Cidades

Segunda-Feira, 10 de Junho de 2019, 07h:13 | Atualizado: 10/06/2019, 13h:22

GRANDE CUIABÁ

Sem salário, motoristas paralisam e 280 mil usuários acordam sem transporte

Atualizada às 13h10

Rodinei Crescêncio

Terminal CPA 1

Realidade totalmente diferente da comum no Terminal do CPA I, que está completamente vazio na manhã deste segunda (10), devido a paralisação

Os 1,8 mil motoristas do transporte publico da Grande Cuiabá paralisaram as atividades desde as 00h desta segunda (10). O motivo é o atraso na folha de pagamento de maio e a falta de previsão de quando irão receber.

A reportagem do entrou em contato com o presidente do sindicato de motorista de Mato Grosso, Ledevino da Conceição, que explicou que com a falta de pagamento, os profissionais trabalharam até domingo (9) e paralisaram nesta manhã. Pelo menos 280 mil usuários estão sem o transporte público.

“As quatro empresas pararam 100%. Cada motorista foi para a sua garagem e está no local esperando um posicionamento. Não tem protesto algum. Como eles não sabem também quando será realizado o pagamento, sem previsão os motoristas irão aguardar”, explicou.

Segundo o presidente do sindicato as empresa Pantanal Transportes, Integração, Norte-Sul e União Transportes - responsável pelo intermunicipal - aderiram ao movimento. “Com o edital de licitação lançado pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), as empresas estão com um contrato emergencial de 180 dias. Os empresários e a própria prefeitura disseram que não tem dinheiro para arcar com a folha que está girando em torno de R$ 2 milhões”.

Ledevino destaca que o secretário de Mobilidade Urbana Antenor Figueiredo ligou logo no início desta manhã para informar que também está tentando levantar algum dinheiro para poder pagar os motoristas. “Um dos empresários está em São Paulo, também tentando levantar dinheiro, empréstimo, mas por conta desse contrato emergencial, os bancos não estão aceitando realizar a operação. Diante desse cenário estamos parados 100% nas garagens esperando um posicionamento das empresas e prefeitura”, afirmou.

A reportagem do passeou entre Várzea Grande e Cuiabá, no início desta manhã e os pontos de ônibus estão vazios. E nenhum veículo está circulando. O também tentou contato com o secretário Antenor, mas o celular está desligado.

Ainda conforme o sindicato, o problema se arrasta há seis meses. Os trabalhadores e as empresas fizeram um acordo coletivo que previa o pagamento do salário no quinto dia útil de cada mês, o que não aconteceria de fato.Os funcionários alegam que recebem o salário somente a partir do dia 19 e 20.

Taxa da passagem

Segundo a assessoria da SMTU, as empresas quebraram devido ao "sobe e desce" da tarifa de ônibus da Capital. Destacam que os ônibus estão parados 100% e ponderam que o salário deveria ter sido pago na sexta passada, 7 de junho. Afirma que os empresários estão com problemas financeiros e tentam viabilisar o recurso nescessário para o pagamento.

Desde 30 de maio a passagem está custando R$ 4,10. O valor foi estabelecido pela Arsec, agência municipal que regula os serviços públicos. A decisão sobre o aumento ou não da passagem se arrasta, pelo menos, desde 2018. Em maio, quando a passagem estava no valor atual, o Tribunal de Contas (TCE) determinou a volta da passagem por R$ 3,85.

Às 11h23 - Reunião na Semob e decisão na tarde

No fim da manhã de hoje, Ledevino da Conceição foi recebido pelo secretário Antenor Figueiredo para cobrar um posicionamento da prefeitura. O sindicalista afirma que a categoria espera um posicionamento oficial, já que até agora nenhum empresário se posicionou sobre o pagamento ou não dos salários atrasados. "Ele disse que irá tomar providências. Foi um dos compromissos que fez".

Ledevino adianta que os motoristas devem realizar reunião às 13h, no pátio da empresa Pantanal Transportes para decidir se irão continuar ou não o movimento. Ele acredita na volta aos trabalhos. O sindicalista também comentou a ameaça do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) de acionar a justiça em caso de greve dos profissionais. "Isso é uma prerrogativa do prefeito. Mas só pode acionar se for greve. Por enquanto estamos apenas em uma paralisação. Se virar greve, nós temos que cumprir o percentual de funcionalmente - de 30% -, como determina a lei".

Às 13h10 - Paralisação chega ao fim

Após Antenor Figueiredo se reunir com motoristas na Pantanal Transporte, a categoria decidiu retomar as atividades, ainda nesta tarde. Saiba AQUI.

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Comentários (3)

  • maria | Segunda-Feira, 10 de Junho de 2019, 10h39
    0
    0

    VIABILISAR " COM S""" FALA SÉRIO....JORNALISTA....KKKKKK

  • Leidy | Segunda-Feira, 10 de Junho de 2019, 10h21
    0
    0

    Alguém sabe se os ônibus já estão circulando

  • FABIANO | Segunda-Feira, 10 de Junho de 2019, 07h52
    10
    0

    Se somente se uma empresa não esta cumprindo com suas obrigações salariais, é estranho uma paralisação geral ate de VG... Que a empresa pague seus colaboradores em dia... Que as empresas cumpra seus contratos ofertando ônibus com qualidade e conforto para a população... Que o sindicato defenda os trabalhadores e não as empresas e empresários e pare de agir em conjunto forçando um AUMENTO nas passagens.

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