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Domingo, 22 de Maio de 2016, 07h:40 | Atualizado: 22/05/2016, 07h:52

Homofobia já é institucionalizada e causa problemas sociais, diz LGBT

Rdnews

gabriel LGBT

 Dirigente do grupo LGBT Livre-mente foi entrevistado pela RDTV e falou sobre lutas do setor

A homofobia é a antipatia, desprezo, discriminação aos homossexuais e também é crime que precisa ser combatido. Entretanto, é possível identificar estas atitudes em escolas, nas ruas, em hospitais, em órgãos públicose outros lugares.

Este é dos maiores problema é justamente a institucionalização da homofobia.  O alerta é feito pelo presidente do movimento Livre-mente, Gabriel Figueiredo. Ele relata os problemas de evasão escolar, principalmente, por falta de assistência dentro da própria unidade. São muitos os casos em que as crianças são pressionadas por professores, diretores ou outros funcionários para que não se manifeste, alguns casos até no sentido de correção.

Gabriel conta que desde de criança já se via como homossexual, obviamente, sem a devida consciência. Conforme ele mesmo descreve, já despertava sentimento afetivo por pessoas do mesmo sexo, mesmo ainda sem entender o que acontecia. Só que ele teve problemas com a sua família e por sorte encontrou apoio dentro de casa.

Há cinco anos milita dentro do grupo Livre-mente que aliás,  é uma ONG que existe há 21 anos e luta pelos direitos do grupo LGBT. Uma das bandeiras do movimento é a luta contra a violência e discriminação, a marginalidade e a invisibilidade.

Esta institucionalização da homofobia é muito percebida na política. Há anos, luta-se para criminalizar a homofobia, mas a bancada conservadora, na maioria ligada as religiões católica e evangélica, emperram o andamento de matérias que tratam do assunto.

Este problemas em órgãos públicos geram passam também pelo não reconhecimento do nome das travestis ou transexuais, o bullying nas escolas, ofensas em locais de trabalho ou na rua, o que acaba por levar este público para a prostituição e marginalização.

A ausência de leis federais que protejam a população LGBT é um dos principais obstáculos para o combate à homofobia e à transfobia. Até o momento, nenhum projeto de lei que criminalize preconceito e discriminação por causa de orientação sexual ou identidade de gênero conseguiu ser aprovado nas duas casas do Congresso Nacional.

Há 15 anos, o projeto de lei 122 foi apresentado com intuito de alterar a Lei do Racismo, que prevê a punição para casos de discriminação ou preconceito devido a raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade. Para esses crimes, a pena pode chegar a cinco anos de prisão. Se a nova proposta fosse aprovada, seriam incluídos gênero, sexo, orientação sexual e identidade sexual.

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Com cinco anos de tramitação e muita luta em 2006 foi aprovado na Câmara, mas emperrou no Senado. Em Mato Grosso esta força conservadora da política não é diferente. Desde 2007 tramitava uma lei que previa a punição para discriminação por homofobia, na esfera administrativa, que gerava multas e até suspensão do alvará do estabelecimento denunciado pelo ato.

Porém, nunca foi aprovado e tendo sido rejeitado em agosto do ano passado. A proposta era de autoria do ex-deputado Alexandre Cesar (PT) e era semelhante a uma lei que já existe em São Paulo.

Apesar de a criminalização ser uma das bandeiras do movimento, Gabriel adianta que a legislação é uma saída, mas não pode vir apenas como forma de punição. É preciso prever a orientação através da educação e esta é outra luta do grupo, o ensino de identidade de gênero nas escolas.

“A falta deste tema na escola gera problemas sociais e não apenas dentro da unidade escolar, mas fora dela, pois o jovem acaba abandonando os estudos, fica sem perspectiva de futuro e acaba na marginalidade”.

Apesar de nos últimos anos o discurso de ódio ter crescido de maneira mais escancarada até pela presença de parlamentares que defendem desde a cura gay como simplesmente não admitem a existência de homossexuais, os tratando como invisíveis na sociedade, o presidente do Livre-mente não descarta os avanços já conquistados pelo grupo.

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O que falta é fazer com que estas informações relacionados aos direitos e programas que foram criados para atender esta parcela da sociedade, que acredita-se chegar a 10% da população total, cheguem até ela. Quanto ao preconceito, Gabriel lembra que isto sempre existiu, talvez hoje ganhe mais repercussão, mas é algo antigo que sempre assolou o mundo daqueles que têm a coragem de se assumir.

“Opinião todos têm o direito de ter, mas é preciso separar isso do discurso de preconceito que vem para justificar a violência, mas para é preciso iniciar com a educação”, afirmou.

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Comentários (5)

  • arnaldo ribeiro ou israel | Sexta-Feira, 06 de Janeiro de 2017, 16h27
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    HOMOSSEXUALIDADE N A VISÃO ESPÍRITA Em declaração ao Jornal Folha Espírita de 1984, Chico disse: “Não vejo pessoalmente qualquer motivo para criticas destrutivas e sarcasmos incompreensíveis para com nossos irmãos e irmãs portadores de tendências homossexuais, a nosso ver, claramente iguais às tendências heterossexuais que assinalam a maioria das criaturas humanas. Em minhas noções de dignidade do espírito, não consigo entender porque razão esse ou aquele preconceito social impediria certo numero de pessoas de trabalhar e de serem úteis à vida comunitária, unicamente pelo fato de haverem trazido do berço características psicológicas e fisiológicas diferentes da maioria. (…) No site do Instituto André Luiz encontramos opiniões de Emmanuel e de André Luiz sobre o homossexualismo. A homossexualidade, também hoje chamada transexualidade, em alguns círculos de ciência, definindo-se, no conjunto de suas características, por tendência da criatura para a comunhão afetiva com uma outra criatura do mesmo sexo, não encontra explicação fundamental nos estudos psicológicos que tratam do assunto em bases materialistas, mas é perfeitamente compreensível, à luz da reencarnação (...) e o mundo vê, na atualidade, em todos os países, extensas comunidades de irmãos em experiência dessa espécie, somando milhões de homens e mulheres, solicitando atenção e respeito, em pé de igualdade ao respeito e à atenção devidos às criaturas heterossexuais.(Emmanuel) Já o espírito Ramatis, no livro "Sobre a Luz do Espiritismo", ditado através da mediunidade de Hercílio Maes, declara: PERGUNTA: — A tendência de buscar uma comunhão afetiva com outra criatura do mesmo sexo, conhecida por homossexualidade, implica em conduta culposa perante as leis Espirituais? RAMATÍS: — Considerando-se que o "reino de Deus" está também no homem, e que ele foi feito à imagem de Deus, evidentemente, o pecado, o mal, o crime e o vício são censuráveis, quando praticados após o espírito humano alcançar frequências muito superiores ao estágio de infantilidade. Os aprendizados vividos que promovem o animal a homem e o homem a anjo, são ensinamentos aplicáveis a todos os seres. A virtude, portanto, é a prática daquilo que beneficia o ser; nos degraus da imensa escala evolutiva. O pecado, a culpa, são justamente, o ônus proveniente de a criatura ainda praticar ou cultuar o que já lhe foi lícito usar e serviu para um determinado momento de sua evolução. A homossexualidade, portanto, de modo algum pode ofender as leis espirituais, porquanto, em nada, a atividade humana fere os mestres espirituais, assim como a estultícia do aluno primário não pode causar ressentimentos no professor ciente das atitudes próprias dos alunos imaturos. Pecados e virtudes em nada ofendem ou louvam o Senhor, porém, definem o que é "melhor" ou pior para o próprio ser, buscando a sua felicidade, ainda que por caminhos intrincados dos mundos materiais, sem estabilidade angélica. A homossexualidade não é uma conduta dolosa perante a moral maior, mas diante da falsa moral humana, porque, os legisladores, psicólogos, e mesmo cientistas do mundo, ainda não puderam definir o problema complexo dos motivos da homossexualidade, entretanto, muitos o consideram mais de ordem moral do que técnica, científica, genética ou endócrina. Fonte: Grupo Universalista Jesus em seu lar Em outra pergunta, Ramatis confirma a declaração de Emmanuel: PERGUNTA: — Mas o que realmente explica o fenômeno da homossexualidade? RAMATÍS: — É assunto que não se soluciona sobre as bases científicas materialistas, porque, só podereis entendê-lo e explicá-lo, dentro dos princípios da reencarnação. Como podemos notar, irmãos, para a Doutrina Espírita o homossexualismo é apenas uma estágio evolutivo que não fere as Leis Divinas e muito menos se trata de um equívoco do Criador. O que vale é a reforma íntima, independente da orientação sexual. PERGUNTA: — Que dizeis desse estigma de homossexualidade, quando as opiniões se dividem, taxando tal fenômeno de imoral, e outros de enfermidade? RAMATÍS: — Sob a égide da severa advertência do Cristo, em que "não julgueis para não serdes julgados", quem julgar a situação da criatura homossexual de modo antifratemo e mesmo insultuoso, não há dúvida de que. a Lei, em breve, há de situá-lo na mesma condição desairosa, na próxima encarnação, pois, também é de Lei "ser dado a cada um segundo a sua obra". Considerando-se nada existir com propósito nocivo, fescenino, imoral ou anormal, as tendências homossexuais são resultantes da técnica da própria atividade do espírito imortal, através da matéria educativa. Elas situam o ser numa faixa de prova ou de novas experiências, para despertar-lhe e desenvolver-lhe novos ensinamentos sobre a finalidade gloriosa e a felicidade da individualidade eterna. Não se trata de um equívoco da criação, porquanto, não há erro nela, apenas experimento, obrigando a novas aquisições, melhores para as manifestações da vida. O Dr. Andrei Moreira, presidente da Associação Médico-Espírita de Minas Gerais, em entrevista concedida para o médium e terapeuta Wanderley Oliveira, diz: O Espiritismo recomenda a todas as criaturas a conscientização a respeito da sacralidade do corpo físico e da sexualidade, como fonte criativa e criadora, destinada a ser fonte de prazer físico e espiritual, sobretudo de realização íntima para o ser humano, em todas as suas formas de expressão. Para o Dr Inácio Ferreira, médico psiquiatra desencarnado em 1988 e que escreve a partir da mediunidade de Carlos Baccelli: O homossexualismo deve ser compreendido por nós outros como uma das muitas experiências que o espírito vivencia em sua trajetória, para que, finalmente, aprenda a verdadeiramente amar para além dos implementos genésicos que o caracterizam como homem ou mulher! Com o meu carinho, o irmão sempre agradecido, INÁCIO FERREIRA Uberaba - MG, 8 de setembro de 2009 Na Wikipedia encontramos um parágrafo que reforça tudo que foi citado até aqui: O Espiritismo crê que o espírito humano não tem sexo e que um mesmo espírito pode em diferentes encarnações habitar igualmente o corpo de um homem ou de uma mulher, sendo capaz de amar homens e mulheres. Não existe uma posição oficial sobre a homossexualidade. Alguns doutrinadores, como José B. de Campos, pregam que a questão mais importante no tocante à homossexualidade é a promiscuidade, aconselhando o homossexual a tomar um parceiro e constituir um lar [13]. O doutrinador e médium Divaldo Franco posiciona-se de forma semelhante, frisando que o homossexual, como o heterossexual, será julgado conforme sua conduta moral, independente da sexualidade[14]. (Homossexualidade e religião) FONTE INFORMATIVA: http://www.blogdolivroespirita.com/2012/07/homossexualidade-na-visao-espirita.html Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/homossexualidade/homossexualidade-na-visao-espirita/#ixzz49mbiGNad CONCLUSÃO: À PAR DESTA PREMISSA INQUESTIONÁVEL, EIS QUE ACABAMOS DE BANIR DO NOSSO MEIO O NEFASTO PRECONCEITO DA HOMOFOBIA, PROPICIANDO O CONSOLO PARA MUITOS CORAÇÕES FERIDOS E INCONFORMADOS, NORTEANDO O BEM DA CURA E DA PAZ EM CRISTO. AGOEA, PORÉM, O ARCO-IRIS DEVE SER RECONHECIDO POR TODOS, RESPEITADO E CULTUADO COMO SIMBOLO SAGRADO, POIS SIMBOLIZA A ALIANÇA ETERNA ENTRE DEUS E A HUMANIDADE, CFE. A PÁG.118 DA NOSSA BIBLIOGÊNESE. I S R A E L

  • Edson | Segunda-Feira, 23 de Maio de 2016, 09h39
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    Fico aterrado em ler opiniões como estas, faz-nos lembrar dos relatos do período escravocrata em que dizia que negro era filho do cão, não eram filhos de Deus, hoje se diz que homossexual é filho do diabo, e pior ainda tudo isto é posto em nome de Jesus, esquecem de amai uns aos outros como eu vos amo, ou ainda não chamaras o nome de Deus em vão ,sinto pena de vcs. Um grande abraço de um homossexual, que pago minhas contas, impostos talvez mais que vcs,pelo motivo de ganhar melhor,beijos fica a dica

  • Ozeias | Domingo, 22 de Maio de 2016, 22h09
    5
    3

    Deus nos livre dessa raça diabólica que vem do inferno pra querê muda a família, Deus fez homem é mulher. Não fez gay, quem fez gay é o diabo

  • HUMANO | Domingo, 22 de Maio de 2016, 20h47
    5
    2

    HOMEM NASCEU HOMEM , MULHER NASCEU MULHER O RESTO PE SEM-VERGONHICE

  • Antonio Carlos | Domingo, 22 de Maio de 2016, 10h05
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    2

    Não concordar com essa prática não faz de nós homofóbicos. O problema é que o ativismo gay quer impor a socieda brasileira seus valores imorais. E isso ninguém é obrigado a aceitar. Precisamos cuidar da família brasileira. (lembrando que iguais, segundo a CF não é forma família)

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