Cidades

Quarta-Feira, 01 de Julho de 2020, 13h:26 | Atualizado: 01/07/2020, 13h:35

Baixada Cuiabana

Entregadores de app fazem protesto hoje; maioria não adere à paralisação por 24h

A maioria dos entregadores de aplicativo na Baixada Cuiabana não devem aderir a greve nesta quarta (1º), segundo uma fonte ouvida entre a classe, que preferiu não se identificar ao . O movimento paredista, que reivindica melhores condições de trabalho e medidas de proteção contra os riscos de infecção pelo coronavírus, acontece por todo o país. As empresas alvo são Ifood, Uber Eats e James - as principais que rodam na Baixada Cuiabana.

O profissional aponta que até 95% da categoria não vai parar. Disse também que os "grevistas" irão atacar os "furões", estando nas portas de restaurantes. No entanto, também há áudios que circulam pela internet que dizem que os vão parar não vão impedir os que irão continuar a trabalhar.

Um ato está marcado para as 17h de hoje, em frente ao Várzea Grande Shopping, para fazer as reinvindicações de forma pública.

Reprodução

entregador_aplicativo

Além de melhores condições de trabalho e proteção ao coronavírus, os entregadores cobram mais transparência na dinâmica de funcionamento dos serviços e das formas de remuneração. Cobram também o aumento das taxas mínimas recebidas por cada corrida e o valor mínimo por quilômetro. Apontam ainda para a mudança de bloqueios dos trabalhadores, que consideram arbitrários.

Em um entrevista com entregadores de aplicativos de 29 cidades, um estudo apontou que mais da metade dos trabalhadores passam entre nove e 14 horas por dia em entregas. Contaram que 51,9% relatam trabalhar todos os dias da semana. Outros 57,7 deles declararam não ter recebido proteção contra o coronavírus por parte das empresas.

Em nota, a seção mato-grossense da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, a Abrasel, manifestou respeito ao ato realizado pelos entregadores. Pontua que "está comprometida em minimizar os efeitos da manifestação, para que nem os clientes nem os restaurantes sejam prejudicados, mantendo o compromisso em atender bem a todos".

O Ifood afirma apoiar a liberdade de expressão dos entregadores "em todas as suas formas". "Em nenhuma hipótese entregadores são desativados por participar de movimentos. Essa medida é tomada somente quando há um descumprimento dos Termos & Condições para utilização da plataforma e é válida tanto para entregadores, como para consumidores e restaurantes", disse em nota. Veja o posicionamento completo abaixo

As empresas Uber Eats e James ainda não se manifestaram. (Com informações da Agência Brasil)

Posicionamento do Ifood

Antes de mais nada, o iFood apoia a liberdade de expressão em todos as suas formas. Em nenhuma hipótese entregadores são desativados por participar de movimentos. Essa medida é tomada somente quando há um descumprimento dos Termos & Condições para utilização da plataforma e é válida tanto para entregadores, como para consumidores e restaurantes.

É importante frisar que desativar indevidamente um entregador é ruim para o iFood. Os principais casos de desativação acontecem quando a empresa recebe denúncias e tem evidências do descumprimento dos termos e condições que pode incluir, por exemplo, extravio de pedidos, fraudes de pagamento ou, ainda, cessão da conta para terceiros.

Em casos identificados, o entregador recebe uma mensagem via aplicativo e é direcionado para um chat específico para entender o motivo da desativação e pedir análise do caso. A empresa também não adota nenhuma medida que possa prejudicar aqueles que rejeitam pedidos. Ao rejeitar muitos pedidos, o sistema entende que o entregador não está disponível naquele momento e pausa o aplicativo, voltando a enviar pedidos, em média, 15 minutos depois.

O iFood também não possui um sistema de ranking e nem de pontuação. O algoritmo de alocação de pedidos leva em consideração fatores como por exemplo, a disponibilidade e localização do entregador e distância entre restaurante e consumidor.

A empresa esclarece que o valor médio das rotas é de R$ 8,46. Esse valor é calculado usando fatores como a distância percorrida entre o restaurante e o cliente, uma taxa pela coleta do pedido no restaurante e uma taxa pela entrega ao cliente, além de variações referentes a cidade, dia da semana e veículo utilizado para a entrega. Todos os entregadores ficam sabendo do valor da rota antes de aceitar ou declinar a entrega. Todas as rotas tem um valor mínimo de R$5,00 por pedido, mesmo que seja para curta distância.

Em maio, o valor médio por hora dos entregadores foi de R$ 21,80. Para fins de comparação apenas, esse valor é 4,6 vezes maior do que o valor por hora tendo como base o salário mínimo vigente no país. Esses entregadores foram responsáveis por 74% dos pedidos. Pelos dados do iFood, os ganhos médios mensais do grupo que têm a atividade de entregas como fonte principal de renda (37% do total) aumentaram 70% em maio quando comparados a fevereiro.

Quanto a seguros, desde o fim de 2019, o iFood oferece a todos os entregadores cadastrados em sua plataforma o Seguro de Acidente Pessoal. A iniciativa é operacionalizada pela MetLife e pela MDS. Com ela, estão cobertas despesas médicas e odontológicas, bem como indenização em caso de invalidez temporária ou permanente ou óbito decorrente do acidente. O seguro não representa nenhum tipo de custo para os parceiros

O benefício é válido durante o período no qual eles estão logados na plataforma da empresa e também no “retorno para casa” – válido por uma hora e até 30 km do local da última entrega realizada de moto, ou por duas horas e até 30 Km do local da última entrega para quem realiza entregas com bicicletas, patinetes ou a pé. O iFood possui ainda parceria com a Prefeitura Municipal de São Paulo para promover boas práticas de conduta no trânsito.

Sobre medidas de enfrentamento do Covid-19, desde o início da pandemia, em março, foram implementadas medidas protetivas que incluem fundos de auxílio financeiro para quem apresentar sintomas e para aqueles que fazem parte dos grupos de risco. Também foi disponibilizado gratuitamente até o final do ano um plano de benefícios em serviço de saúde. Até o momento, foram destinados mais de R$ 25 milhões a essas iniciativas.

Em abril, a empresa iniciou a distribuição de EPIs (álcool em gel e máscaras reutilizáveis) em kits com duração de pelo menos um mês. O iFood desenvolveu uma logística específica para retirada desses materiais, para evitar aglomerações. O entregador recebe um convite no aplicativo, como se fosse um pedido, e o deslocamento é pago até o ponto de retirada.

A empresa já comunicou todos os entregadores ativos sobre a retirada e está focada grande parte dos seus esforços para atingir toda a base de entregadores nas cidades em que operamos. Também continuamos avaliando alternativas para atingir mais pessoas de forma segura e controlada, considerando a distribuição mensal para que todos tenham materiais sempre.

De acordo com pesquisa do Instituto Locomotiva realizada em abril, as medidas adotadas pelo iFood tiveram nota média de 8,9, melhor avaliação entre as ações realizadas por empresas do setor que operam no Brasil. Oito em cada dez entregadores avaliam muito positivamente as iniciativas. A pesquisa mostra ainda que, mesmo após o fim da crise, 92% dos entregadores pretendem continuar na atividade de entregas por aplicativo.​

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