Cidades

Terça-Feira, 15 de Outubro de 2019, 15h:50 | Atualizado: 15/10/2019, 19h:11

AUDIÊNCIA PÚBLICA

80% da tarifa vai para o setor elétrico e governo, reclama presidente da Energisa

Rodinei Crescêncio

 Riberto José Barbanera

Presidente Riberto José Barbanera ressalta que a tarifa de MT é a 23ª mais cara do Brasil

O presidente da Energisa Mato Grosso, Riberto José Barbanera, relativizou o valor pago pelos consumidores de energia elétrica no Estado. Barbanera pondeta que os mato-grossenses pagam “apenas” a 23ª tarifa mais cara do país e que a maior parte do valor fica com o setor elétrico e com o governo, e não com a empresa distribuidora de energia

"A gente tem um problema estrutural na tarifa de energia elétrica. Compete à distribuidora melhorar o trabalho dela, e muito, naquela parcela que fica com ela. Mas a grande maioria, 80% do que você paga na tarifa hoje, vai para o setor elétrico e para o governo", reclama.

A fala foi feita em apresentação durante a audiência pública realizada na Assembleia nesta terça (15) para discutir a tarifa do setor no Estado. Mais cedo, o presidente da Energisa havia trocado farpas com o presidente do Legislativo, deputado Eduardo Botelho (DEM).

Barbanera separou a conta paga à “parcela A”, que é formada pelas empresas geradoras e transmissoras de energia e da “parcela B”, que é a distribuidora.

Reprodução

ilustra��o sobre a tarifa de energia el�trica

ilustração sobre tarifa de energia elétrica foi apresentada pelo presidente da Energisa

Entre impostos recolhidos pela empresa, o presidente da Energisa citou o pagamento de PIS/Cofins ao governo Federal, ICMS ao governo do Estado e também a Contribuição para Iluminação Pública (CIP), que repassada pela empresa aos municípios. Ele lembra que, apesar de produzir energia por meio de hidrelétricas, Mato Grosso exporta boa parte de sua produção e os consumidores pagam pelo custo com as termoelétricas, que têm energia mais cara.

Barbanera também elenca que encargos setoriais - como Conta de Desenvolvimento Enérgico (CDE), Programa de Incentivo a Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (Cfurh), Encargos de Serviços do Sistema (ESS) e de Energia de Reserva (EER), Taxa de Fiscalização dos Serviços de Energia Elétrica (TFSEE), Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), Programa de Eficiência Energética (PEE) e ainda a contribuição ao Operador Nacional do Sistema (ONS) - não ficam com a empresa.

Ainda segundo o presidente da concessionária, subsídios para consumidores de baixa renda, para geradores e consumidores de fonte incentivada, energia rural e ainda para concessionárias de água-esgoto-saneamento também pesam na conta.

Na discriminação feita pela empresa nas cobranças enviadas mensalmente aos consumidores, 20,75% dos valores pagos ficam com a Energisa. Barbanera destacou que a compra de energia é responsável por 36,32%, o serviço de transmissão por 1,66%, os encargos setoriais, 7% e ainda impostos diretos e encargos, 34%. A bandeira pela faixa de consumo na qual cada consumidor é enquadrado, que tende a ser alterada com o aumento do consumo no verão, também foi incluída pelo representante da Energisa.

Apesar do “mea culpa” da empresa pela falta de clareza nas informações que chegam à população, o presidente da Energisa deixou a tribuna da Assembleia antes do final de sua apresentação sob vaias e gritos de “fora Energisa!”.

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Comentários (1)

  • joaoderondonopolis | Terça-Feira, 15 de Outubro de 2019, 16h13
    3
    1

    Esta CPI não vai dar em nada. O correto seria contratar uma equipe de Tributaristas para analisar os 30 aumentos da tarifa em MT. Se todos os aumentos foram corretos em cima dos consumidores. Tudo combinado.

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