Cidades

Terça-Feira, 08 de Novembro de 2016, 17h:09 | Atualizado: 08/11/2016, 17h:11

marechal rondon

Futuro de aeroporto será definido na 5ª; consórcio pode acionar a Justiça

O governo estadual, por meio da secretaria de Cidades (Sedic), se reúne nesta quinta (10), às 9h (horário de Brasília), na Capital federal, com representantes da Infraero para decidir o rumo das obras do aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande.

Gilberto Leite

retrospectiva aeroporto

   Conclusão de obras no Aeroporto Marechal Rondon estava prevista em TAG. Futuro decidido na 5ª

Em outubro passado, o Executivo suspendeu o contrato com as empresas responsável pelos trabalhos em razão do ritmo lento e da não conclusão das obras, prevista para o último dia 20, conforme o Termo de Ajustamento de Gestão (TAG). São elas Engeglobal, Farol Empreendimentos e Multimetal Engenharia, que formam o Consórcio Marechal Rondon.

Orçada em R$ 83,9 milhões, as obras no aeroporto foram iniciadas em dezembro de 2012, e chegaram a ficar paradas por 10 meses, ainda na Gestão Silval Barbosa (PMDB), e retomadas em outubro de 2015. 

Diante disso, a ordem dos serviços foi emitida em outubro do ano passado. Foram executados até o momento 75,30% do total contratado, segundo relatórios da Secid, e pagos R$ 64,9 milhões pelos serviços realizados.

O titular da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, senador Wellington Fagundes (PR), que vem acompanhando as reuniões acerca do impasse, considera que cancelar o contrato será a pior alternativa. “Existe possibilidade de ir à Justiça, depois tem que fazer uma nova licitação e não se sabe o tempo que levará para outra ordem de serviço”, explica ao .

O parlamentar teme ainda que os recursos que a Infraero costuma repassar ao governo em dia, atrasem. No entanto, em decorrência da crise econômica a instituição passa por dificuldade. “Se demorar mais a execução, se a Infraero não tiver mais recursos? Minha preocupação é quanto mais demora a concluir, mais é temerário”, reforça.

O proprietário da Engeglobal, Robério Garcia, afirma que uma série de conjunturas fez com que a obra atrasasse. Lembra da paralisação dos trabalhos, por meio do decreto do governo, assim como o forro que desabou. Por isso, cobrou o compartilhamento das responsabilidades pela demora da conclusão. “Depende de muita coisa, comprometemos de concluir a obra. Vamos repactuar os prazos. Infraero e governo repactuaram o contrato até agosto 2017”, explica.

Robério acredita que a intenção da Infraero é continuar com a empresa até o fim do contrato. Afirma que todos os materiais de refrigeração e forro do aeroporto já foram adquiridos. “As pontes estão sendo montadas. Não tem razão de deixar o material mofando”.

Caso o contrato seja anulado, o representante do Consócio não descarta acionar à Justiça para reaver os danos causados. “O terminal novo tem mais de 85% de obras concluídas. Pode até haver demanda judicial”, alerta Robério que não quer iniciar embate judicial.

Infraero

A Infraero está acompanhando a situação das obras junto ao governo para garantir a conclusão dos serviços. Cabe destacar que compete ao Executivo, como contratante das obras, conceder o prazo de conclusão dos trabalhos. “A Infraero monitora o andamento e presta auxílio na fiscalização dos serviços realizados pelo consórcio”, explica.

Entre as melhorias já entregues na obra, estão parte da nova sala de embarque doméstico, duas pontes de embarque, e a nova sala de embarque remoto.

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Comentários (2)

  • DINISIO SILVA | Quarta-Feira, 09 de Novembro de 2016, 11h31
    2
    0

    É bom que fique claro que esta empresa ´ENGEGLOBAL é do pai do deputado federal Fábio GARCIA, Sr. Robério Garcia. Por isso esse deputado está quietinho. E aí Governador PT ?

  • Ademir | Terça-Feira, 08 de Novembro de 2016, 23h03
    4
    0

    Esta Engeglobal da família Garcia é ruim em tudo, nada que começam, terminam, e dão calote em tudo, como pode!!!!"

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