Cidades

Sexta-Feira, 17 de Maio de 2019, 17h:58 | Atualizado: 19/05/2019, 11h:08

POLÊMICA

Agredida no Fórum registra BO e diz que PMs pediram para mentir em policlínica

Reprodução

POLICIAIS_FORUM

Dois dos três policiais que atenderam a ocorrência no Fórum de Cuiabá; PM afirma que a mulher caiu ao chão

A mulher que se envolveu em uma confusão no Fórum de Cuiabá na última quarta (15) afirmou que foi agredida por policiais e orientada por eles a mentir durante atendimento médico. Ela registrou um boletim de ocorrência sobre o caso, após os militares a acusarem de desacato.

Camila Carvalho Leite, 34 anos, disse, no boletim de ocorrência, que participou de uma audiência na Vara da Família, na quarta, para debater sobre a pensão alimentícia dos filhos.

Na audiência, o ex-companheiro dela apresentou a proposta de pagar R$ 200 a cada criança. Segundo a mulher, a proposição a transtornou, pois o homem não entrega nenhum valor aos filhos desde dezembro passado.

Ela relatou que ficou nervosa com a proposta e gritou durante a audiência, dizendo que as crianças estão passando fome. Camila ainda mencionou que está com uma ordem de despejo da casa onde mora com os filhos. Por ela não aceitar a proposta, a audiência foi encerrada.

Conforme o boletim de ocorrência, Camila disse que estava muito nervosa e saiu da sala de audiência. Ao voltar para o local, notou que o pai dos seus filhos e a esposa dele, que também é a advogada do homem, haviam saído por outra porta.

Ela disse ter se sentido enganada com a saída do ex e correu pelo corredor do Fórum, em direção ao estacionamento externo, onde encontrou o homem e a advogada. A mulher declarou que tentou argumentar com o ex e disse que não era justo o que ele e a esposa estavam fazendo, pois ela está desempregada, além de não receber pensão há seis meses.

Conforme Camila, a advogada teria dado risada do relato sobre as dificuldades financeiras. A mulher disse ter surtado com a postura da companheira do pai dos filhos e deu murros na lataria do carro dela.

Em seguida, segundo o relato de Camila, dois policiais militares se aproximaram dela, a seguraram pelos braços e quando ela iria se virar, recebeu um soco na boca. Depois, conforme o registro policial, ela caiu no chão. Ao recobrar a consciência, Camila disse que estava caída no chão, com sangue escorrendo pela boca e com o cotovelo dolorido.

Ela contou que os policiais a levantaram e a levaram para a viatura, dizendo que ela estava presa. Camila comentou que foi levada à policlínica para costurar a boca. No percurso, disse que os policiais falaram para ela dizer que caiu. Segundo a mulher, os militares disseram que "a corda sempre arrebenta do lado mais fraco".

Após receber atendimento na policlínica, ela foi levada à Delegacia do Verdão, foi ouvida e liberada. Em seguida, o advogado da mulher a levou para registrar boletim de ocorrência. Ele pediu que sejam solicitadas as filmagens das câmeras de segurança do estacionamento externo do Fórum da Capital, para que as imagens sejam analisadas.

A mulher afirmou que são falsas as informações dadas pelos policiais, que a acusam de desacato.

Versão da PM

Segundo o Boletim de Ocorrência feito pela PM, Camila foi conduzida à Central de Flagrantes por desacato à autoridade. Alegam que a guarnição foi acionada pela equipe do Fórum devido desentendimento entre Camila e a advogada, mulher do ex-companheiro dela.

Ainda segundo a narrativa, a mulher estava exaltada e tentava agredir a jurista, tendo sido dado ordem para que ela se afastasse do veículo, mas que Camila, exaltada, xingava os policiais. “Quero que vocês vão para a P*** que P*** com a advogada".

Asseguram que foi necessário o uso de força moderada, quando um sargento “segurando pelo braço, puxou-a para longe da advogada”. PMs alegam que Camila tentou se desvencilhar das autoridades e, quando o policial tentou a imobilizar pela 2ª vez, a mulher caiu no chão e machucou a boca, tendo sido encaminhada à Policlínica do Verdão, onde recebeu atendimento, sendo levada depois, sem uso de algemas, para a Central de Flagrantes.

PM comenta caso

Por meio de nota, a Corregedoria da Polícia Militar informou que ainda não recebeu denúncia referente à ocorrência. Porém, a instituição já está levantando documentos e solicitando informações com a Coordenadoria Militar do Tribunal de Justiça para tomar as medidas necessárias à apuração da conduta dos policiais.

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