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Quinta-Feira, 05 de Julho de 2018, 08h:37 | Atualizado: 05/07/2018, 09h:03

7 cidades de MT correm o risco de trazer a poliomielite de volta, alerta Ministério

Agência Brasil

vacinação polio

 Gotinhas que imunizam contra a poliomielite são amplamente divulgadas e de fácil acesso nos postos de saúde de todas as cidades brasileiras

Sete cidades de Mato Grosso estão entre as que correm o risco de voltar a registrar casos de poliomelite, conhecida como paralisia infantil, no país. A informação é do Ministério da Saúde, que elaborou uma lista com 312 cidades nas quais há o risco da doença, erradicada em 1990 no Brasil, voltar. Nestes locais, a cobertura vacinal, entre crianças menores de um ano, está abaixo de 50%.

As cidades mato-grossenses que aparecem na lista são Jauru, Denise, Nova Brasilândia, Nobres, Reserva do Cabaçal, Pedra Preta, Vale de São Domingos. Confira nível da cobertura vacinal nestas localidades.

Polio

Foto histórica de geração que teve sequelas físicas deixadas pela doença

Em Jauru, a cobertura vacinal é correspondente a 3,36% das crianças menores de um ano. A cidade possui o sétimo pior índice em todo o Brasil. O caso mais grave é em Ribeirão do Pombal, na Bahia, cuja cobertura corresponde a apenas 0,50% entre os recém-nascidos.

O Ministério da Saúde informou que tem orientado que os gestores das regiões abaixo da meta organizem suas redes de vacinação, incluindo a possibilidade de readequação de horários para o atendimento ao público. Outra orientação é reforçar parcerias com creches, escolas e outros ambientes que possam potencializar a mobilização para as vacinas.

Vacinas ofertadas pelo SUS estão disponíveis durante todo o ano

Carlas Domingues

A pasta afirmou que os pais e responsáveis têm a obrigação de atualizar as cadernetas dos filhos, em especial aqueles menores de cinco anos.

"As vacinas ofertadas pelo SUS estão disponíveis durante todo o ano, exceto a da gripe que faz parte de uma campanha e exige um período específico de proteção, que é antes do inverno", enfatizou Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI).

Conforme Domingues, há casos em que pais ou responsáveis não enxergam mais a necessidade de vacinação contra a doença, em razão de a doença estar erradicada até o momento. “Por isso, é necessário ressaltar a importância da imunização e desmistificar a ideia de que a vacinação traz malefícios", ressaltou.

A diretora do PNI ainda destacou que as vacinas são completamente seguras. "Em alguns casos, as vacinas podem levar a eventos adversos, assim como ocorre com os medicamentos, mas são infinitamente menores que os malefícios trazidos pelas doenças. As vacinas são seguras e passam por um rígido processo de validação", completou.

Polio

 Poliomielite atinge sistema nervoso e não vacinar é deixar porta aberta

No período de seis a 31 de agosto, acontecerá a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite.

A poliomelite

Conforme o Ministério da Saúde, a poliomelite é uma doença infecto-contagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito. O déficit motor instala-se subitamente e sua evolução, frequentemente, não ultrapassa três dias. Ela acomete, em geral, os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principal característica a flacidez muscular, com sensibilidade conservada no segmento atingido.

A transmissão ocorre por contato direto pessoa a pessoa, pela via fecal-oral (mais frequentemente), por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral-oral, através de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar). A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus.

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