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Quarta-Feira, 24 de Abril de 2019, 16h:47 | Atualizado: 24/04/2019, 16h:53

Gato

Energia recuperada de furtos daria para abastecer Juína por 3 meses, diz empresa

Mais de dezenove mil megawatt-hora (MWh) de energia elétrica foram recuperados em Mato Grosso nos três primeiros meses de 2019 em operações de impacto e ações de rotina contra furtos, mais popularmente conhecidos como “gambiarra” ou “gato”. Para se ter uma ideia, esse total daria para suprir a cidade de Juína por três meses ou Denise por dois anos. Desde janeiro, a Energisa Mato Grosso realizou 18 operações nas regiões de Sinop, Rondonópolis e Metropolitana, em parceria com a Polícia Judiciária Civil, a Polícia Militar e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). 

Ilustração

Gato energia

Fiscais durante ação para coibir o famoso "gato" feitos em residências e empresas

“Nesse início de ano nos chamou a atenção o número de irregularidades que encontramos entre grandes clientes, que são aqueles com maior consumo. Isso mostra que o perfil está mudando e por isso, temos trabalhado muito em fiscalizações nas regiões comerciais, industriais e de condomínios residenciais de alto padrão”, comenta o gerente de Combate à Perdas da Energisa Mato Grosso, Sidney Tavares.

De janeiro a março deste ano, 62.348 fiscalizações em medidores de energia foram realizadas.  Destas, 10.493 – o equivalente à 17% - tinham algum tipo de irregularidade. Nestes três primeiros meses, pelo menos seis pessoas foram detidas por furto de energia. “Além do furto de energia em si, também nos preocupamos com a segurança de quem mora nas proximidades da onde foi feita a irregularidade, pois a ligação é feita de maneira perigosa. A chance de incêndios ocasionados por curto-circuito aumentam muito nesses casos”, aponta o gerente.

Para 2019, a empresa trabalha com investimentos no montante de 40 milhões de reais somente para as ações de combate às perdas de energia. Além das fiscalizações e regularizações de clientes, a Energisa tem trabalhado também na blindagem das redes elétricas. “Blindar a rede significa, neste caso, instalar cabos isolados que não permitem que sejam colocados ganchos ou outros itens para furtos nas redes”, explica Sidney.

O gerente conta que além de evitar as “gambiarras”, a blindagem de rede traz benefícios importantes para toda a região de onde é feita, como a redução de oscilações e possíveis queimas de equipamentos  e além de mais segurança. Desde janeiro deste ano, um total de 3.350 trechos foram blindados em Mato Grosso. “Não podemos nunca esquecer que furto de energia é crime previsto no Código Penal, e, que além disso, impacta diretamente na qualidade dos serviços prestados pela empresa, pois essa carga irregular pode sobrecarregar os equipamentos da rede dimensionados para aquela região”, lembra o gerente.

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Comentários (1)

  • Manoel | Quarta-Feira, 24 de Abril de 2019, 17h28
    0
    0

    Gente... se a energia foi recuperada, ela não daria para abastecer, ela DÁ para abastecer. O jornal...

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