Cidades

Segunda-Feira, 10 de Junho de 2019, 16h:26 | Atualizado: 11/06/2019, 00h:16

ASSEMBLEIA GERAL

Apesar de corte do ponto, servidores da Educação decidem manter paralisação

Servidores estaduais da Educação decidiram, na tarde desta segunda (10), manter a greve da categoria, iniciada no último dia 27. Mesmo com o corte de ponto, determinado pelo governador Mauro Mendes (DEM), a categoria decidiu que não irá retornar ao trabalho enquanto não tiver as reivindicações atendidas pelo Executivo estadual.

Sintep

assembleia-geral professores

Profissionais realizam assembleia geral na quadra esportiva da escola estadual Presidente Medici. Cobram aumento salarial e criticam a falta de diálogo

Na pauta da categoria está a posse dos aprovados no último concurso, melhores condições de infraestrutura nas escolas e novos equipamentos pedagógicos, pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) e o cumprimento da lei da Dobra do Poder Compra (510/2013), que prevê reajuste no salário dos servidores da educação para equipará-lo às outras categorias.

Sintep

assembleia-geral professores

Valdeir Pereira, presidente do Sintep, ao centro, conduz reunião que decidiu manter greve

Na tarde desta segunda, os servidores participaram de uma assembleia geral na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá. O ato foi encabeçado por lideranças do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), que bradaram contra o governador. Eles criticam a falta de diálogo com o democrata.

Em meio a gritos de “resistência” e “não vamos desistir”, os servidores mantiveram o movimento paredista. Eles classificaram o corte de ponto determinado por Mauro como uma tentativa de enfraquecer o movimento, porém afirmam que não irão ceder enquanto não tiver as demandas atendidas. A assembleia teve a presença de professores de diversos municípios. 

O presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira, reclama que o governo não apresentou nenhuma proposta para dar fim à paralisação. “Hoje, os educadores são penalizados pela política que o governo adotou. Consequentemente, a greve continuará por tempo indeterminado”, declarou.

Ele disse que o corte de ponto não desmotivou os servidores. “É preciso que o governo entenda que não é com opressão, por meio do corte de ponto, que vai conseguir o fim da paralisação. É preciso negociar com propostas”, asseverou. Valdeir acredita que após a decisão do sindicato de manter a greve, novas escolas deverão aderir ao movimento.

Segundo o líder, o próximo objetivo dos servidores é entrar em contato com deputados estaduais. “Amanhã vamos bater na porta da Assembleia, porque é preciso cumprir a constituição do Estado e a lei aprovada pelos deputados”, disse, em alusão à Dobra do Poder de Compra e ao pagamento da RGA.

Medida judicial

O Sintep informou que irá protocolar uma ação na Justiça contra o corte de pontos determinado por Mauro. Segundo a entidade, a medida do governador é arbitrária e desrespeita o direito à greve, conforme determina a Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil faz parte.

Sem recursos

O secretário de Fazenda, Rogério Gallo, reafirmou, hoje, que o governo não tem recursos para conceder os reajustes solicitados pelos profissionais da Educação. Ele alega que o Executivo ultrapassou o limite de gastos com pessoal, previsto na lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“Não é uma vontade. Não é uma questão querer ou não do governador dar ou não a RGA. O problema é legal. O aumento não pode ser dado agora”, argumentou, em entrevista ao programa SBT Comunidade, da TV Rondon.

Segundo Gallo, o governo gastou, no ano passado, R$ 11,6 bilhões com pessoal, chegando a 57,89% de sua receita corrente líquida. Esses números, conforme o secretário, apontam um estouro de 9% do que prevê a LRF.

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Comentários (7)

  • Pedro | Terça-Feira, 11 de Junho de 2019, 12h36
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    Renato Moraes, seu falso e adepto da boçalidade. Vai estudar, se que os bolsonaristas não gosta dos intelectuais. Vai ler pelo menos a revista cara, seu nercio.

  • José Pedro | Terça-Feira, 11 de Junho de 2019, 11h40
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    Olá professores, estou firme com vocês, sou estudante, afirmo aqui o compromissos de meus professores com a educação, quero ser professor de história. Parabéns mestres

  • Anônimo | Terça-Feira, 11 de Junho de 2019, 02h40
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    Vergonhoso é o governo Mendes dar isenção de bilhões de reais ao setor do agronegócio se o estado está na crise que ele tanto propaga. Vergonhoso é ele conceder a RGA aos poderes legislativo e judiciário somente. Vergonhoso é ele que em campanha fala uma coisa e hoje diz outra. Vergonhoso é ele usar de manobra contábil considerando imposto retido na fonte como dispensa para assim dizer que aumentou o gasto com pessoal... Esse governo não terá paz enquanto desrespeitar o trabalhador que faz circular a renda neste estado. Os tubarões do estado enviam seu dinheiro para o exterior, enquanto o terceiro setor é o que movimenta a renda.

  • RENATO MORAIS DE ARAUJO | Segunda-Feira, 10 de Junho de 2019, 22h35
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    Infelizmente o nosso país está quebrado graças a herança maldita do PT. E os professores estão sendo penalizados. Nas é momento de usar o bom senso.

  • Glauber | Segunda-Feira, 10 de Junho de 2019, 20h51
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    Nunca votei na esquerda meu amigo. Que comentário preconceituoso o seu. Eu quero o que e meu por direito, porque não dia o seu salário pro governo então? Vai reclamar do agronegócio que não paga imposto de exportação. Do meu salário e descontado 27%. E por fim, penso em mim e na minha família, ou você acha que professor e tudo filho de chocadeira?

  • Barbara | Segunda-Feira, 10 de Junho de 2019, 20h41
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    Parabéns, nobres professores. Só com a coragem e garra de vocês se escreve um futuro melhor.

  • Keops Müller | Segunda-Feira, 10 de Junho de 2019, 19h10
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    V E R G O N H O S O !!!! Sindicalistas esquerdistas sugadores do Estado. Só pensam em si mesmos, mas esquecem que ao final, podem eles mesmos não ter de onde sugar.

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