Cidades

Terça-Feira, 12 de Novembro de 2019, 14h:39 | Atualizado: 12/11/2019, 14h:49

Estudantes na Bolívia precisam pagar até R$ 5 mil para voltar ao Brasil, afirma mãe

Reprodução

Edineia Estev�o de Almeida e o filho  Matheus Neto

Edineia Estevão e o filho Matheus Neto, que estuda na Bolívia

Para conseguirem deixar a Bolívia, estudantes mato-grossenses, que ficaram impedidos de deixar o país após o início dos protestos coordenados por opositores ao ex-presidente Evo Morales, que renunciou ao mandato domingo (10), precisam pagar cerca até 1.350 doláres, equivalente a R$ 5 mil, para conseguir retornar ao Brasil em táxi-aéreos bolivianos. Os interessados precisam formar grupos de até cinco pessoas para conseguirem dividir a taxa.  

Desde o início dos protestos em dia 20 de outubro, dia seguinte às eleições, que reelegeram Evo Morales como presidente do país, os universitários que se mudaram para o país para cursar Medicina nas faculdades bolivianas enfrentam problemas como aulas suspensas e alimentos cada vez mais caros. 

O filho de Edineia Estevão de Almeida, de 44 anos, vive na Bolívia há dois anos, onde estuda Medicina na Universidade de Aquino Bolívia (Udabol) e não conseguiu deixar o país. Edineia explicou que os valores dos aviões fretados são extremamente altos e impossibilitam a partida, que, feita por vias terrestres, custaria no máximo R$ 150 até Cáceres, onde a família vive. 

As estradas da Bolívia foram tomadas por manifestantes, que cobram pedágio a cada trecho, as barreiras também impedem que veículos deixem o país. Cerca de 35 mil brasileiros se mudaram para o país vizinho em busca do sonho de conseguir o diploma de Medicina e se viram em meio a uma crise política, sem conseguirem retomar aos estudos. 

Com a renúncia de Evo, Edineia acredita que os ânimos do país devem se acalmar até o final desta semana e afirma estar tranquila com a situação do filho, Matheus Neto, de 21 anos. "Pelo que ele me conta, ficar dentro de casa é seguro, fiquei assustada com alguns vídeos que mostram a revolta nas ruas, mas é uma protesto deles. É claro que, se o brasileiro for para às ruas, coisas podem acontecer também". 

Na noite de domingo, o ex-presidente se disse vítima de um golpe "cívico-político-policial" e afirmou que renunciou para tentar pacificar o país. Ele deixou a capital La Paz e usou o Twitter para denunciar que é alvo de um "mandado de prisão ilegal". 

"Renuncio a meu cargo de presidente para que (Carlos) Mesa e (Luis Fernando) Camacho não continuem perseguindo dirigentes sociais", disse o ex-presidente em discurso transmitido pela TV, referindo-se a líderes opositores que convocaram protestos contra ele e contra pessoas ligadas ao seu governo.  Depois, o ex-presidente buscou abrigo no México.

O vice-presidente Álvaro García Linera também deixou o cargo, assim como a presidente do Senado, Adriana Salvatierra. Ainda não se sabe quem assumirá o poder.

Escassez de alimentos 

Com os protestos, as prateleiras dos mercados da Bolívia também começaram a esvaziar. Alimentos, que antes eram encontrados com facilidade, passaram a ser raridade na vida dos bolivianos. O frango, por exemplo, que costumava custar cerca de 20 bolivianos (R$ 12), passou a ser vendido por até 60 bolivianos (R$ 36). Com a falta de comida, discussões e brigas em supermercados também passaram a ser costumeiras, já que os moradores estão preocupados com a escassez de mantimentos. 

Edineia conta que o filho costuma mandar vídeos dos protestos nas ruas da Bolívia, que acontecem, muitas vezes, em frente a casa onde o jovem mora, nas redondezas da Udabol. As imagens mostram manifestantes correndo, jogando objetos e quebrando vidros de lojas. 

De acordo com ela, as aulas estão suspensas desde o início da crise política no país e os alunos foram submetidos a avaliações virtuais com tempo reduzido. "Meu sobrinho, que também estuda na Bolívia e voltou para o Brasil em táxi-aéreo, fez provas clínicas muito complicadas em 20 minutos, que é o tempo dado por eles. As notas ficaram no limite, diferente de quando as aulas eram presenciais". 

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Comentários (5)

  • Joaquim Silva | Terça-Feira, 12 de Novembro de 2019, 22h12
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    Se as faculdades bolivianas não são grandes coisas (o que não importa mto, pq o importante é o esforço de cada um), sua UNEMAT está totalmente defasada meu amigo, como todos órgãos do estado (mas novamente digo, o que importa é o esforço de cada um...há ótimos alunos na Bolivia e ruins tbm, como na USP, UFMT ou UNIC...) Força, Matheus!!

  • joao | Terça-Feira, 12 de Novembro de 2019, 20h04
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    Primeiramente, matéria não condiz com a realidade, mentiras, nada de escassez, retirando o paro, realmente os mercados e feiras municipais abrem ate meio dia, mais nada de escassez em prateleiras, mercadorias e precos normais Estou aqui em Santa Cruz de La Sierra, eles lutaram e conseguiram retirar um tirano, inclusive nesse momento, entrou uma nova Presidente. O que passou foi um desespero de brasileiros estudantes q não quiseram esperar o final das aulas normais, porque o calendario em algumas universidades iriam ate dia 23 de novembro, e quiseram sairem antes, pois bem, como estavam lutando pela democracia, o pais se fechou. em momento algum aqui em santa cruz, corri perigo de vida e passsei necessidade. essas pessoas estao mentindo.

  • juca | Terça-Feira, 12 de Novembro de 2019, 17h48
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    qto custa essa camiseta ai mesmo?

  • Matheus | Terça-Feira, 12 de Novembro de 2019, 15h39
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    O meu jovem a entrevista não se diz respeito a vestibular estudo medicina na Bolívia e tenho muito orgulho onde todo o dinheiro investido em mim terá um resultado próximo! Vamos falar de Brasil e UNEMAT como vc citou, não existe materiais de estudos e um dos campus que mais passa por nescessidades básicas para uma aula prática de qualquer q segue a matéria se informe mais e fale menos merda manè

  • Zeca | Terça-Feira, 12 de Novembro de 2019, 14h56
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    Se tivesse estudado e passado no vestibular da UNEMAT cuja sede é na sua cidade, não estaria nessa condição.

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