Cidades

Segunda-Feira, 27 de Maio de 2019, 16h:18 | Atualizado: 27/05/2019, 18h:25

Na Seduc

Se houver corte de ponto, greve será por tempo indeterminado, diz Sintep - vídeo

Servidores da Educação, que entraram em greve nesta segunda (27), protestaram em frente à secretaria Estadual de Educação (Seduc), em Cuiabá, nesta tarde. A categoria afirma que o governador Mauro Mendes (DEM) não tem manifestado interesse em dialogar sobre as reivindicações da classe - veja, abaixo, live feita pelo Rdnews.

Rodinei Crescêncio

Em ato na frente da Seduc, professores gritam palavras de ordem e cobram negociação com o Governo Mauro

Em ato na frente da Seduc, centenas de professores gritam palavras de ordem, criticam perda de direitos e cobram negociação com Governo Mauro Mendes

 A decisão sobre a greve dos servidores estaduais de Educação foi tomada no último dia 20, na assembleia geral da categoria. Entre as reivindicações estão a posse de aprovados no último concurso, melhores condições de infraestrutura nas escolas e novos equipamentos pedagógicos, pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) e o cumprimento da lei da Dobra do Poder Compra (510/2013), que prevê reajuste no salário dos servidores da educação para equipará-lo às outras categorias.

Rodinei Crescêncio

Presidente do Sintep, Valdeir Pereira

Presidente do Sintep, Valdeir Pereira, discursa em manifestação e diz que não há diálogo

O presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira, afirmou que, desde o anúncio da greve, o governador não manifestou interesse em conversar com a categoria. “Primeiro, o governo duvidou que os trabalhadores fossem entrar em greve. Agora, tem que entender que há greve e não pode usar discurso de terra arrasada”, disse, em alusão ao decreto de calamidade financeiro, assinado em janeiro.

O sindicalista cobrou que seja apresentado cronograma de quando o Executivo poderá cumprir com "seus compromissos com os servidores”.

Em relação à possibilidade de corte de ponto dos grevistas, conforme cogitado pelo Executivo, o presidente disse que o Sintep poderá recorrer da medida na Justiça. “Mas, de todo modo, é uma forma muito infeliz, porque cria um transtorno e compromete ano letivo dos estudantes”.

“Se o corte de ponto acontecer em Mato Grosso, essa será uma marca totalmente negativa que o governo Mauro Mendes carregará consigo, porque foi buscado todo o processo de conservação com ele. Esperávamos que avançasse na pauta, mas se ele for reprimir com o corte de ponto, a categoria reagir com greve por tempo indeterminado”, asseverou.

Segundo o presidente do Sintep, o principal objetivo da paralisação é tentar dialogar. "Segue por tempo indeterminado".

Cerca de mil pessoas participaram do protesto contra as medidas do governo em relação à Educação. Entre eles havia servidores como professores e técnicos. O ato teve a presença de líderes sindicais e os manifestantes caminharam até a Casa Civil, nas proximidades da Seduz.

O Sintep informou que ainda está fazendo um levantamento sobre quantas escolas estaduais aderiram ao movimento. Em Cuiabá, conforme a entidade, 63 das 74 unidades estaduais paralisaram as atividades nesta segunda.

Galeria: Protesto na Seduc

Na rede estadual, há cerca de 390 mil estudantes. Conforme o Sintep, ainda não há levantamento sobre quantos alunos estão sem aula. A expectativa é de que a categoria realize outras manifestações. Na próxima quarta (30), os servidores estaduais deverão se juntar a instituições federais do Estado em ato a favor da Educação.

Outro lado

A Seduc informou que ainda está fazendo um levantamento sobre quantas escolas ficaram sem aulas nesta segunda. A secretaria ainda não emitiu um comunicado referente à greve iniciada nesta segunda.

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Comentários (11)

  • Bolão | Terça-Feira, 28 de Maio de 2019, 14h18
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    O Governo federal não aceitou o estado de calamidade pública decretado pelo MT, fonte: https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2019/04/21/governo-federal-nao-reconhece-o-estado-de-calamidade-financeira-decretado-em-mt.ghtml Existe dinheiro sim, o problema é a má gestão do Estado que está dando isenções fiscais bilionárias para o Agronegócio e grupos empresariais. Um levantamento da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Fenafisco) mostra que os incentivos fiscais em Mato grosso cresceram 4 vezes mais que a arrecadação com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 6 anos. De 2012 a 2018, o Estado aumentou em 28% a arrecadação do ICMS, mas as renúncias fiscais tiveram um aumento de 139%. Nesse período, a arrecadação do ICMS no estado sai de R$ 9,4 bilhões para R$ 12,1 bilhões. Já os incentivos fiscais era R$ 1,4 bilhão e fecharam o ano passado com R$ 3,5 bilhões. Esses incentivos foram maiores que os valores previstos na lei orçamentária de 2018 para a saúde (R$ 1,8 bilhão), educação (R$ 3,3 bilhões) e segurança pública (R$ 3 bilhões). fonte: http://www.gazetadigital.com.br/editorias/politica-de-mt/incentivo-fiscal-cresce-4-vezes-mais-que-arrecadao-em-mt/579358

  • Dr em Educação | Terça-Feira, 28 de Maio de 2019, 09h29
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    Querem melhoria na educação? Acabem com esses sistema demoníaco e mascarado chamado Ciclo. A culpa da má posição do estado no quesito qdd educacional nada e haver com a competência dos professores, e sim com as políticas públicas e o descaso das próprias famílias com a educação de seus filhos, no ciclo o aluno em progressão automática até o Ensino Médio, pq ele vai estudar, se dedicar, ter trabalho em aprender se será projetado à série posterior automaticamente, independente das habilidades desenvolvidas pelo mesmo. Outá coisa, quem está aí a reclamar, só me responda uma coisa, quantas horãs por dia passa ao lado do seu filho ajudando-o com as tarefas de casa e apoiando os estudos. Projetar a responsabilidade das famílias e do estado em um professor que passa 2 horas com um aluno não é ignorância e burrice!!!!! Acorda Imbecil!!!!

  • Sandro Roberto | Terça-Feira, 28 de Maio de 2019, 08h46
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    Hum! Querem ficar de greve não ter o ponto cortado, assim é fácil ser grevista, quero mais , luto por esse mais , mas não quero enfrentar consequências de próprios atos no exercer ao meu direito de greve. ASSIM É FÁCIL, TEM QUE CORTAR SIM E QUANTO MAIS FICAREM , MAIS HAVERÁ CORTE, A VITÓRIA É FEITA COM SACRIFÍCIOS, ENTÃO FAÇAM O DE VCS..

  • alexandre | Terça-Feira, 28 de Maio de 2019, 07h59
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    é o sintep, tem professores querendo dar aula, mas se a escola decidir pela greve, ninguem trabalha...

  • Nascimento | Terça-Feira, 28 de Maio de 2019, 07h24
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    GREVE SEM CORTES DE PONTO É FÉRIAS. SE QUISESSEM LEGITIMIDADES OS PRÓPRIOS PROFESSORES EXIGIRIAM O CORTE.

  • Antonio | Terça-Feira, 28 de Maio de 2019, 07h13
    1
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    Se não trabalha, não tem de pagar. Greve mais sem sentido nesse momento.

  • MADALENA | Terça-Feira, 28 de Maio de 2019, 04h39
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    Não consegui passar no concurso né?? Por quê tanta magoa é ódio dos professores ?? Faz o seguinte fica uma semana dando aula em uma escola sem água e sem banheiro, sem ar , sem ventilador? Depois vc comenta sobre a greve querida!

  • ALC | Segunda-Feira, 27 de Maio de 2019, 20h55
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    Os "educadores" querem mais salário sem apresentar resultados? Eu chamo isso de loucura! Governador, não dê moleza, eles colocaram a nossa educação em 21º lugar e recebem o 3º melhor salário da classe. Querem ganhar mais? Coloque o estado de Mato Grosso entre os dez primeiros colocados. E, antes que comece a choradeira, a culpa não é da infraestrutura, é da falta de formação intelectual! Sugiro o seguinte ao governador: aplique uma prova de português, com exercícios de gramática e interpretação de texto. Garanto que menos da metade acertará mais que 50% da prova. Querem direitos? Então cumpram com o simples dever de se autoeducar.

  • alexandre | Segunda-Feira, 27 de Maio de 2019, 20h03
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    Vai haver corte de ponto, tá amparado no STF, a greve será julgada ilegal, as demandas são corretas, mas o momento é ruim...

  • Carlos | Segunda-Feira, 27 de Maio de 2019, 19h33
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    Quem manda são os professores ou o sintep?

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