Cidades

Quarta-Feira, 15 de Maio de 2019, 16h:44 | Atualizado: 15/05/2019, 17h:54

BLOQUEIO DE BOLSONARO

Alunos e educadores criticam cortes na educação em ato na Alencastro - confira

Dayanne Dallicani

Protesto contra cortes na Educa��o

Alunos da UFMT e de escolas públicas lotam a Alencastro, em Cuiabá; ato se repetiu em mais de 150 municípios de todo o país neste 15 de maio

Na tarde desta quarta (15), manifestantes se reúnem contra o bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo Ministério da Educação (MEC), na praça Alencastro, no Centro da Capital. Os cortes e congelamentos das redes de ensino foram destacados pelos participantes do ato ouvidos pelo . A concentração reúne servidores, alunos e professores das redes municipais, estaduais e federais de ensino de Cuiabá, organizados sob as principais centrais sindicais das categorias e também dos movimentos da educação.

Segundo informações da Polícia Militar, 5 mil manifestantes participaram do ato. O protesto foi tido como tranquilo e sem registro de ocorrências. 25 policiais foram designados para fazer a segurança dos participantes e outras pessoas que circulam na região.

Alunos do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), que teve R$ 31,8 milhões bloqueados, pintaram a sigla da instituição no rosto. Manifestantes também seguraram cartazes com mensagens de protesto às medidas anunciadas pelo Governo Federal e em apoio à educação pública, como mostra as imagens abaixo. Além de Cuiabá, atos e manifestações ocorrem nos demais municípios do Estado e também pelo país.

Após discursos e gritos de protestos na praça, os manifestantes fazem uma caminhada pela avenida Getúlio Vargas, rua Barão de Melgaço, avenida Isaac Póvoas, Prainha. Após esse trajeto, os manifestantes voltam a subir a Getúlio para retornar a Praça Alencastro.

O universitário Walmir Junior, secretário geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e estudante de Ciências Sociais na UFMT, diz que o impacto dos cortes é imediato para a instituição. "A universidade hoje não dá conta de pagar suas despesas. O salário dos terceirizados da limpeza e da segurança estão atrasados. Para, além disso, a universidade vem sofrendo uma série de cortes que influenciam diretamente nas suas atividades", relata.

Walmir enfatiza que vários cursos de graduação terão que reduzir suas atividades, principalmente as de campo e laboratórios, por conta do bloqueio de R$ 34 milhões na UFMT. O estudante vê como equivocado o ataque à educação promovido pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). "Em nome de uma esquerdização que a academia vive, ele [presidente Jair Bolsonaro] ataca diretamente [as universidades] no sentido de tentar tirar essa esquerda que existe na academia. Mas a gente vê que isso não é real. Hoje, a academia produz muito conhecimento. Todo fruto de avanço que o país tem vêm da academia”.

Veja vídeo da manifestação realizada na Praça Alencastro:

Com 70 anos, o professor Paulo Modesto disse que, nos seus 25 anos de magistério, nunca viu tamanha demonização da educação. Ele lembra que o histórico das universidades brasileiras é por espaço, recursos e reconhecimento. "Uma das grandes riquezas da universidade é a diversidade. Então, é um equívoco imaginar que a universidade só tenha esquerditas ou direitistas. Existe uma diversidade e muita rica em todos os aspectos. Agora, essa demonizarão que se faz agora, eu na universidade nesses anos todos, nunca vi”.

A professora Keila Fraga, que é da rede privada e compareceu a manifestação para apoiar o movimento, avalia que o Governo Federal não deveria "mexer com algo que não deveria". Ela teme que o impacto dos cortes possa impactar as futuras gerações, como sua própria filha de 17 anos. "O sonho dela é entrar na universidade federal. Ela tá vendo esse direito sendo tirado dela", aponta.

O professor José Luiz dos Santos, que atua há 26 anos na rede municipal e estadual, enfatiza que as urgências das escolas são imediatas ao comentar a situação dos cortes na educação. “Não adianta você querer - e o discurso que eles estão fazendo - que vai liberar os recursos em agosto ou setembro. Mas como vamos suportar a realidade da escola nesse período. A gente sabe que não pode esperar. Não dá para esperar. O ano letivo continua e as demandas dele continuam presentes. Não tem como jogar para frente”.

Galeria de Fotos

Credito: Dayanne Dallicani
Alunos da UFMT e de escolas públicas lotam a Praça Alencastro, em Cuiabá; ato se repetiu em mais de 150 municípios de todo o país neste 15 de maio
Credito: Dayanne Dallicani
Além de estudantes da UFMT e escolas públicas, movimentos sindicais também se uniram contra os cortes na educação
Credito: Dayanne Dallicani
Alunos empunham cartazes contra cortes na educação e o presidente Jair Bolsonaro, responsável pelo contingenciamento
Credito: Dayanne Dallicani
Aluno do IFMT segura cartaz com frase do educador Paulo Freire, durante atacado pelo Governo Bolsonaro e seus seguidores

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Comentários (10)

  • giovanni | Quinta-Feira, 16 de Maio de 2019, 09h27
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    Gente essa greve é ideológica e partidária!

  • alexandre | Quinta-Feira, 16 de Maio de 2019, 08h29
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    Quando vai ser o próximo dia que não vai precisar trabalhar ?

  • Juca | Quinta-Feira, 16 de Maio de 2019, 08h29
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    Se não sabem a diferença entre CORTE e CONTINGENCIAMENTO ai fica difícil dialogar com essa gente.

  • alexandre | Quinta-Feira, 16 de Maio de 2019, 08h28
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    O PT perdeu porque rou... ..demais, aceita a eleição....

  • Moreira | Quinta-Feira, 16 de Maio de 2019, 07h03
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    Sindicalistas e massa de manobra.

  • Cesar VG | Quarta-Feira, 15 de Maio de 2019, 21h24
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    Segura essa: agora é na rua governo!!!!!

  • Cesar VG | Quarta-Feira, 15 de Maio de 2019, 20h27
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    Segura essa: agora é na rua governo!!!!!

  • Maria | Quarta-Feira, 15 de Maio de 2019, 19h54
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    Bolsonaro e todos os ministerios do seu governo, demonstram uma falta de conhecimento científico impressionante! São criaturas toscas, ignorantes, como se desconhecerem o significado e a importância das instituições de ensino p uma sociedade. Fico c a impressão, às vezes, q essa turma do Bolsonaro, saiu de alguns séculos atrás, entrou numa máquina do tempo e veio parar aqui no século XXI. E parece chocada c te q existe e quer reverter. Até o absurdo de educação domiciliar, como se a maioria da população morasse no campo e a família pudesse ensinar leitura e conta p os filhos, em casa mesmo. Ser contrário à vacinação ... Felizmente a população começa a acordar p o grande erro q fez ao eleger um candidato q nuca debateu seu programa de governo c a sociedade brasileira. E pra isso vai insistir pra q ele mude o rumo, olhe para as necessidades do povo, q é a maioria. Essas manifestações de hoje foram um recado claro nessa direção. Basta de tirar direitos do povo trabalhador ! Ele é quem sustenta este país! Nenhim país do mundo se desenvolveu sem investir mto em educação. Se está ruim, não é retirando recursos q se atingirá a melhoria q se deseja.

  • alexandre | Quarta-Feira, 15 de Maio de 2019, 17h06
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    Bolsonaro dar motivo pra caçar mandato, é tudo que a esquerda quer, soltar o lula, a esquerda dar golpe e lula assumir o poder..

  • deovaldo | Quarta-Feira, 15 de Maio de 2019, 16h55
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    O admirável que se trata de sindicalistas filiados, todos com suas mentes lavadas pelos 13 anos do PT, pois bem e agora josé o que fazer? , solicito a todos que leem um pouco e o contingenciamento se faz devido a LRF que poderá inferir que o bolsonaro se enquadre em improbidade administrativa, crime esse que pode cassar o seu mandato,,,,fique esperto bugrada e vão estudar , aqui não ptzada

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