Cidades

Quarta-Feira, 28 de Novembro de 2018, 19h:05 | Atualizado: 29/11/2018, 15h:19

SAÚDE PÚBLICA

Contrários à terceirização da gestão do novo PS protestam e prefeitura contesta

PS protesto

Manifestantes levam cartazes para frente do PS e vão até a Prefeitura

Representantes de segmentos da saúde pública em Cuiabá protestaram, no início da noite desta quarta (28), contra a possível gestão da Empresa Cuiabana de Saúde Pública no novo Pronto-Socorro da Capital.

O ato foi liderado por integrantes do Fórum Permanente de Saúde, entidade que se mostra contrária à privatização de unidades hospitalares públicas.

A carreata, que contou com um carro de som, começou em frente ao atual Pronto-Socorro e foi em direção ao prédio da Prefeitura da Capital.

Membros do ato carregavam faixas contra a gestão da Empresa Cuiabana de Saúde. Uma delas trazia os dizeres "Não somos bobós tcheratchera: terceirização é roubalheira". Em outra, estava escrito "O SUS é povão. Dizemos não à terceirização".

O imbróglio sobre a gestão do novo Pronto-Socorro teve início após a Prefeitura de Cuiabá anunciar, por meio da secretaria de Saúde, que planeja que a Empresa Cuiabana, responsável pelo Hospital São Benedito, administre o novo pronto-socorro. Um dos entusiastas da ideia é o secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas.

“A empresa é mais enxuta e consegue tocar as unidades com mais eficiência. Prova disso é o Hospital São Benedito, que tem a taxa de satisfação entre seus usuários em torno de 98% a 99% entre bom e ótimo. Queremos que isso se reflita em todas as unidades de saúde da cidade”, argumentou Huark, em recente entrevista.

O Fórum Permanente de Saúde argumenta que os atendimentos no Hospital São Benedito são mais caros para os cofres públicos. "Enquanto nos PS de Cuiabá e Várzea Grande, as pessoas se amontoam nos corredores em macas, sem ventiladores ou vanheiros, esses outros hospitais permanecem vazios, com baixíssimas taxas de ocupação e alto custo de procedimentos", diz a entidade, por meio de nota.

"Enquanto o Pronto-Socorro de Cuiabá recebe R$ 10 milhões por mês para realizar mais de 6 mil procedimentos, o São Benedito recebe R$ 5 milhões por mês para realizar 10 vezes menos, além de manter há quatro anos todo o primeiro andar fechado, sem receber sequer um paciente, enquanto o PS tem mais de 100 pessoas amontoadas em corredores", acrescenta o Fórum.

A entidade ainda afirma que a empresa foi escolhida sem licitação e poderá ser administrada sem transparência. "Esses tipos de Empresas Públicas de Direito Privado (criadas para confundir e encobrir o verdadeiro objetivo de retirar o dinheiro da saúde e produzir lucros para acionistas) usadas na terceirização dos serviços públicos são a bola da vez como fonte de corrupção, arrecadação para campanhas eleitorais e compra de votos. A entrega dos serviços públicos tem gerado desvios de milhões dos cofres públicos em dezenas de municípios".

O Fórum pontua também o fato de a Empresa Cuiaban ser investigada na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde Pública em Cuiabá, conduzida na Câmara da Capital. "Há sérios questionamentos jurídicos sobre a sua natureza "pública". Além da CPI, há um parecer da Procuradoria-Geral da República de 2016 que considerou inconstitucional a lei que cria a Empresa Cuiabana de Saúde”.

Audiência na Câmara

Na tarde desta quarta, houve uma audiência na Câmara Municipal de Cuiabá para discutir a gestão do novo Pronto-Socorro. “O prefeito Emanuel Pinheiro e o secretário Huark foram chamados, mas não compareceram para dar explicações”, afirma Vanessa Furtado, professora da UFMT e membro do Conselho Regional de Psicologia.

Outro lado

O prefeito de Cuiabá já se manifestou estar convencido de que a gestão deve ser entregue à Empresa Cuiabana de Saúde, que administra o Hospital São Bendito, e para ele é um caso de sucesso. Ele disse não temer atrasos na entrega do prédio devido a divergências sobre o modelo de gestão da futura unidade.

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Comentários (1)

  • JOSÉ | Quinta-Feira, 29 de Novembro de 2018, 12h39
    1
    0

    ANO 2010 - 04 HOSPITAIS REGIONAIS(RONDONÓPOLIS, CÁCERES, SORRISO E COLÍDER) SENDO ADMINISTRADOS 100% PÚBLICO, CUSTOU AOS COFRES DO ESTADO = R$ 41.000.000,00. ANO 2011 - SÓ O HOSPITAL REGIONAL DE RONDONÓPOLIS SENDO O PRIMEIRO A SER ADMINISTRADO DE FORMA TERCEIRIZADA POR UMA OSS = R$ 37.000.000,00. ANO 2012, JÁ OS 04 HOSPITAIS REGIONAIS SENDO ADMINISTRADO DE FORMA TERCEIRIZADA PELAS OSS = R$ 149.000.000,00. NOS ANOS 2015, 2016, 2017 E 2018 O ESTADO ESTAVA GASTANDO EM MÉDIA R$ 47.000.000,00/ANO COM CADA HOSPITAL ADMINISTRADO POR OSS(ENTIDADE ""PILANTRÓPICA"" QUE NÃO VISAM LUCRO, IMAGINE SE VISASSEM). AGORA IMAGINEM QUANTO FICARÁ O CUSTO DE MANUTENÇÃO DO PSMC SE FOR ADMINISTRADO PR UMA ENTIDADE ""PILANTRÓICA"". IMAGINARAM??? AGORA IMAGINEM SE FOR POR UMA EMPRESA PRIVADA COM FINS LUCRATIVO??? É INIMAGINÁVEL. A ADMINISTRAÇÃO TEM QUE SER 100% PUBLICO. QUAL É O GARGALO. O GARGALO É QUE O PREFEITO CONSTITUI APENAS UMA COMISSÃO PRA DAR CONTA DA MANUTENÇÃO DUMA UNIDADE COMPLEXA COMO O UM PRONTO SOCORRO QUE TEM QUE COMPRAR DESDE LUVA QUE CUSTA R$ 00.07 O PAR, ATÉ MEDICAMENTOS IMPORTADOS QUE PODEM CUSTAR R$ 100.000,00 UM FRASQUINHO DE 50ML DO TAMANHO DUM COPINHO DE CAFÉ. TEM QUE CONSTITUIR VÁRIAS COMISSÕES ESPECIALIZADAS, UMA EM LUVA E MATERIAIS COMUNS, CORRIQUEIROS, BANAIS, OUTRA ESPECIALIZADA EM MEDICAMENTOS, OUTRA EM PRÓTESE, OUTRA EM........ E TEM QUE REFORÇAR OS ÓRGÃO DE CONTROLE SOBRE ESSAS COMISSÕES. AI FUNCIONAM ADEQUADAMENTE, SEM SUFOCO, NO TEMPO DESEJADO E NECESSÁRIO E COM A FISCALIZAÇÃO INTENSA, RÍGIDA, PESADA, EVITA-SE O DESVIO DE RECURSOS, CORRUPÇÃO, DESPERDÍCIO, NOTAS FRIAS, ETC, ETC. MAS TERCEIRIZAR JAMAIS. O QUE PODERIA-SE FAZER NO MÁXIMO SERIA POR EXEMPLO LOCAR OS EQUIPAMENTOS DE UTI QUE QUANDO ESTRAGAM AS VEZES O CONSERTO FICA MAIS CARO QUE A COMPRA DUM NOVO. O RESTO TEM QUE SER TUDO PUBLICO COM O MONTE DE ÓRGÃO DE CONTROLE (TCE, TCU, POLICIA FAZENDÁRIA, MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL E ESTADUAL, CORREGEDORIA, CÂMARA DOS VEREADORES, AL, POLICIA FEDERAL) DESCRUZANDO O BRAÇO E FISCALIZANDO EM TEMPO REAL ATÉ PORQUE OS RECURSOS DE MANUTENÇÃO SERÃO MUNICIPAIS, ESTADUAIS E DA UNIÃO(FEDERAL).

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