janeiro. Entretanto, não descarta manter a independência perante Bolsonaro.

É normal que o governo tenha suas dificuldades já que assume em 1º de janeiro um país em crise

Jayme Campos

“Tudo indica que seremos base aliada, mas ainda não tive uma conversa definitiva com o presidente do partido,   ACM Neto. Isso depende do entendimento. A princípio ficamos na base, mas também podemos ser independentes. Claro que tudo que é bom para o Brasil terá o apoio do DEM”, completou o senador eleito.

Jayme também considera que Bolsonaro acerta ao escolher ministros conservadores e de direita, alinhados ao seu pensamento. Ainda assim, acredita que o governo precisará fazer correções de rumos como ocorre na democracia.

“O presidente Bolsonaro está num bom caminho, escolhendo pessoas competentes para cargos estratégicos. Lá na frente, imagino que precisará fazer correções de rota, alguns freios de arrumação, o que é normal no processo democrático. É normal que o governo tenha suas dificuldades já que assume em 1º de janeiro um país em crise”, concluiu.

O democrata foi o segundo colocado na disputa para o Senado com 490.699 votos. Em 1º de fevereiro, Jayme assume seu segundo mandato não consecutivo como senador.

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Comentários (2)

  • Shirley | Domingo, 16 de Dezembro de 2018, 09h29
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    Concordo plenamente com o ponto de vista do LUIZ POVOAS, pois o DEM partido do Jaime e Julio Campos, é o mais previlegiado pelo Governo Bolsonaro, já emplacou vários Ministros, Diretor de Orgãos Indiretos, vai emplacar a Presidencia da Camara com o Deputado Rodrigo Maia, e talvez a do Senado com o Senador Davi Alcolumbre,do Amapá, e ainda não sabe se vai fazer parte do Governo. Assim não dá, pois outros partidos estão com inveja do DEM...

  • Luiz Povoas | Sábado, 15 de Dezembro de 2018, 16h34
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    Cara, oque mais que o Jaime Campos e DEM quer do Presidente Bolsonaro, já emplacaram 3 Ministros (Onyx Lorenzoni,na Casa Civil, Tereza Cristina,na Agricultura, Henrique Mandeta ,na Saúde, e o parente dele Roberto Campos Neto, no Banco Central), e ainda não sabe se vai fazer parte da Bancada Governista ? Ora bolas...essa turma do DEM é super-gulosa,pare com isso....

| 15/12/2018, 09h:01 - Atualizado: 15/12/2018, 09h:06

Não arrisque sua vida para ter bumbum bonito


benedito figueiredo cirurgiao

Benedito Figueiredo

Apesar de a cirurgia plástica estar mais acessível, muitas mulheres que têm o sonho de ter um bumbum bonito recorrem ao preenchimento com substâncias não aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de uso duvidoso ou proibido para preenchimento como o silicone industrial e ainda o PMMA ( polimetil metacrilato e alguns hidrogels que não são recomendados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica por oferecer riscos a saúde do paciente. Mesmo assim, algumas mulheres arriscam a própria vida aplicando esses produtos, as vezes em sua própria casa.

O silicone industrial que tem como finalidade a limpeza de carros e peças de avião, impermeabilização de azulejos e a lustração de painéis começou a ser usado para ‘fins estéticos’ na década de 70, principalmente por travestis, que buscavam formas corporais mais femininas. Então mulheres e homens aderiram a ‘moda’, que é clandestina e pode causar siliconoma, uma espécie de tumor causado pela reação do corpo a aplicação do produto que pode levar a necrose dos tecidos, embolia, reações alérgicas, dificuldades para andar, deformidades e morte por infecção generalizada.

Em alguns casos é possível retirar a substância com lipoaspiração, mas em outros é necessário remover partes do tecido

Geralmente quem aplica não tem conhecimento técnico, as chamadas ‘bombadeiras’ ou se identificam como ‘esteticistas’ ou ainda ‘massoterapeutas’, utilizam materiais de origem duvidosa e em locais sem a menor estrutura o que aumenta o risco de contaminação visto que os produtos não são estéreis e podem ainda entrar na corrente sanguínea provocando a morte por septicemia (infecção).

Em alguns casos é possível retirar a substância com lipoaspiração, mas em outros é necessário remover partes do tecido, já que o produto químico se espalha pelo corpo e adere à região muscular. A cirurgia radical pode deixar o corpo ainda mais defeituoso, mas às vezes é a única alternativa.

Portanto, vale o alerta: o baixo custo monetário não compensa os riscos e os danos causados à saúde. Pense nisso!

Se você realmente tem vontade de aumentar seu bumbum, procure um cirurgião plástico que ele vai te orientar sobre qual o melhor método a que você deve se submeter se seria uma prótese ou enxerto de gordura, mas o principal que seja um profissional habilitado, assim os riscos de algo dar errado diminuem substancialmente.

Benedito Figueiredo Junior é cirurgião plástico na Angiodermoplastic. E-mail: drbeneplastica@gmail.com

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| 15/12/2018, 07h:28 - Atualizado: 15/12/2018, 07h:44

O que é "Chopp" e qual a diferença para a cerveja?


vinicius Masutti colunista lateral fixo

Vinícius Masutti

Hoje vamos tirar de uma vez por todas essa dúvida que ronda as mesas de bar há muito tempo. O que afinal é Chopp e qual é a diferença dele para a cerveja na garrafa ou lata?

É quase uma unanimidade, que o Chopp é melhor que a cerveja, você já deve ter ouvido isso ou até falado muitas vezes. Mas a verdade é que o líquido que você bebe como Chopp é o mesmo que bebe na garrafa. Eu sei, parecem diferentes e você deve estar duvidando de mim, mas vamos lá descobrir o motivo do mito.

Pra começar, a palavra “Chopp” só existe no Brasil porque ela é uma má interpretação de uma palavra alemã e tem origem há séculos, nas primeiras cervejarias brasileiras. Os alemães que vinham ao Brasil para nos ensinar a fazer cerveja, costumavam pedir uma dose da cerveja, depois da produção, usando a expressão “Ein shoppen bitte!”, que seria algo como “Um caneco, por favor”. Isso porque a palavra “Shoppen” é uma unidade de medida, correspondente á cerca de 500ml, é inclusive uma palavra que nem se usa mais no alemão.

Acontece que para os brasileiro que não entendiam nada de alemão, ficou a relação direta entre a sonora palavra “schoppen” e a cerveja tirada dos barris ou tanques de fermentação. A partir de então, toda e qualquer cerveja fresca ou não pasteurizada servida no barril foi chamada de “Chopp”, e isso entrou inclusive para a legislação. Antes de continuar, um adendo. A pasteurização é feita para eliminar qualquer microorganismo indesejável da bebida, e estende a vida útil dela. Para ficar bem claro, cerveja pasteurizada seria como o leite de caixinha e cerveja não pasteurizada como o leite de saquinho, que tem vida curta e precisa ser mantido refrigerado, o mesmo vale para o barril de chopp não pasteurizado.

A diferença do chopp para a cerveja na garrafa ou lata, é justamente o envase, ou seja, o líquido é o mesmo

Vinícius Masutti

Bom, continuando na história do Chopp, por muito tempo a palavra foi sinônimo de cerveja não pasteurizada servida na pressão e é por isso que temos a impressão de que é melhor, porque geralmente é mais fresca e porque o serviço do Chopp acontece por uma injeção extra de co², que contribui para uma espuma mais cremosa. Mas, respondendo à questão inicial, a diferença do chopp para a cerveja na garrafa ou lata, é justamente o envase, ou seja, o líquido é o mesmo, o que os diferencia é o recipiente onde estão envasados, no caso do chopp, um barril.

Hoje, muitos Choppes já vem pasteurizados de fábrica, principalmente quando a fábrica é distante de onde será feito o serviço e por outro lado há cervejarias que não pasteurizam suas garrafas. Quando falamos sobre o mito da água, eu contei pra você que a diferença que fazia uma mesma cerveja parecer melhor em uma região do que em outra, era a proximidade da fábrica, lembra? Se não leu, clique aqui. Isso vale para o Chopp. Portanto, Chopp é a mesma cerveja da garrafa, só que envasada em barril e servida na pressão. Mas haverá sim uma pequena diferença sensorial, quando o Chopp for de uma fábrica próxima, porque nesse caso provavelmente não será pasteurizado e portanto terá mais frescor. Ficou claro? Qualquer dúvida, avise. Agora, escolha um bom chopp e divirta-se. Saúde!

Vinícius H. Masutti é sommelier especializado em cervejas, formado pela Universidade Positivo e Barista pelo Senac-PR e escreve exclusivamente neste espaço todo sábado. É responsável pelo treinamento e pela carta de cervejas de mais de 40 estabelecimentos pelo país, presta consultoria para bares, empórios e restaurantes, promove cursos e treinamentos sobre a bebida. Nasceu no Paraná e fincou raízes em Cuiabá. E-mail: viniciusmasutti@gmail.com

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MANDATO NO CONGRESSO | 14/12/2018, 10h:10 - Atualizado: 14/12/2018, 10h:20

Único reeleito, Bezerra lidera faltas nas reuniões de comissões; Galli é o mais assíduo dos 8 de MT


Gilberto Leite

Carlos Bezerra

Carlos Bezerra, reeleito, apresente alto número de ausências nas reuniões das comissões que participa na Câmara

Único deputado federal reeleito, Carlos Bezerra (MDB) também foi o mais faltoso nas reuniões das comissões permanentes  e especiais que participa, incluindo a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), considerada a mais importante por avaliar a constitucionalidade das matérias em tramitação, nos quatro anos da atual legislatura. O emedebista participou de 135 audiências, o que representa 40,13% do total. O levantamento está no site da Câmara dos Deputados.  

Já o deputado estadual Victório Galli (PSL), que não conseguiu renovar o mandato para os próximos quatro anos, é o mais assíduo nas comissões.  Membro titular da Comissão Permanente de Educação, o parlamentar compareceu em 1623 audiências, totalizando 97,88% de presenças. 

O segundo mais assíduo é Valtenir Pereira (MDB), que também não se reelegeu. O emedebista, membro da Comissão Permanente de Fiscalização Financeira e Controle, registrou 1134 presenças, que representam 95%.  

Na terceira colocação está o deputado federal Adilton Sachetti (PRB), que disputou o Senado e acabou derrotado. Titular nas comissões permanentes de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, participou de 514 audiências, que são 81,25% do total.  

O deputado federal Ságuas Moraes (PT), que não concorreu à reeleição neste ano e deixou a vida pública, é o quarto colocado no quesito assiduidade em comissões. O petista, que é membro da Comissão Permanente de Seguridade Social e Família, tem 346 presenças ou 72,60%.

O quinto colocado Ezequiel Fonseca (PP), com 472 presenças ou 72,58% do total,  é membro da Comissão Permanente de Viação e Transportes. O progressista também não conseguiu se reeleger.

Em sexto lugar aparece Nilson Leitão (PSDB), que se destacou no mandato presidindo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e liderando a bancada do PSDB na Câmara dos Deputados, também foi candidato a senador e não obteve êxito eleitoral. Como membro de diversas comissões especiais e externas, compareceu em 360 audiências, que chegam a 68,10%.

Primeiro suplente na chapa do senador eleito Jayme Campos (DEM), Fabio Garcia (DEM) está na sétima colocação no quesito assiduidade nas comissões. Membro da Comissão Permanente de Minas e Energia, compareceu em 362 audiências ou 40,13% do total.

Em alguns casos, o número de presenças  é menor do que a registrada por deputados federais que aparecem atrás no ranking da assiduidade nas comissões. Isso ocorre porque o número de audiências varia de comissão para comissão e o critério observado é a porcentagem das presenças.  

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  • Arlindo Teixeira Júnior | Sábado, 15 de Dezembro de 2018, 09h19
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    O trabalho e as faltas de Carlos Bezerra Com relação às faltas computadas ao deputado Carlos Bezerra, em comissões da Câmara dos Deputados, gostaria de deixar claro que as mesmas são relacionadas a períodos que ele esteve em tratamento médico. E isso pode ser constatado na própria página da Câmara. O deputado Carlos Bezerra, é bom lembrar, é um dos parlamentares mais atuantes do Congresso Nacional, na apresentação de proposições, a cada ano, nesses três mandatos consecutivos, desde 2007. A página da Câmara também traz esses dados divulgados pela Secretaria da Mesa. Só para citar dois exemplos: o deputado Carlos Bezerra é o autor da PEC dos Domésticos que deu origem à lei que garante direitos trabalhistas a cerca de 8 milhões de profissionais em todo o País, tirando-os da informalidade e corrigindo uma injustiça da nossa Constituição. E também é de autoria do deputado Carlos Bezerra a lei que garante às mulheres a cirurgia plástica da mama em casos de mutilação decorrente do tratamento de câncer. Essa nova lei, que nasce de um projeto de Bezerra, faz justiça e valoriza a mulher brasileira, principalmente aquelas que não dispõem de condições financeiras para realizarem a cirurgia plástica, o que resulta em grave problema social e de autoestima. Apenas para citar dois exemplos, mas tem mais! Arlindo Teixeira Jr. – Assessor de Imprensa

| 14/12/2018, 00h:00 - Atualizado: 13/12/2018, 23h:33

A saga da "Famiglia Embolsonaram"


antonio cavalcanti ceara artigo

Antonio Cavalcante

Sempre desconfiei dos políticoides carreiristas, daqueles fisiológicos que não possuem nenhuma ocupação na vida que não seja brigar por cargos públicos (sem se submeter a uma suada aprovação em concursos), e seu único sonho é galgar o poder e se locupletar rápido e facilmente, mesmo que para isso tenham que atropelar todos os escrúpulos. Cargo público nenhum é para o engrandecimento pessoal do agente e muito menos para acumulação de fortunas às custas da grande maioria da população atirada na miséria e no abandono.

Quando escolho em quem votar, me interessa saber se ele é um trabalhador preocupado com a sua categoria, se milita nos movimentos sociais em defesa do meio ambiente, dos direitos humanos, dos explorados e das minorias, se é um bom professor, um médico, um advogado, um engenheiro, um artista; enfim, um profissional liberal ético, exemplar. Se é religioso, quero saber se ele preocupa-se com os problemas das injustiças sociais ou somente com questões espirituais.

Quando percebo que o candidato é um politicalhão que jamais teve uma carteira de trabalho assinada, que é um servidor público sem nunca ter passado num concurso, e mesmo assim, ostenta riqueza, fujo dele. A origem da sua fortuna, em via de regra, é ilícita, e tal sujeito tinha que estar bem distante do centro de decisões da administração pública e, não exercendo mandatos eletivos, seja lá qual for.

O ex-deputado federal Jair Bolsonaro é um desses carreiristas que, por 30 anos, desde quando foi afastado do exército, faz da política uma profissão, sempre fez parte do chamado “baixo clero”, como a exemplo dos golpistas Eduardo Cunha, Michel Temer e tantos outros. Só para explicar ao leitor: no Congresso Nacional, se convencionou tratar distintamente duas categorias de parlamentares. Os primeiros são os cardeais, os que de fato decidem que tipo de lei e política pública deve ser aprovada. São os “cabeças pensantes”, e atuam acima de seus partidos políticos e das bancadas temáticas. São poucos. A grande massa, os políticos locais, sem expressão, conhecimento técnico ou liderança, são chamados de “baixo clero”. Atuam em manada, geralmente porque recebem algum benefício para atuar nas votações em determinado sentido.

Bolsonaro – e filhos – se amoldam à segunda categoria, o baixo clero. Estes não foram talhados para a política com (P) maiúsculo, a política como a arte de bem governar os povos. Os caras do baixo clero fazem miséria, recebem mesadas, patrocínios de empresas que possuem interesse em votações, e até mesmo surrupiam uma parte dos salários de funcionários dos seus gabinetes.

No início do ano, a Polícia Federal investigava o delito de lavagem de dinheiro que envolvia políticos do Rio de janeiro, e percebeu que 60 dos 70 deputados estaduais teriam algum tipo de envolvimento. Pediram a prisão de 10 desses parlamentares, e também a quebra do sigilo bancário de 75 assessores lotados na Assembleia Legislativa. A decisão judicial, que foi tomada durante as eleições de 2018 e “não vazou”, revelou que um assessor do deputado Flavio Bolsonaro recebeu e movimentou R$ 1,3 milhão, estranha para quem recebe salário de R$ 8 mil.

O mais grave soube-se depois. O motorista endinheirado embolsou (e aí fica estreita a sua ligação com os “Embolsonaro”) dinheiro de outros 7 assessores do deputado estadual Bolsonaro, e depositou um cheque de R$ 24 mil na conta de Michelle Bolsonaro, a terceira esposa do presidente eleito.

Para quem vive apenas do salário parlamentar, é espantoso o crescimento patrimonial dos bolsonaros (mais de R$ 15 milhões)

A explicação dada pelos acusados, 2 ou 3 dias após a revelação do malfeito, é que se tratava de um empréstimo feito por Jair Bolsonaro ao motorista, que passava por dificuldades financeiras. Mas o sujeito que movimentou mais de R$ 1,3 milhão em um ano possui dificuldade financeira? Confrontado pela imprensa, Jair Bolsonaro diz que a quantia emprestada é ainda maior que os R$ 24 mil, mas que nada disso foi declarado à Receita federal, nem o empréstimo, e menos ainda os pagamentos feitos na conta corrente de Michelle Bolsonaro.

Trata-se de uma transação típica de quem quer ocultar algum negócio ilícito que a Lei de Lavagem de Dinheiro e a Lei da Sonegação Fiscal oferecem punição. No caso comentado, ao admitir o crime de sonegação fiscal, Jair Bolsonaro pode ser apenado com reclusão de 6 meses a 2 anos de cadeia.

O fato merece uma investigação bem mais séria do que feito até o momento, a quebra de sigilo deve aplicar os alvos, e retroagir pelo menos uns cinco anos no tempo, porque seguramente o “buraco” da sonegação é bem maior. Outra questão é a origem do dinheiro. Sabe-se que o motorista Fabricio é amigão da família Bolsonaro, assim de participar do churrasco e da pescaria. Mas isso não o exime de explicar porque a funcionária do gabinete de Jair Bolsonaro depositou dinheiro na sua conta, o mesmo que os 7 assessores de Flávio Bolsonaro. E, principalmente, deve justificar qual a origem da volumosa quantia que passou por suas contas, o que não combina com o salário de PM e motorista da família Bolsonaro.

O caso do motorista que mora em um muquifo com uma movimentação bancária milionária em sua conta pessoal, e agora revelado mais um, o do tenente-coronel, Wellington Servulo, que, trabalhando no gabinete de Flávio Bolsonaro por um ano e quatro meses, ficou 115 dias fora do país recebendo os salários e as gratificações pagas pela Assembleia Legislativa do Rio, nos faz lembrar das tramoias escabrosas dos vereadores do baixo clero cuiabano que denunciamos em 1999.

Para quem não se lembra, há 18 anos, escancaramos que a Câmara Municipal de Cuiabá, na época, conhecida como a “A Casa dos Horrores”, tinha em seus quadros com vultosos salários funcionários fantasmas, nepotismo e “contratados” que sequer sabiam que eram lotados na “Casa”. Nos processos, ficou comprovado que o dinheiro pago a tais servidores escorriam para os bolsos dos vereadores.

Para quem vive apenas do salário parlamentar, é espantoso o crescimento patrimonial dos bolsonaros (mais de R$ 15 milhões). Nas tramoias do Rio de Janeiro, será que os Bolsonaro não “embolsonaram” alguns caraminguás, algumas bufunfas?

Antonio Cavalcante Filho, o Ceará, é sindicalista e escreve neste espaço às sextas-feiras - E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

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Comentários (6)

  • Ely Leal | Sábado, 15 de Dezembro de 2018, 04h31
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    Mais uma vez o missivista flerta com o estelionato intelectual. Típico. Ao narrar os "crimes" da família Bolsonaro, esquece, esconde, subtrai coisas muito piores da família que endeusa. Se alguém tem culpa tem que pagar. Independe do sobrenome. Mas para o autor, seguidor doente da seita Lula-Comun-Petralhista, não é nada. Culpado são os outros. Não tem credibilidade por uma única razão. Não é justo. NÃO É JUSTO. Diz dos 30 anos de Bolsonaro na política e enriquecimento de R$ 15 milhões. Apedeuta! A média é R$ 500 mil por ano. Para um deputado federal? Sua fé cega e sua faca amolada só satisfaz o Torquemada que o edita e os membros do sindicato do crime que é o PT. Escreve aí, mulambo, sobre o enriquecimento do Lulinha. Da vendedor da Avon. Das palestras. De vistas caolhas, qualquer indício é confirmação de crime para os adversários. Todas as provas são inúteis para seus deuses. Comunistóide esquizofrênico comete artigos apenas para ser destratado, o que adora, na sua condição de mula de carga de ideias ladravazes daqueles a quem segue o obedece como bom estafeta!!!!

  • MAURO VG | Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2018, 20h16
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    Ceará, não pode falar da famíglia Embolsonaro que logo aparece um monte de gente para defendê-los, até parece que recebem alguns caraminguás para atacarem à todos que criticam essa família de políticos profissionais que não estão nem aí para o povo, querem mais é encher o bolso! discurso de anti corrupção não cola mais, são mais sujos que pau de galinheiro ou lençol de cama de puteiro! as máscaras estão caindo e logo, logo nem os que votaram neles acreditarão mais!

  • Carlos Nunes | Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2018, 17h33
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    BOLSONARO deve ser o presidente mais sábio do Brasil...fizeram a lavagem cerebral no Adélio...treinaram e programaram pra mata-lo. A facada era endereçada pro coração, e o Datena mostrou que um soldado de PM desviou o faca...Adélio recebeu a ordem: MATA SENÃO ELE ELEGE. Agora BOLSONARO já foi diplomado pelo TSE, já é praticamente presidente do Brasil. Agora a turma que conspirou contra o BOLSONARO não tem mais saída...se matarem, assume o General Mourão - linha mais dura ainda. Agora o Cesare Battisti vai voltar pra Itália pra cumprir prisão perpétua...vai morrer na cadeia. Vem aí a divulgação da delação do tio Palocci sobre a propina que correu no país...Palocci contou como o Lula e a Dilma passaram a mão na propina dos Fundos, dos Aviões, do Pre-sal...O que mais tio Palocci contou? Ih! Dá medo até de pensar, quando o BOLSONARO abrir a caixa preta do BNDES...dizem que emprestaram 404 BILHÕES...é muito BILHÃO. Como seguro morreu de velho e quem já foi picado por cobra tem medo até de linguiça...seria bom o BOLSONARO duplicar sua Segurança, e aumentar a Segurança do Adélio também, pra evitar queima de arquivo. Já vi esse filme...Lee Oswald, depois que atentou contra o Kennedy, foi eliminado pra não contar estórias. Adélio pode ser apagado também. Vai que abre o bico e conta estórias. Celso Daniel foi assassinado, e todas as pessoas que mantiveram qualquer contacto com ele no dia, foram sumariamente apagadas. Essa turma além de ladrões, são assassinos. Mandam matar, ou não mandam?

  • alexandre | Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2018, 12h39
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    Assessores de parlamentares de partidos como PSC, PT e PSOL são citados no relatório. Entre os nomes citados, aparecem auxiliares de Márcio Pacheco (PSC), Eliomar Coelho (PSOL) e André Ceciliano (PT). Ceciliano é o parlamentar com maior volume de movimentações atípicas, envolvendo quatro auxiliares e somando R$ 49,3 milhões. a movimentação atipica foi de 600 mil reais.....

  • Decio Adams | Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2018, 11h37
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    Isso me faz lembrar um versinho de uma música burlesca que diz assim: "Por cima é muito bonito, cheio de forofofó... se você olhar por baixo!!!! É puro trapo e nó." kkkkkkkkkkkkkkk.

  • alexandre | Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2018, 10h04
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    o lider mor peteba na PF em Curitiba, diz muito, o choro é livre... deixa a direita consertar o que a esquerda detonou...o pais...

| 14/12/2018, 00h:00 - Atualizado: 14/12/2018, 06h:18

O funeral de uma mulher viva


edesio do carmo artigo 400

Edésio Adorno

Em parceria com a iniciativa privada, a prefeitura de Cuiabá construiu um moderno crematório. O responsável pelo empreendimento garante que os serviços ofertados são de qualidade e os preços são acessíveis.

Ainda assim, há mais de 30 dias de sua inauguração, nenhum corpo apareceu para ser transformado em cinzas.

O empresário lamenta a ausência de procura pelos serviços e culpa a cultura dos mato-grossenses que, segundo ele, prestigia o sepultamento dos mortos.

Se uma questão de natureza cultural compromete os planos do dono do crematório, que também monopoliza há décadas os serviços funerários de Cuiabá, uma nova prática disseminada por sites e blogs da Capital pode eliminar de vez até com o serviço de locação de espaços para exéquias fúnebres.

A moda agora é fazer funeral de gente viva.

A observação não serve apenas para desconstruir o paralelismo da frase. Ela expressa um fato real, factível. Significativa parcela da imprensa anuncia com estardalhaço a morte de uma mulher que não morreu.

As manchetes dos sites e blogs não deixam dúvidas. Uma mulher está sendo velada viva. É o primeiro funeral de uma mulher vivinha da Silva. Daí o espanto da opinião pública.

A cantilena de todo os dias diz que Selma não será diplomada. Se for, não toma posse. Se tomar, não conclui o mandato. Se concluir, fica inelegível. Se ficar inelegível, vai presa. Se for presa, nunca mais sai da cadeia

Antes de fazer seu funeral, os agentes da morte cuidaram do assassinato moral da mulher em questão. Apregoaram ser ela herege, habituada a prática de bruxaria e de magia negra. Atribuíram a mulher detestada toda sorte de pecado e de ignominia. O propósito era queimá-la em praça pública ou usar seu corpo para inaugurar o crematório cuiabano.

Esse ainda é desejo dos vestais que repudiam os pecados da Madalena da política. Ela não agrada e não merece clemencia porque desagradou e foi inclemente com os ladrões do templo sagrado, quando não era uma simples mulher.

Para aumentar o suplício e a crueldade dos castigos impingidos a mulher que usou a toga e o cajado da justiça para mandar a masmorra um bando de salteadores, a turba ensandecida se regozija no preparo de seu funeral, antes de ver seu corpo arder na fogueira da inquisição.

De acordo com os donos da verdade e falsos justiceiros – na verdade, viúvas do cangaceiro preso e comensais de gângsteres que querem roubar sua vaga sob a cúpula côncava da República – a indigitada mulher ou mero cadáver vivo já foi julgado e condenado pela turba ignara.

A mulher que está sendo velada viva ainda tem nome. Ela se chama Selma Arruda. O grande pecado dela foi se atrever a desmontar a brutal, voraz e atrevida organização criminosa liderada pelo ladrão confesso de R$ 1 bilhão dos cofres públicos do governo do estado – Silval Barbosa.

Seria injusto e até leviano supor que apenas os comparsas, prestadores de serviços, colaboradores e beneficiários do mafioso Barbosão trabalham e articulam forte nos bastidores da política para garantir que Selma Arruda seja enterrada viva.

Outras criaturas, igualmente deletérias, torram montanhas de dinheiro de origem duvidosa com pistoleiros para promover a execução moral da magistrada aposentada e senadora eleita com quase 700 mil votos.

Quem acompanha as redes sociais e o noticiário de boa parte da imprensa já percebeu a cama de gato que construíram para a senadora. O cinismo é tanto que já providenciaram até a mudança em definitivo da senadora para Brasília.

Como uma calunia sempre sucede a outra, também já alardearam que Selma não vai atender prefeitos, lideranças populares e nem vereadores. Nada mais cretino. Sustentam, na maior cara de pau, que a senadora teria montado um dossiê para chantagear membros do judiciário a preservá-la em suas decisões. É o fim da picada.

A cantilena de todo os dias e de todas as horas diz que Selma Arruda não será diplomada. Se for diplomada, não toma posse. Se tomar posse, não conclui o mandato. Se concluir o mandato, fica inelegível. Se ficar inelegível, vai presa. Se for presa, nunca mais sai da cadeia.

Como o que essa gente quer mesmo é fazer o funeral de uma mulher viva, resta ao dono do crematório rezar para que esse fato, aparentemente isolado, não se transforme em prática rotineira. Se a moda pega, o empresário da morte pode mudar de atividade econômica. Há na atmosfera cuiabana prenuncio de tempos difíceis.

Como resisti-los, quando as redes sociais e setores da imprensa usurpam as prerrogativas do Ministério Público e fazem intrépidas denúncias e, ao mesmo tempo, retiram do judiciário a prerrogativa de julgar, condenar ou absolver? Segue o funeral.

Edésio Adorno é advogado em MT e escreve exclusivamente para este Blog toda sexta-feira. E-mail: edesioadorno@gmail.com​

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Comentários (4)

  • Jésus Barra do Garças | Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2018, 23h26
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    Vou traduzir prá vcs. Tá pagando por desmantelar quadrilhas em MT e dar uma lavada de votos nas raposas de MT. Só isso.

  • MAURO VG | Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2018, 20h38
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    Concordo contigo Márcio, artigo sem pé e sem cabeça! o articulista foi infeliz e não conseguiu transmitir a mensagem ao leitor!

  • Davi | Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2018, 10h22
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    O grande pecado da Dra. Selma Arruda foi ter se deixar ser usada pelo Pedro Taques. A eleição suplementar ao senado sempre foi o plano B do Taques. Colocou o PSDB para fazer a filiação da magistrada antes dela se afastar do cargo, depois fez o registro da candidatura dela atrasado e ainda colocou um marqueteiro para ela que respondia a família Taques. Agora o Taques tem caminho aberto na eleição suplementar só senado.

  • Márcio | Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2018, 09h11
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    Que artigo mais sem nexo.

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