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Revista Veja

Decepcionado com operação da PF, Blairo garante que vai deixar a política em 2018

Por 24/05/2014, 17h:32 - Atualizado: 25/05/2014, 17h:35

O senador Blairo Maggi (PR) disse que não vai mais disputar cargo nenhum e que deixa a vida política assim que seu mandato no Senado terminar, em 2018. A afirmação foi dada à revista Veja, publicada na edição que está nas bancas hoje (24). O parlamentar está frustrado com o fato de seu nome ser envolvido em esquemas fraudulentos investigados na Operação Ararath.

Um dos casos trata de assinatura do republicano como fiador de empréstimo de R$ 5 milhões contraídos entre empreiteira e o BicBanco, conforme documentos encontrados na casa do ex-secretário de Blairo, Eder Moraes, que está preso em Brasília. “Eu jamais fiz operação alguma com o intuito de receber recursos. Um amigo meu pediu um aval no banco. Fiz um favor, ele não conseguiu pagar e me cobram a dívida”, diz Blairo à Veja.

A PF chegou ao senador devido delação premiada concedida ao empresário Júnior Mendonça, pivô da operação, que cita que ele fez pelo menos dois empréstimos na época em que era governador do Estado. Blairo, contudo, na reportagem, garante que não conhece o empresário. “ Eu nunca vi esse cidadão. De repente ele aparece e diz que teve negócio comigo? De que jeito? O grande problema de tudo isso, além dos custos de defesa, é o risco de imagem que você tem”.

Nas argumentações, o parlamentar lembra que suas empresas faturam, anualmente, R$ 5 bilhões, por isso não precisaria de empréstimo de R$ 380 mil, pelos quais também estaria sendo acusado. “Os números são muito desproporcionais. Quem faz esse tipo de acusação deveria ter um pouco de senso para saber que isso não combina conosco. Deveriam antes pedir uma explicação. Mas não, chegam e detonam com todo mundo”.

A expectativa é que Blairo Maggi chegue em Cuiabá na próxima semana e convoque coletiva para esclarecer a situação. O parlamentar está licenciado e em viagem à Europa, de onde concedeu entrevista à Veja.

Maggi foi fiador de empréstimo de R$ 5 mi entre empreiteira e o BicBanco 

Entrevista de Blairo à Veja

O senador Blairo Maggi estava na Europa, na terça-feira, quando a Polícia Federal desencadeou a Operação Ararath, em Mato Grosso, e prendeu, entre outros, o governador Silval Barbosa, seu sucessor, amigo e parceiro. Citado como beneficiário de um esquema clandestino de financiamento de campanha, o parlamentar negou envolvimento no caso de corrupção no estado e, dizendo-se bastante constrangido com a situação, anunciou que vai deixar a política assim que terminar seu mandato no Senado, em 2018.
Investigações apontam o senhor como destinatário de empréstimos fraudulentos?
Maggi: Isso não procede. Eu jamais fiz operação alguma com o intuito de receber recursos. Um amigo meu pediu um aval no banco. Fiz um favor, ele não conseguiu pagar e me cobram a dívida.
Mas o relatório do Supremo Tribunal Federal diz que o empréstimo “espúrio” era para o senhor?
Maggi: Nosso grupo fatura uns 5 bilhões de dólares por ano. Não precisaria simular um empréstimo de 380.000. Os números são muito desproporcionais. Quem faz esse tipo de acusação deveria ter um pouco de senso para saber que isso não combina conosco. Deveriam antes pedir uma explicação. Mas não, chegam e detonam com todo mundo.
O delator do esquema também disse que o senhor era beneficiário do dinheiro?
Maggi: Eu nunca vi esse cidadão. De repente ele aparece e diz que teve negócio comigo? De que jeito? O grande problema de tudo isso, além dos custos de defesa, é o risco de imagem que você tem.
O senhor é um aliado do governo. Isso cria algum tipo de mal-estar?
Maggi: Os órgãos de controle têm de ser independentes. Fiquei oito anos como governador e incentivei todos os órgãos para que tivessem orçamento, mobilidade, para poder fazer as coisas. Não acredito nessa história de perseguição. O cara faz o trabalho dele, ninguém pode prevaricar, por isso que a democracia funciona.
O senhor se considera um bom político?
Maggi: Os empresários que têm vontade de entrar na política vêm conversar comigo e normalmente falo para não entrarem. Hoje, os sistemas de controle do Executivo acabam sendo falhos, você não consegue implementar as mesmas mudanças que os órgãos de controle. Ser político é uma atividade de altíssimo risco. Não é recomendável às pessoas que têm negócios fazer política. Eu, por exemplo, já marquei a data. Vou deixar a política.
Como assim?
Maggi: Assim que terminar meu mandato de senador, encerro minha carreira. O Brasil tem muitos desses problemas, os interesses são muito grandes e as pessoas circulam muito próximo do poder. E muito complicado. Para você se enrolar, basta um descuido. Não disputo mais o Senado. Não disputo mais nada. Vou voltar para minha casa e vou ser feliz. Já dei minha participação nesse processo todo.

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Comentários (15)

  • Ze Luiz | Segunda-Feira, 26 de Maio de 2014, 16h11
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    E pensar que toda essa bandalheira, essa administração que esta instalada no estado, nasceu no governo Blairo Maggi, ate entao, ninguém sequer tinha ouvido falar em Eder Moraes, em Mauro Mendes, Pagot, Slval, um monte de empreiteiras novas, que vieram na esteira desse governo, e que ai estão, mostrando a que vieram, um discurso moralista, de empresário, nao políticos, Mato grosso precisa e de Políticos sim, mas políticos sérios que nao tiveram seu nome envolvido em tanto escândalo, nos mato-grossenses, em especial, cuiabanos da baixada, esperávamos na oportunidade de uma copa de mundo em Cuiabá, o nosso nome ser projetado positivamente ao resto do mundo, e infelizmente uma catástrofe anunciada, e a Secopa, sempre, com um ar de tranquilidade, dando datas e mais datas, e dizendo que tudo estaria pronto a tempo e com qualidade, nem uma coisa nem outra, ainda nos querem fazer engolira, mais justificativas sem consistência, e pensando que mais uma vez vao nos fazer de idiotas, pois e assim que sempre trataram quando falam da Cuiabania, vergonha, nacional e internacional.

  • Dornele$ | Segunda-Feira, 26 de Maio de 2014, 13h53
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    Ta bom, eu confesso. No meu primeiro dia como governador de Mato Grosso. Meu primeiro ato foi isentar os exportadores de soja, de pagarem o ICMS. Que maravilha. Toda população mato-grossense planta e colhe só sojas!

  • janjão | Segunda-Feira, 26 de Maio de 2014, 12h46
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    Em atividade pública o valor é relativo. Agora, absoluto é a conduta do agente publico. Um conselho: se perder o mandato vai se tornar um caititu desgarrado.Olha o exemplo do Riva com seu acidente juridico-politico(imunidade).

FUTURA MESA DA ASSEMBLEIA

Botelho arrasta negociação para fechar chapa; 12 disputam 7 cargos

Por 01/06/2020, 18h:29 - Atualizado: 03h atrás

eduardo botelho 680

Eduardo Botelho entra nos 10 últimos dias para a eleição da Mesa Diretora arrastando as negociações e tendo de conviver com queda-de-braço entre colegas por espaço. Há 12 deputados, metade da composição da Assembleia, disputando sete cargos na Mesa.

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BOLSONARISTA

Ex-suplente "mordido" com Selma por criticar filho de Bolsonaro ouça

Por 01/06/2020, 15h:06 - Atualizado: 06h atrás

beto possamai 680

O sojicultor de Sorriso, Beto Possamai (PSL), ainda não digeriu a cassação e, em especial, a falta de habilidade política da ex-senadora Selma Arruda, de quem foi primeiro-suplente e financiador milionário da campanha feita, em parte, com caixa 2.

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Comentários (2)

  • USIEL | Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 19h16
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    Eu não quero saber, mais de Shelma Arruda, nem do Piveta ou do Faváro, eu já tô na luta pela eleição para o Senado, do Julio José de Campos, o 251. O resto é resto..kkkk

  • marcos antonio de souza | Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 15h41
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    Verdade Beto Possamai, vc está corréto, a senadora na verdade realizou um festival de coisas erradas, sem pensar, sem analizar as consequencias, subiu muito pra cabeça, por algum instante se achou a dona do mundo, foi ao delirio, errou em tudo o que fez, e pricilpalmente esqueceu de ouvir os amigos e companeiros, foi um total descontrole em suas ações. A politica é feita de convesa, muita conversa, para o confronto nunca devemos ir, muito dialogo. Foi uma pena, quantas lutas por nada.... Disso tudo fica uma grande lição, nunca devemos humilhar nimguem, aqui se faz aqui se paga.....(sábio ditado popular)....

EMBATE EM VÁRZEA GRANDE

Jayme quer "esticar" mandato e Flávio fala em quebrar os Campos

Por 01/06/2020, 12h:13 - Atualizado: 03h atrás

flavio vargas 680

Enquanto o senador Jayme Campos se movimenta em Brasília pela prorrogação de mandatos de prefeitos e vereadores, o que beneficiaria a esposa Lucimar com mais dois anos à frente do Paço Couto Magalhães, o empresário Flávio Vargas está em pré-campanha à sucessão em Várzea Grande.

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Comentários (3)

  • João Vacarias | Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 15h54
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    João Vacarias, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • max | Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 14h45
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    Agora VG é Flavio

  • Israel Borges | Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 12h33
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    vamos aguardar flavio so para ver a surra que voce vai tomar

PREOCUPAÇÃO

Pais e crianças pedindo esmolas logo cedo nos semáforos em Cuiabá

Por 31/05/2020, 22h:03 - Atualizado: 31/05/2020, 22h:06

sos 680

É de partir o coração a cena de crianças, logo cedo, por volta de 7 horas, inclusive acompanhadas e exploradas pelos pais, pedindo esmolas ou qualquer outro tipo de ajuda a motoristas nos semáforos em Cuiabá. Alguns são oriundos de outros países, como Venezuela.

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  • AMLID | Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 12h58
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    POIS É , AO CONTRÁRIO DE ALGUNS QUE PODEM USAR O CORONAVOUCHER!!! Nestes caso, só lhes resta pedir e certamente é melhor que roubar ou vender outros acessórios. No caso, seria profissão roubar, vender drogas...... Veja a situação "in loco" antes de emitir opiniões sem quaisquer humanidades.

  • Walter liz | Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 09h49
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    isso infelizmente virou " Profissão ", e as autoridades não se mexem para resolver

  • AMLID | Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 08h16
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    ONDE ESTÁ O INSTITUTO MAGGI E SEUS COLABORADORES. ACASO A FOME TEM NACIONALIDADE? TALVEZ ESTA POPULAÇÃO NÃO RENDA VOTOS. Talvez fosse o momento de menos marketing e mais atitudes. Se perdermos um minuto do nosso precioso tempo(assim falam alguns) e conversem com estas pessoas. Alguns possuem nível superior, são profissionais qualificados em seus países e aqui é uma população invisível, assim, como os haitianos e tantos outros. O que nos dá enjoo é saber que muito usam da miséria humana para se tornarem brilhantes marketeiros. FAÇAM E QUE A MÃO DIREITA O QUE A ESQUERDA NÃO VEJA!!!!!

IMPASSE

Entre reeleição e disputa ao Governo

Por 31/05/2020, 15h:40 - Atualizado: 31/05/2020, 15h:44

emanuel pinheiro 680

A sete meses de concluir o mandato, o prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro (MDB) vive um impasse político, de olho no presente e pensando no futuro.

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Comentários (5)

  • Povo otario | Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 09h47
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    Mané governador e vice Sinval...Riva e Pedro do Taques coordenador de campanha

  • servidora massacrada | Domingo, 31 de Maio de 2020, 21h28
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    mil vezes o mané como governador do que esse atual que todo dia trama alguma coisa para retirar algum direito dos servidores publico. em 2022 só vou votar em quem tem compromisso com o servidor publico, chega de apanhar!

  • Maurício coophamil | Domingo, 31 de Maio de 2020, 20h57
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    Maurício coophamil, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

FORA DA LISTA

Senador leva reclamação a ministro por constrangimento sofrido em MT

Por 30/05/2020, 21h:33 - Atualizado: 30/05/2020, 21h:40

carlos favaro 680

Inconformado por ter sido ignorado na solenidade da última quinta, em Rondonópolis, com a presença da ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), o senador Carlos Fávaro levou o caso para Brasília.

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Comentários (4)

  • Justiceiro | Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 12h37
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    Uai esse Brasil aceita tudo um cara que nem eleito foi conseguiram fazer uma gambiarra la em Brasília pra ele tampar a vaga que tomaram no tapetão! Eleitos foram Welington,Jaime Campos, mais esse elemento tá de brincadeira com o povo.

  • Professora | Domingo, 31 de Maio de 2020, 17h16
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    Qua fo ganharuma eleição pode reclamar!

  • Ana Amélia | Domingo, 31 de Maio de 2020, 15h02
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    kkkkkkkkkk senador do tapetãooooo tem que ser ignorado mesmo

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