Cidades

Quarta-Feira, 26 de Junho de 2019, 08h:01 | Atualizado: 26/06/2019, 19h:34

PROTESTO NO CPA

Com mais de 1 mês em greve, professores fecham entradas da Sefaz em Cuiabá veja

Atualizada às 11h10

Internauta

Professores fecham Sefaz

Professores ainda em greve fecham uma das entrada da Sefaz (acesso pela avenida do CPA), na manhã desta 4ª, para pressionar Governo estadual

Professores ainda em greve fecharam as entradas do prédio da secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), no Centro Político Administrativo, na manhã desta quarta (26). Os grevistas, segundo apurou o , estão impedindo a entrada dos servidores na repartição. Ao menos 300 pessoas já estão no local. De acordo com servidores, eles traçaram os portões com barras de ferro.

A ação é mais um ato com o objetivo de pressionar o Governo a atender a lista de reivindicações da categoria. Ontem, os professores chegaram a fechar um trecho na BR-364, em Cuiabá.

No final da tarde de ontem, o sindicato teve uma reunião de portas fechadas com membros do Paiaguás. Representantes do Sintep afirmam que o Executivo não apresentou novas propostas. Desta forma, a greve da Educação, que completa um mês na nesta quinta (27), segue por tempo indeterminado.

No encontro, o secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho relatou que não há condições de o Governo cumprir a Lei 510/2013, de Dobra do Poder de Compra, que prevê reajustes nos salários dos servidores da Educação para equipará-los às outras categorias – neste ano, o reajuste deveria ser correspondente a 7,6% do salário.

Veja professores em greve em uma das entradas da Sefaz:

Na manhã de ontem, o governador Mauro Mendes (DEM) já havia divulgado uma carta aberta aos profissionais da Educação, na qual alegou que quando os gastos do Estado com pessoal ficar abaixo dos 49%, conforme determina a LRF, será possível reajustar o salário da categoria, conforme a Lei 510/2013, além da concessão da Revisão Geral Anual (RGA) – os dois pontos mais polêmicos da paralisação.

Durante a reunião, o Governo apresentou ao sindicato ações na área de Educação. “Pagamos R$ 52 milhões, em um terço de férias dos contratos. Estamos chamando quase 600 concursados, valor que representa mais R$ 15 milhões. E o Governo também tem feito investimento na Educação, foram quase R$ 35 milhões em obras de recuperação de escolas”, afirmou Carvalho.

Allan Pereira

Professores fecham Sefaz

Com trio elétrico, servidores da Educação em greve fazem manifestação em frente a sede da Sefaz, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá

“Infelizmente hoje, o Governo, em função da LRF, não está cumprindo com essa Lei [510] e não temos como pagar. Mas essa Lei não está sendo revogada em nenhum momento, nem a RGA. Assim que o Governo atingir o reequilíbrio da LRF, com certeza a reposição salarial e o ganho real serão pagos no momento oportuno”, acrescentou.

Para o presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira, o encontro com o Executivo foi pouco produtivo. “O que termina a greve é proposta. Em tese, não houve nenhum avanço na reunião para os pontos que a categoria tem cobrado, entre eles um cronograma de cumprimento da Lei 510”, afirmou.

Às 08h54 - Servidores dispensados

O início do expediente na Sefaz é às 7h30, no entanto hoje, por conta da manifestação, a secretaria decidiu liberar os servidores no período da manhã. Eles devem começar o trabalho às 13h, com a expectativa de que os grevistas já não estejam no local.

Às 11h10 - "Malvadeza" de Mauro

Segundo o presidente da subsede do Sintep em Cuiabá, João Custódia da Silva, a categoria escolheu a Sefaz por ser o "o olho financeiro do Estado". O sindicalista disse que não era intenção fazer atos e protestos "tão intensos". "Mas infelizmente o governador Mauro Mendes tem agido com muita malvadeza", pontua.

"Os números apresentados pelo governador não batem com nossos. A Lei 510 é fruto de uma conquista imensa nossa de 2013. Nós não vamos abrir mão. Ele tem divulgado informações equivocadas e que não são verdadeiras", disse.

Custódia também apontou que a categoria vai continuar seu enfrentamento, apesar dos cortes dos pontos, até que o governador apresente uma proposta aos professores. O ainda ouviu alguns professores que também exigiram diálogo de Mauro Mendes e o cumprimento da lei que, segundo eles, foi estabelecida em “acordo democrático”. Eles pontuaram que o chefe do Executivo é “autoritário"  e não pensa nas "conseqüências”.

Segundo o professor Deyvison Lopes, o corte de ponto foi “um golpe duro”, inédito e que é “preciso resistir”. Mas ele lembra que a falta dos salários também vai refletir na economia do Estado. "Não vai influenciar só a vida do professor, mas vai afetar o comércio de Cuiabá e nas cidades que giram entorno das escolas”.

O professor pondera que o que irá encerrar a greve "são propostas que possam atender as nossas reivindicações". "Nesses 30 dias de greve, não fez nenhuma proposta plausível", comenta.

A reportagem também ouviu alguns funcionários públicos da Sefaz, que se manifestaram solidários com a causa dos grevistas, apesar de estarem impedidos de trabalhar. Eles pontuaram que Mauro tem se mostrado autoritário e cobraram mais diálogo com a categoria. Os servidores fazendários também são favoráveis ao cumprimento da lei 510 e apontam que professor é mal remunerado.

Professores fecham Sefaz

Professores colocam faixas na lateral da Justiça do Trabalho, no Centro Político Administrativo, e coloca em Mauro Mendes a culpa pela greve

 

 

 

 

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Comentários (17)

  • JOAO PLENARIO | Quinta-Feira, 27 de Junho de 2019, 09h01
    4
    0

    Vocês acham que o estado e só salario? Ai esta aquele lema se estiver bom para mim, o resto que viva a pao e agua! Voces acham que o que ganham nao e bom, peçam a conta, e vao trabalhar na iniciativa privada, o estudo que a maioria de voces tem foi o estado que deu para voces, pelo certo deveriam pagar aquilo que custaram p-ara os cofres publicos. O estado precisa de obras, saude, infraestrutura, etc.....Vamos ser coerente! chega de greve, parabens ao governador, pelo pulso firme, forte!

  • LUCIO FLAVIO GARCIA | Quinta-Feira, 27 de Junho de 2019, 07h08
    7
    1

    estes que estao de greve não fazem falta nas salas de aula...são uns abobados a serviço da esquerda burra

  • Pardal | Quarta-Feira, 26 de Junho de 2019, 18h55
    4
    4

    Como um estado que dá superavit está com dificuldade financeira? Então o problema é de GESTÃO. E não de arrecadação. Tem que saber negociar, distribuir e pagar.

  • Laureano Rosales Ribeiro | Quarta-Feira, 26 de Junho de 2019, 16h36
    3
    7

    Ele anunciou q que já liberou dinheiro para reforma das escolas, o equivalente ao que ia pagar se cumprisse os nossos direitos, ou seja, nós que vamos pagar a reforma das escolas.

  • Chica | Quarta-Feira, 26 de Junho de 2019, 15h28
    4
    9

    Vamos fazer o seguinte encaminhamento os professores voltam a trabalhar e aceitam ficar sem o reajuste até 2023. E ai vocês que estão criticando a greve daqui a 1 ano e meio mas ou menos quando o salário do professor não for o suficiente para pagarem as contas ,vocês irão ajuda- los financeiramente. Sim cada um de vocês irá escolher um professor e todo mês ajudar com o pagamento equivalente a perda de cada um, seja para pagar a conta de luz, água , supermercado , remédios ok . Quem topa ?

  • Maria Antônia | Quarta-Feira, 26 de Junho de 2019, 15h26
    7
    8

    Os profissionais da educação básica só estão cobrando o cumprimento de lei que lhes garante o direito! Nada mais! Exigir cumprimento de lei pra não ficar com salários congelados indefinidamente é só política? Exercer seu trabalho em péssimas condições? Ter profissionais concursados? Se isso é misturar c política ... então ...

  • Lena | Quarta-Feira, 26 de Junho de 2019, 15h17
    5
    6

    Se o pessoa estuda a vida toda para se ter um mestrado e doutorado é mas que justo que se ganhe por isso ,tenha um melhor argumento para poder criticar quantos concursos público você prestou e não passou. Ao invés de falar mal do professor fale dos políticos que desviaram Bilhões de reais para as obras da COPA de 2014 um grande exemplo é o VLT se o Estado está quebrado com certeza a culpa não é do funcionário público muito menos do professor .

  • Marcos | Quarta-Feira, 26 de Junho de 2019, 12h52
    14
    10

    Essas manifestações tem vies político e de sindicatos como sempre os professores prejudicando os alunos a qualidade do ensino Mato Grosso é um dos piores do Brasil e o salários os mais altos do país.

  • Marcos | Quarta-Feira, 26 de Junho de 2019, 12h48
    12
    9

    Todo ano mesma coisa greve. Professores exigindo altos salários já tem, tem professor ganha mais 20 salários mínimos plano de carreira A B C D com mestrado doutorado salários vai lá em cima quem paga essa fará é a população. Só que dessa vez a população não estará com os professores.

  • alexandre | Quarta-Feira, 26 de Junho de 2019, 12h41
    9
    6

    A lei diz que ele não pode dar aumento com a LRF estourada, tem que cobrar do Silval e da AL que aprovaram a lei, sem estudo de impacto..

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