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Domingo, 08 de Dezembro de 2019, 11h:40 | Atualizado: 09/12/2019, 09h:49

ENERGIA

Após apagão, Governo fala em mandar R$ 1,8 mi para UFMT instalar placas solares

Divulgação

energia solar

Ideia é investir recursos na instalação de energia solar a universidade

Após sofrer um apagão por sete horas, a UFMT está na lista para receber um recurso extra, na ordem de R$ 1,8 milhão, do Ministério da Educação (MEC), para investir em energia solar e concluir obras paradas ou em andamento. A informação foi confirmada pelas assessorias de imprensa da pasta do Governo Federal e também da universidade.

Segundo o MEC, a aquisição dos painéis solares deve gerar uma economia de até R$ 25,5 milhões por ano para as universidades. O recurso faz parte de um pacote de R$ 125 milhões liberados pelo Ministério as 63 universidades federais do país. Os reitores deverão aplicar 65% do dinheiro para adquirir as placas solares e 35% para conclusão de obras.

Aplicando a regra, a UFMT poderia gastar R$ 1,17 milhão com energia solar, e R$ 630 mil restantes com obras. Até a manhã desta terça (3), a informação da assessoria de imprensa da UFMT é de que o valor não foi creditado. Em um primeiro momento, a universidade receberia cerca de R$ 1 milhão. Mas o MEC informou, por sua vez, que os critérios para definir o valor do recurso foram reconsiderados e atualizados.

"Montante deverá ser utilizado na aquisição de placas fotovoltaicas (mínimo de 65%) ou em obras já caracterizadas como prioritárias e que tenham Termos de Execução Descentralizada firmados com o MEC. As tratativas com as equipes técnicas das universidades federais estão sendo feitas no decorrer dessa semana para definição da execução da iniciativa", respondeu o MEC em nota.

Segundo a assessoria de imprensa da UFMT, o valor vai ser transferido depois que a universidade apresentar um projeto para o e recurso e encaminhar para aprovação do MEC. "Só depois isso é transferido para a nossa conta. Atualmente, o plano de execução ainda está em desenvolvimento. Mas o dinheiro precisa ser investido em usinas fotovoltaicas, então não irá fugir disso", diz trecho de nota da UFMT.

O recurso, no entanto, poderia ser maior. Isto por que, para definir os valores a ser repassado para as universidades, o MEC definiu dois critérios para receber mais: estivesse mais bem classificada em qualidade e desempenho e apresentasse um menor custo por aluno. Para o Ministério, a UFMT obteve uma nota mediana em desempenho e considerou como pouco eficiente o custo com seus estudantes.

O recurso federal deverá se juntar a outro R$ 1,8 milhão captado para um programa da Energisa, que tem o objetivo de promover o uso eficiente e racional de energia elétrica. Em novembro, três projetos da universidade para o campus de Cuiabá, Araguaia e Rondonópolis foram aprovados pela concessionária para instalar também placas de energia solar, além de substituir lâmpadas e aparelhos de ar condicionado. As obras têm previsão para o primeiro semestre de 2020 e deverão concluídas depois de um ano de seu início.

Por conta do contingenciamento de R$ 34 milhões de seu orçamento, a UFMT não conseguiu pagar a energia elétrica de julho e os cinco campi da universidade chegaram a ficar sete horas sem luz. O débito era de R$ 1,5 milhão mais uma parcela de R$ 300 mil referente a uma dívida de R$ 5 milhões com a Energisa. Após a repercussão do fato em todo o Brasil, o ministro Abraham Weintraub acusou a reitora Myrian Serra de “má gestão”.

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