Blog do Romilson Cuiabá, 24 de Fevereiro DE 2021 Rdnews RDTV facebook twitter RSS

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INVESTIGAÇÃO

Já tinha avisado Abicalil sobre o esquema de Valdebran, diz Juca

21/04/2010, 09h:21 - Atualizado: 26/12/2010, 12h:25

Juca Lemos, ex-coordenador da Funasa   O ex-vereador por três mandatos por Rondonópolis, ex-coordenador regional da Funasa e ex-vice-presidente estadual do PT, Juca Lemos, autor das denúncias feitas em 2005 e que agora, quase cinco anos depois, resultou no indiciamento de 46 pessoas e na prisão temporária de 35 (vários já foram libertadas), revelou nesta quarta, em entrevista ao RDNews, que na época alertou o deputado federal Carlos Abicalil sobre as interferências de Valdebran Padilha junto à fundação, principalmente nos contratos e nos termos de parcerias. Conta que fez o comunicado porque foi o próprio Abicalil quem o indicou para o cargo e não a senadora Serys Marly, como declarou o parlamentar e presidente do PT no Estado. Segundo Juca, o deputado desconversou sobre o assunto. Alegou que não tinha ligação com Valdebran e que este era mais vinculado a Alexandre Cesar, hoje deputado estadual.

    De acordo com Juca, Valdebran atuava tão forte na Funasa que interferia nos contratos. Assim que foi nomeado, o ex-vereador começou a receber pressão de Valdebran, que foi preso na Operação Hygeia e ganhou a liberdade na última segunda, 10 dias depois. Ele observa que não cedeu aos pleitos do homem que viria a ser chamado pelo presidente Lula de aloprado, numa referência aos petistas, incluindo o próprio Valdebran, que tentaram comprar dossiê do empresário Darci Vedoin para incriminar o então candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB), em 2006, e que acabaram presos.

   Juca afirma que dias depois de ter "expulso" Valdebran da Funasa e levado o fato ao conhecimento de Abicalil, acabou exonerado sem, sequer, um comunicado com antecedência. Lembra que quem o substituiu foi Evandro Vitório, funcionário de uma empreiteira de Valdebran, com respaldo dos petistas Abicalil e Alexandre e do presidente regional do PMDB, Carlos Bezerra. "Eu denunciei várias irregularidades nos contratos, com valores exorbitantes. Havia também problemas sérios com os veículos oficiais, enfim, havia um buraco grande na Funasa", diz Juca, que ficou somente 100 dias no cargo de coordenador da fundação no Estado.

   A "bomba" veio estourar agora, com a decisão da Justiça Federal de decretar prisão de Valdebran, do irmão dele Waldemir Padilha, e de outras dez pessoas suspeitas de envolvimento com o suposto esquema de fraudes que teria desviado ao menos R$ 51 milhões dos cofres da Funasa dos ministérios da Saúde e das Cidades. Foram para a cadeia também na Operação Hygeia a presidente da ONG Idheias, Maria Guimarães Bueno, que estava em Belo Horizonte (MG), o tesoureiro do PMDB-MT, Carlos Miranda, e José Luis Bezerra, sobrinho do deputado federal Carlos Bezerra, e vários servidores públicos.

   Eles são acusados de participar de uma organização criminosa. Teriam influídos em decisões de órgãos da administração pública com práticas ilegais em contratos e em termos de parceria firmados. Pela estimativa da PF, desde 2006 o volume desviado pela suposta quadrilha pode superar a R$ 200 milhões. Os termos de parceria e as licitações realizadas envolviam acertos, subornos, pagamentos indevidos e corrupção de servidores.

     Denúncia a Lula

    Juca Lemos, que acabou rompendo com o grupo de Abicalil após sua exoneração da Funasa, revela que produziu um informativo interno na época e o distribuiu no 13º Encontro Nacional do PT, em São Paulo. Naquele encontro houve aprovação do nome de Lula à reeleição. Um dos panfletos foi parar nas mãos de André Singer, então porta-voz do governo. O ex-vereador conta que quatro dias depois esteve no Palácio do Planalto e, durante uma cerimônia, se aproximou do presidente e foi recebido com um abraço. Lula disse-lhe: "Juquinha, recebi seu material e vou determinar apuração rigorosa". Em abril de 2006, a Polícia Federal colheu depoimento do ex-vereador e este reafirmou as acusações.

   O informativo, em verdade, trazia denúncias assinadas pelo ex-coordenador da Funasa. Dizia que havia relação estreita entre Valdebran, Bezerra e Alexandre Cesar e que isso estava sendo nocivo para a fundação. Lembrava que o grupo havia indicado para o cargo um funcionário do aloprado que há tinha contrato com a Funasa. Por conta dessas acusações, Juca enfrenta processo na Justiça movido por Bezerra e Alexandre por calúnia e injúria. "Eu tenho me defendido na Justiça. Acho que a sociedade está vendo e espero que a Justiça puna quem se beneficiou ilegalmente de dinheiro público. Fiz meu papel enquanto cidadão", diz Juca, que foi servidor efetivo do extinto Bemat e já presidiu no Estado o sindicato dos Bancários.

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Comentários (12)

  • ondino lima neto | Quarta-Feira, 21 de Abril de 2010, 22h48
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    isso so vem provar o que todo mundo ja sabia, o pt nao ve e nao sabe de nada.

  • Leda Pereira | Quarta-Feira, 21 de Abril de 2010, 20h13
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    Leda Pereira, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Paulão | Quarta-Feira, 21 de Abril de 2010, 20h10
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    na epoca em que juca estava na funasa o mesmo indicou alguns recusos para esgotamento sanitaria para varios municipios de MT. Com sua saida e entrada do funcionario do ALOPRADO, os recursos foram redirecionados para municipios do PMDB, e todos onde a turma dos aloprados detem contratos com as prefeituras.

APOIOS EXTERNOS

Queda-de-braço entre deputados na eleição da Ucmmat

Por 24/02/2021, 20h:07 - Atualizado: 01h atrás

bruno rios ucmmat 680

O processo eleitoral na Ucmmat, que terminou hoje com a vitória à presidência do vereador e advogado Bruno Rios (PSB), por uma diferença de 13 votos, se transformou numa queda-de-braço entre deputados estaduais e federais.

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PROJEÇÃO POLÍTICA

Investida no novo presidente da AL

Por 24/02/2021, 16h:25 - Atualizado: 05h atrás

Rdnews/arquivo

max russi 680

Agora presidente da Assembleia, Max Russi (PSB), que se identifica como "deputado social", aos 45 anos, quer chegar a postos mais importantes na vida pública.

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CONTRATO EMERGENCIAL

Governo freta avião para transportar indígenas em MT

Por 24/02/2021, 12h:59 - Atualizado: 09h atrás

indios kayapo 680

Quem pensa que índios da etnia Kayapó, na região de Colíder (Nortão), não viajam de avião está enganado. Com autorização do Ministério da Saúde, um monomotor, às custas da União, está agora à disposição dos indígenas para atender casos emergenciais de saúde.

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Comentários (1)

  • Chico Bento | Quarta-Feira, 24 de Fevereiro de 2021, 15h34
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    Enquanto isso o trabalhador que produz e paga impostos, tem de viajar durante mais de 24 horas num busão para se deslocar de sua cidade à Cuiabá atrás de um atendimento no hospital de Câncer, ortopedia, exames que só fazem na capital, etc.

INFRAESTRUTURA

Mais 2 mil km de concessão de rodovias

Por 23/02/2021, 14h:54 - Atualizado: 23/02/2021, 14h:55

Mayke Toscano

mauro mendes 680

O governo estadual já promoveu a concessão de quase mil km de rodovias e planeja entregar, até final do próximo ano, mais dois mil km à iniciativa privada.

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Comentários (5)

  • Realista mais realista que o rei | Quarta-Feira, 24 de Fevereiro de 2021, 08h46
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    "Bão demax" isso! O estado entra com a realização da obra paga com os impostos de nos contribuintes, e depois passa para alguém lucrar horrores cobrando mais uma vez desse contribuinte tão surrupiado. Brasil acorda!

  • Caio junior | Quarta-Feira, 24 de Fevereiro de 2021, 07h59
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    REFAZENDO COMENTARIO: MAURO PEDAGIO MENDES.

  • Caio junior | Terça-Feira, 23 de Fevereiro de 2021, 16h43
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    Caio junior, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

DIVERGÊNCIAS

Na bronca com o cacique do MDB

Por 23/02/2021, 13h:10 - Atualizado: 23/02/2021, 13h:10

juarez costa 680

As divergências entre líderes regionais do MDB não devem cessar tão cedo.

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CAOS

Atoleiro na 158, a rodovia da vergonha veja

Por 22/02/2021, 21h:47 - Atualizado: 22/02/2021, 21h:48

atoleiro 680

A rodovia da vergonha, especialmente um trecho de 120 km sem asfalto da 158, entre Alô Brasil e o entroncamento com a MT-322, no Norte-Araguaia-Xingu, foi destaque hoje no Jornal Nacional.

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Comentários (12)

  • Leverger | Quarta-Feira, 24 de Fevereiro de 2021, 15h40
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    Onde há índios, nada pode ser feito. O MP, o CIMI, a FUNAI, as MISSÕES, as ONG'S, a Norueguesa e outros não deixam, não pode. Até a velhinha do watt sapp diz: Num vai não, pode não, vai asfaltar não.

  • Orlando | Terça-Feira, 23 de Fevereiro de 2021, 20h22
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    Nossa, como este Chirrão é idiota! E quer aparecer. Vai ver que o Carluxo para em fardos de capim para ele postar estas idiotices. Mais um pobre de direita mais perdido que minhoca no asfalto quente.

  • Kleber Ferreira Mendes | Terça-Feira, 23 de Fevereiro de 2021, 14h28
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    É estranho ler a reportagem e não ver que esse trecho passa dentro de uma terra indígena, e por isso não pode ser asfaltado. Infelizmente os ambientalistas, indigenistas e toda essa turminha da lacrolândia não permitirão que esse trecho seja asfaltado. E para quem não sabe, já tem projeto para contornar toda a área indígena com BR asfaltada. Só falta agora dinheiro no orçamento para tal obra.

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