Cidades

Sexta-Feira, 20 de Maio de 2016, 11h:50 | Atualizado: 20/05/2016, 16h:34

VEM PRA RUA

Grupos repudiam líder de Temer e esperam "desfecho" sobre ministros

Reprodução

temer_nacional

Movimentos de MT emitiram nota contra escolha do líder do governo Michel Temer

A indicação do líder do governo na Câmara Federal, André Moura (PSC-CE), causou um mal estar nos movimentos que lideraram as manifestações contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e gerou, inclusive, uma nota de repúdio feita pelos quatro maiores grupos com coordenação em Mato Grosso: "Avança Brasil", "Movimento pela Ordem", "Vem com pra Rua" e "Movimento Muda Brasil".

Esta é a primeira vez que o movimento se manifesta sobre o governo do presidente interino Michel Temer (PMDB), que assumiu o cargo há uma semana. O peemedebista convidou Moura para assumir a liderança do governo na Câmara dos Deputados na terça, seguindo a indicação de aliados do pemedebista.

O que gerou a insatisfação com a indicação de Moura é o currículo de acusações que pesam contra ele que passam por suspeita de tentativa de homicídio, empregar funcionários fantasmas, comprar alimentos e bebidas ilegalmente com dinheiro público, réu em três ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF) que envolvem os crimes de apropriação, desvio e utilização de bens públicos quando era prefeito de Pirambu (SE), além de ser alvo da Operação Lava Jato, por envolvimento no esquema de corrupção na Petrobrás.

O deputado também responde a processos na Justiça de Sergipe e no Tribunal de Contas da União (TCU). André Moura é ligado diretamente ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), afastado recentemente pelo STF do mandato.

Junior Macagnam, um dos organizadores dos movimentos, diz que o grupo não pensa em realizar nenhuma manifestação nas ruas e por enquanto deverá atuar mais nas redes sociais ou com o trabalho de influência junto aos responsáveis pela política brasileira, através de emails.

Gilberto Leite

Junior Macagnam

Junior Macagnam, líder de um dos movimentos, avalia ainda o fato de ministros serem investigados

Questionado sobre o fato de vários ministros do governo Temer também serem alvos da Lava Jato, Macagnam pondera que os investigados não são réu, e mesmo o réu ainda tem a presunção da Inocência.

Porém, adianta que caso algum deles se torne de fato parte na ação, com certeza, o grupo deverá se manifestar e não aceitará.

Ainda sobre o fato de quando o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva ter sido indicado para ministro, mesmo sendo apenas investigado e não réu em nenhuma ação, Junior defende e diz que a manifestação foi porque ficou claro que a indicação dele era para que tivesse foro privilegiado. Vale ressalvar que todos os ministro investigados agora passaram a ter também foro privilegiado.

Para o organizador, o movimento não fará o jogo do PT, de atirar pedra, pois isto seria serviço dos aliados petistas. Apesar disso, pondera que continuarão se manifestando sempre que entenderem necessário.

“Não vamos nos calar, vamos continuar lutando pelo nosso país, sem ataques, mas com propostas. Temos a missão das eleições municipais. Por isso, agora é o momento de direcionar energia para o trabalho e construir caminhos para a eleição de outubro.”

De acordo com Macagnam, desde que as manifestações contra a corrupção começaram, os movimentos agiram com sobriedade, força e determinação. “Sempre agimos com estratégia. Inúmeras vezes o PT nos atacou, tentou fazer com que nos desviássemos do nosso objetivo e, por algumas vezes, eles quase conseguiram, mas acordamos a tempo”, esclarece.

Sobre a presidente, que também não é réu em nenhuma ação, Macagnam ressalta que o processo de impeachment foi baseado nas pedaladas fiscais, que resultou em crime de responsabilidade. Para ele, ficou claro, nas argumentações jurídicas, as falhas cometidas por Dilma o que gerou a aceitação do processo na Câmara e no seu afastamento acatado pelo Senado.

 Já sobre o fato de Temer ser ficha suja, condenado pela Justiça Eleitoral e inelegível, Júnior diz que o peemedebista foi escolhido pelo PT e não pela população, porém, seguindo a constituição quem assume é o vice, portanto tem se seguido os ritos.

No entanto, pondera que isto já começa ser debatido e é possível que gere mudanças neste processo. Ele pondera ainda que Temer é interino e que não se deve criticar tudo. “Depois de um ano de luta, não vamos fazer o jogo do PT e é preciso dar o benefício da dúvida”, finalizou. 

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Comentários (4)

  • ANGELO SILVA DE OLIVEIRA | Sábado, 21 de Maio de 2016, 21h47
    0
    1

    Por onde anda os movimentos contra a corrupção???? Por onde anda as manifestações com camisa da seleção???

  • H.Romeu Pinto | Sábado, 21 de Maio de 2016, 00h23
    3
    0

    Olha a contradição do Vitamina. Agora os ministros investigados pela Lava Jato não são réus e mesmo que fossem, ainda têm a presunção da inocência... Quer dizer que sua luta nunca foi contra a corrupção. O problema era o PT...

  • Pedro | Sexta-Feira, 20 de Maio de 2016, 14h40
    6
    1

    Parece que o tiro saiu pela culatra. Ou será que esse movimento que apoiou um processo de impeachment sem crime de responsabilidade, sob o argumento de estar combatendo a corrupção, não conhecia os articuladores desse golpe? Agora vão ter que batalhar muito mais para tentar minimizar o prejuízo imposto pelas maldades desse governo de NOTÁVEIS CORRUPTOS.

  • Maria Angelina | Sexta-Feira, 20 de Maio de 2016, 12h21
    0
    0

    Maria Angelina, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

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