Cidades

Segunda-Feira, 15 de Junho de 2015, 10h:59 | Atualizado: 15/06/2015, 17h:17

Escola ciclada é tema de audiência em Barra; evento é realizado pela AL


de Barra do Garças

Barra do Garças será uma das cidades-polo que sediará a sétima audiência pública sobre o ciclo de formação humana, a escola ciclada, promovida pela Assembleia. O evento começa hoje (15), às 10h, no plenário da Câmara, com a participação dos deputados Guilherme Maluf e Wilson Santos, ambos do PSDB e José Carlos do Pátio (Solidariedade). 

Iniciativa do deputado Wilson Santos, o debate sobre a qualidade da educação no Estado foi dividida em oito polos, com início em Rondonópolis. A discussão já percorreu as cidades de Sinop, Alta Floresta, Tangará da Serra, Cáceres e São Félix do Araguaia.

Em Barra do Garças, a audiência reunirá representantes de Pontal do Araguaia, Araguaiana, Torixoréu, Ribeirãozinho, General Carneiro e Araguainha. 

“Ouvimos depoimentos de quem está no chão da escola, que só tem um pedaço de giz e quadro negro destruído pela metade, alunos complicados, droga correndo no entorno das escolas, professores desanimados e material pedagógico ultrapassado, além de escolas caindo na cabeça de alunos e professores”, disse o parlamentar, que pretende, a partir desses debates, elaborar um documento que será encaminhado ao governador Pedro Taques na busca de melhorias para o setor. 

Na audiência de hoje é aguardada a participação de professores, servidores da educação, pais, alunos e autoridades para debaterem os rumos da educação em Mato Grosso com ênfase no ciclo de formação humana implantado nas escolas estaduais há mais de uma década, mas que ainda gera divergências. 

O encerramento das audiências públicas está previsto para julho, em Cuiabá. (Com assessoria)

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Comentários (6)

  • armindo gomes netto | Terça-Feira, 16 de Junho de 2015, 08h22
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    A escola ciclada melhora os números da educação mas a qualidade fica muito prejudicada. Isso tem que ser revisto com urgência!!

  • Prof. Me. Zé Pereira | Segunda-Feira, 15 de Junho de 2015, 22h23
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    Bem, sobre educação o foco da discussão deve ser outro. Como educador, na minha opinião, a educação hoje encontra dois graves problemas de difícil solução: 1) Professores com tripla jornada de trabalho: a maioria absoluta dos Profissionais da Educação, por absoluta necessidade, trabalham 30 horas na rede estadual e 30 horas na municipal, ou 30 horas em uma das redes públicas e 30 na rede particular, perfazendo 60 horas de trabalho por semana, equivalente a três turnos de trabalho. Não a ser humano que suporta por longo tempo uma cargo horária dessa magnitude de trabalho, e ainda, em um trabalho com um nível de dificuldade muito grande, extrapolando em muito os limites do cansaço físico. Tal situação se dá pela necessidade que tem o Professor/Professora de aumentar a sua renda, face aos baixos salários que são pagos; 2) Ambiência nas escolas: hoje não tem mais ambiente para dar aulas. O Professor/Professora é um Profissional da Educação, qualificado e contratado para ministrar aulas. Ocorre, que em função da ausência dos Pais e Mães na educação dos filhos, essa responsabilidade tem sido transferida erroneamente para as escolas, com problemas de toda ordem, advindos da deteriorização das relações sociais, visto que a escola é uma extensão do meio, sofrendo interferências e também interferindo no meio. Assim, filhos e filhas sem limites em suas atitudes, filhos e filhas sem lar e sem referência de família e valores, filhos e filhas perdidos no submundo da droga, da prostituição, batem à porta da escola. Como consequência, a escola que deveria ser um espaço de ensinar a educação formal: letras, matemática, história, geografia, ciências, literatura, artes e outras áreas do conhecimento, se vê às voltas com a obrigação trabalhar com a educação informal, responsabilidade da família e do estado. Filhas e filhas deseducados, sem princípio e sem rumo na vida (não são todos nem a maioria, mas um quantitativo que a cada dia aumenta e assusta as escolas), problemas esses, que em última instância, recaem sobre o Professor/Professora, que além de dar aulas, é obrigado a assumir tarefas que não são suas. O resultado é catastrófico para o processo educacional formal, implicando nos baixos níveis de aprendizagem. Não há como fazer educação sem ambiência, sem disciplina, sem a autoridade do Professor/Professora. Como consequência, além dos baixos níveis de aprendizagem, temos uma massa de educadores(as), cada vez mais suscetível às doenças, é só fazer um levantamento do número de atestados médicos nas escolas. Então, o que verifica é uma conjunção de dois sérios fatores: salários baixos que obriga o professor/professora a tripla jornada de trabalho e falta de ambiência na escola. Se não colocarem o dedos nessas feridas, não creio que haverá progressão significativa da realidade hoje colocada. Assim, é preciso começar a restabelecer na escola a ambiência para ministrar aulas e esse esforço deve ser coletivo, transferido para a a área da saúde os casos clínicos existentes no interior das escolas, para a psicologia as situações que assim demandarem, para a Esfera Judicial os casos também pertinentes a elas (tem muitas situações que extrapolam em muito os limites da tolerância, inclusive enquadrando pais e famílias que se ausentam da educação dos filhos e transferem para as escolas). Ou seja, família e estado precisam urgentemente assumir suas funções, para que o Professor/Professora exerça sua nobre tarefa de dar aulas, e não de ser pai, mãe, diretor, psicólogo, policial, promotor, juiz, etc... Como o Estado (Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público) fazem resistência e continuarão fazendo para assumir suas funções, cabe ao Profissional da Educação, de forma coletivo, "GRITAR" em alto e bom som que não admite mais essa situação, que tem-lhe matado (isso mesmo, matado aos poucos), limitar a sua tarefa a ser um "ótimo professor ou professora" e recusar-se a dar aulas em espaços sem ambiência para tal, bem como, recusar-se a exercer outras tarefas que não são suas, senão a de ministrar aulas. Entendo, que essa questão da ambiência para dar aulas, deve ser o primeiro item da pauta de mobilizações em favor da educação, pois é fator determinante para o exercício da profissão, sem o qual, na minha opinião, não tem ensinar, nem aprender. Por último, saliento que não esto propondo que retire alunos problemas da escolas, mas sim que dê as mesmos o tratamento humano e adequado, cabendo ao Estado essa importante tarefa. Ao Profissional da Educação, é de sua responsabilidade dar excelentes aulas, como disse é para essa nobre tarefa que foi formado e contrato. Na minha opinião, discutir educação sem colocar de fato o dedo nas feridas, é perder tempo e escamotear os reais problemas da educação, e aí, penso eu, a questão de fundo não é se a Escola é ciclada ou não. Espero ter contribuído.

  • Silva | Segunda-Feira, 15 de Junho de 2015, 17h14
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    A escola ciclada é uma vergonha. Tem que mudar urgentemente esse sistema. O sistema antigo, com avaliações e notas, era melhor. Certeza absoluta, a grande maioria dos professores e pais de alunos reprovam o ciclo.

  • Professor Dr. Osvaldo Martins de Souza | Segunda-Feira, 15 de Junho de 2015, 16h52
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    A escola ciclada é uma vergonha para nossos governantes, onde o aluno faz que aprende e o Professor faz que ensina. O pai que tem um filho que estuda nas escolas pública de Mato Grosso, deveria processar o estado pelo fato de gastar com seu filho, tempo e dinheiro e que o retorno que se espera (conhecimento) não é correspondido. Professor não tem mais autonomia sobre seus alunos, os bons alunos, isto é, aqueles que realmente querem aprender, são engolidos por alunos baderneiro, aquele tipo que toma conta do pedaço, são eles que dão as cartas dentro e fora da sala de aula.

  • Naiane dos Santos Leverger | Segunda-Feira, 15 de Junho de 2015, 16h06
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    O deputado Wilson santos foi prefeito por dois mandatos em Cuiabá, as escolas municipais do mandato dele caiam literalmente na cabeça dos alunos, todo o período a organização da escola era de ciclos , e agora será ele o articulador para melhorar a educação em MT???? Sou educadora municipal, e quando vejo tais noticias coloco as minhas esperanças em um saco e fico a olhar, o que será?? Para onde vamos???

  • Jean | Segunda-Feira, 15 de Junho de 2015, 14h02
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    Por que será que há mais de uma década a escola ciclada gera divergências? Há algum trabalho estatístico demonstrando sua eficácia e eficiência durante toda sua permanência no trato educacional e de melhoria da condição do educando?

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