Cidades

Quinta-Feira, 04 de Março de 2021, 15h:32 | Atualizado: 04/03/2021, 16h:21

Saúde

HGU dá alta a bebê com síndrome e pais não têm condições de manter home care

HGU

Associação de Defesa dos Haitianos Imigrantes e Migrantes de Mato Grosso denuncia HGU

Associação de Defesa dos Haitianos Imigrantes e Migrantes de Mato Grosso (ADHIMI-MT) denuncia o Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá por dar alta para um bebê de 8 meses, de pais haitianos, sem que a criança tenha condições de sobreviver sem o atendimento médico. Relato foi compartilhado com o nessa semana.

O pequeno M.E.J.A. nasceu no município em junho de 2020. Os pais vieram para o Brasil em busca de melhores condições de vida para eles e para a criança. Contudo, filho nasceu com graves problemas de saúde, o que fez com que precisasse de internação e cuidados constantes.

“O bebê permanece internado em decorrência de asfixia perinatal grave. Ele permaneceu por três meses em Unidade de Terapia Intensiva [UTI] sob cuidados intensivos a fim de manter sua vida. Decorrido os três meses, foi transferido para a enfermaria do hospital, requerendo dessa forma a presença de um cuidador”, diz trecho do relato.

De acordo com relatório médico, criança está traqueostomizada e precisa de cuidados constantes com fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e psicólogos. Pais precisam ter condições para aspirar o orifício artificial, bem como a via pela qual passa a sua alimentação. Medicamentos, ainda, estão disponíveis apenas em farmácias de alto custo.

“Em fevereiro a família foi informada pela equipe médica que o bebê está apto para a alta hospitalar e retorno a casa. Importa observar que os pais estão desempregados, a saúde debilitada do bebê requer tratamento médico 24 horas por dia, os remédios que toma diariamente exigem administração com acompanhamento de home care. Além do fato de que o casal reside em uma minúscula quitinete de apenas um quarto e um banheiro”.

De acordo com a associação, família não tem condição de custear o home care e de arcar com as despesas da medicação necessária para manutenção da vida do bebê. Pedido é para que a criança tenha condições dignas para se manter viva.

Outro lado

O Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá, por meio de nota, informou que o paciente está apto para alta hospitalar e acompanhamento domiciliar através de home care. Ainda, que a equipe do serviço social fez a solicitação desse tratamento para o município de Cuiabá.

“Aguardamos a liberação deste tratamento em home care pelo município de Cuiabá, para a alta hospitalar definitiva da criança. Reforçamos que o hospital preza pelo atendimento humanizado e de qualidade a todos os seus pacientes”, disseram.

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Comentários (5)

  • Dr Luciano Siqueira | Sexta-Feira, 05 de Março de 2021, 07h51
    1
    4

    Maristela, se fosse um filho meu, seria bem educado, não migraria, estudaria pra mudar seu próprio país e não ir em outro fazer cara de coitadinho para pedir coisas.

  • Maristela | Quinta-Feira, 04 de Março de 2021, 20h16
    7
    1

    Migrar é um direito humano. A humanidade está para além das fronteiras. Colocar -se no lugar do outro é fundamental. O primeiro passo para o respeito é se perguntar: e se fosse um filho meu?

  • Ednaldo Azevedo | Quinta-Feira, 04 de Março de 2021, 20h09
    0
    7

    Angela analfabeta, leva os haitianos pra morar na sua casa.

  • Angela | Quinta-Feira, 04 de Março de 2021, 19h36
    9
    2

    Prezada Lindinalva, Com toda a certeza você nao deve pertencer a espécie humana pois não se solidariza com outro humano. Lamentável ler esse tipo de comentário. A vida é uma caixinha de surpresa e, nao estamos livres de ter que buscar outro pais para conseguir sobreviver. Põe a mão na consciencia e, pensa antes de falar. AH, é só um Conselho.

  • Lindinalva Tomba | Quinta-Feira, 04 de Março de 2021, 16h30
    2
    10

    Um conselho. Voltem para o Haiti. Brasil têm que cuidar de brasileiros.

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