Cidades

Quinta-Feira, 31 de Outubro de 2019, 11h:38 | Atualizado: 31/10/2019, 18h:20

RISCO DE DESABAMENTO

Defesa Civil manda 54 famílias saírem imediatamente de casas em condomínio

Arquivo Pessoal

Condomínio Terra Nova Várzea Grande denúncia

Defesa Civil fiscaliza o condomínio Terra Nova e vê risco de desmoronar

A Defesa Civil determinou que 54 famílias, moradoras do Condomínio Terra Nova, no bairro 23 de Setembro, em Várzea Grande, saiam de casa imediatamente, porque há risco de desabamento.

As casas apresentam rachaduras, fissuras e desnível em relação ao solo. A suspeita é que o solo sobre o qual foram construídas seja inapropriado para este tipo de empreendimento.

Moradores não sabem o que fazer e começar a abandonar os imóveis "condenados".

O Terra Nova é um empreendimento da construtora Rodobens, de São Paulo. Tem 11 anos e soma 618 casas.

Segundo o advogado e responsável jurídico pelo condomínio, Ademar Santana Franco, as famílias que moram por lá são de classe média. O valor de cada casa é estimado em torno de R$ 350 mil.

Boa parte dos moradores comprou o imóvel financiado e ainda está pagando.

Fotos enviadas ao mostram rachaduras no chão, nas paredes e no teto. Em uma delas, a falha tem cerca de 5 cm de espessura no piso e quase permite a passagem de um pé.

Ademar aponta que as casas afetadas ficam na última quadra do condomínio, na parte do fundo, junto também a um muro que corre risco de ceder.

Galeria: Condomínio Terra Nova

De acordo com uma das moradoras atingidas, Milene Nunes, de 36 anos, quando pegou a chave, há mais de sete anos, a casa "já veio com rachaduras". "Como reclamei, passaram massa corrida para tampar, (mas) logo abriu de novo", lembra.

No momento, ela gastou mais de R$ 30 mil em uma varanda com cozinha americana e não vai usufruir disso. "Sem contar que estou pagando parte dessa obra".

Ela mora com o esposo e o filho de sete anos. “O menino chora com medo da casa desabar. Ele não quer se mudar pra longe dos amigos. Mora aqui desde que nasceu”, conta.

Conforme apurou o , as 54 famílias, que estão sendo notificadas pelo condomínio, “não têm para onde ir” e “não sabem o que fazer”. A situação se agrava com a volta das chuvas, que prejudicam mais os imóveis e aumentam riscos de desabamento.

Eles devem esperar a Justiça dar a solução para os moradores, mas Milene, por exemplo enfatiza que já vai entrar com um processo para pedir o reembolso dos custos e gastos com a casa.

Veja vídeo

Arquivo Pessoal

Condomínio Terra Nova Várzea Grande denúncia

Laudo

O advogado Ademar Santana ressalta que as reclamações começaram em meados de abril deste ano, logo após o fim do período chuvoso. A administração recebeu queixas de moradores sobre rachaduras e, após olhá-las, constatou a situação. “Era um problema preocupante”, disse ao .

O advogado então contratou um engenheiro para fazer um laudo técnico. O profissional apontou que há uma instabilidade do solo onde foram construídas as 54 casas. Há ainda a deficiência ou a falta de drenagem da água. Além disso, o muro, que cerca o condomínio, também apresenta rachaduras e risco de ceder. “Aparentemente, o solo em que fez o aterramento é inapropriado”.

Sobre os custos e gastos com reformas, ele pontua que o condomínio não tem legitimidade legal para entrar com medidas judiciais em nome das famílias. “Cada morador tem o problema particular dele”, explica, como é o caso de Milene com sua reforma.

O advogado informa que muitos também investiram em melhorias, ampliações ou móveis planejados e agora temem ter prejuízos.

O Ministério Público instaurou inquérito para investigar o caso. Segundo Ademar, uma perícia judicial deve ser feita no terreno das 54 casas para determinar o que causou as rachaduras e desníveis e o que vai precisar ser feito. O trabalho pericial também deve apontar se os moradores podem voltar ou não para casa.

Outro lado

O ressalta que tentou fazer contato com a Construtora Rodobens pelos telefones disponíveis, mas somente "robôs" atendem.  Porém se mantém aberto para ouvir a versão da empresa.

Às 16h17 - Empresa alega que problemas surgiram após "novas construções"

Em nota, a incorporadora garante que entregou os imóveis em condições de funcionamento em 2009. Ressalta que, em julho, ao ser notificada pela Defesa Civil, realizou vistoria no empreendimento para apurar as possíveis causas dos danos. " A análise in loco indicou que os problemas relatados por moradores envolvem as edificações construídas pelos proprietários, sem participação da construtora", sustenta.

Veja, abaixo, a nota

O empreendimento Terra Nova Várzea Grande foi projetado e construído de acordo com todos os parâmetros indicados pelos órgãos competentes. Formado originalmente por 618 casas, o residencial foi entregue em 2009, em perfeitas condições de funcionamento. A incorporadora esclarece que, após informada pelo condomínio sobre uma notificação da Defesa Civil no mês de julho deste ano, realizou vistoria no empreendimento para apurar as possíveis causas dos danos. Além disso, contratou uma empresa especializada para fazer a documentação fotográfica dos imóveis. A análise in loco indicou que os problemas relatados por moradores envolvem as edificações construídas pelos proprietários, sem participação da construtora. A companhia não tem conhecimento sobre os métodos construtivos ou processos adotados nas ampliações ou modificações realizadas após a instalação do condomínio. 

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