Cidades

Quarta-Feira, 15 de Maio de 2019, 12h:20 | Atualizado: 15/05/2019, 16h:54

MANHÃ AGITADA

Manifestações contra cortes na Educação agitam interior; Rondonópolis reúne 4 mil

Estudantes e servidores do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e da Universidade Federal (UFMT) realizaram, na manhã desta terça (15), protestos contra o bloqueio de recursos da Educação. As manifestações aconteceram em cidades do interior do Estado. Na Capital, protesto está previsto para esta tarde. Teve apenas panfletagem na guarita Universidade e conversa com a comunidade acadêmica.

Em Rondonópolis, servidores e estudantes das instituições federais se reuniram na Praça Brasil, localizada na região central do município, e caminharam pelas ruas da região. Alunos e professores das redes estaduais e municipais da cidade também participaram do ato.

protesto cortes rondonópolis

Em Rondonópolis, servidores e estudantes das instituições federais se reuniram na Praça Brasil, região central, e caminharam pelas ruas, contra os cortes

De acordo com a organização do ato, a estimativa é de que 4 mil pessoas tenham participado da manifestação. A Polícia Militar não divulgou levantamento até a conclusão deste texto.

Luana Soutos/ Assessoria de Imprensa da Adufmat-Ss

PANFLETAGEM NA UFMT

Na Capital, teve panfletagem e conversa na guarita da UFMT, chamando para ato unificado

No protesto, estudantes bradaram contra o bloqueio de R$ 5,8 bilhões no orçamento deste ano, determinado pelo Ministério da Educação (MEC) há duas semanas. No Estado, a medida do Governo Bolsonaro impactará nos recursos da UFMT e do IFMT, ambos deverão ficar sem 30% do orçamento previsto inicialmente – o IFMT deixará de receber R$ 31,8 milhões, enquanto a UFMT terá R$ 34 milhões bloqueados.

O bloqueio dos recursos, conforme as unidades de ensino, impedirá diversas atividades, além de trazer incerteza se as instituições conseguirão funcionar até o fim do ano.

No ato contra a medida do MEC, em Rondonópolis, estudantes estavam com cartazes contra o corte de recursos. Os manifestantes também levaram projetos de pesquisas desenvolvidos nas instituições de ensino para, segundo eles, comprovar a importância dos estudos nas unidades de ensino.

As manifestações acontecem em todo o Brasil. Em Cuiabá, um ato unificado, incluindo principalmente membros do IF e da UF, será realizado na Praça Alencastro, às 14h. Na manhã desta quarta, houve distribuição de panfletos sobre o protesto nas guaritas da Universidade Federal.

Ainda nesta manhã, também foram feitos atos de estudantes em Alta Floresta, Barra do Garças, Pontes e Lacerda, Cáceres, Primavera do Leste. No período da tarde, haverá protestos também em Sorriso e Guarantã do Norte. As manifestações acontecem em regiões centrais das cidades.

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Comentários (11)

  • alexandre | Quinta-Feira, 16 de Maio de 2019, 12h01
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    Se você ainda acha que o governo vai cortar 30% do orçamento da educação, pare e leia o que escrevi aqui, porque provavelmente você está sendo enganado. Vamos começar pelo começo: No Brasil, o orçamento da educação pode ser dividido basicamente em duas partes: nos gastos obrigatórios e nos gastos discricionários. Os gastos obrigatórios são aqueles que, goste o reitor ou não, devem ser gastos com suas especificações, o que inclui salários e aposentadorias, e até mesmo o “bandeijão” para o alunato se alimentar. Já os gastos discricionários são a parcela do orçamento que a universidade pode alocar conforme sua gestão entender. Para se ter uma noção, aproximadamente 88% do orçamento das universidades no Brasil são de gastos obrigatórios, ou seja, 88% do orçamento não são passíveis de cortes e devem ser gastos. Os outros 12% restantes do orçamento são os gastos discricionários, que ficam a critério de cada universidade. E onde entra essa história de cortes? No ano passado, o governo de Michel Temer aprovou um orçamento que considerava como cenário-base um crescimento de 2,5% do PIB. Ou seja, o orçamento estava contando com receita tributária de uma economia mais aquecida, isto é, que estivesse pagando mais impostos e arrecadando mais. Só que... sim, você acertou: não estamos crescendo o esperado! Na verdade, nosso crescimento projetado para este ano acabou de ser revisado para 1,5% do PIB. Leia-se: o governo vai arrecadar menos do que esperava. E, se no orçamento as despesas estavam preparadas para mais receita, agora, deverão se adequar. O que fez o governo? Um contingenciamento. Contingenciar despesas não significa cortar: significa que os gastos que estavam previstos devem ser segurados e retardados, porque a receita de fato foi menor do que a receita prevista. Cortar significa que ontem tinha e hoje não tem mais, independente de haver receita ou não. Contingenciar significa segurar o gasto até que a receita se realize. E onde o governo contingenciou? Onde ele pode: nos gastos discricionários. Quando falaram em “corte de 30% nas universidades”, na verdade, houve um erro conceitual: trata-se de um contingenciamento de 30% sobre os 12% de gastos discricionários: ou seja, de fato, algo entre 3,5% do orçamento da universidade. A conta é simples: (100%-88%) x 30%. “Ah, mas não pode cortar da educação” Pois é, cara pálida, você acabou de descobrir que o Brasil está dançando na beira do abismo: o modelo atual de previdência está tão desequilibrado que está engolindo o orçamento federal. Só que previdência é gasto obrigatório. Então, perceba: ou a gente alivia parte do orçamento reformando a previdência, ou esses contingenciamentos tornar-se-ão cortes e serão cada vez mais frequentes. Agora, me diz: se você estava esperando ganhar R$ 10 mil de salário e se planeja para gastar R$ 10 mil, mas, de repente, descobre que você vai ganhar R$ 8 mil, você corta seu orçamento doméstico ou vai pra rua fazer greve?

  • alexandre | Quinta-Feira, 16 de Maio de 2019, 10h23
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    Não tem dinheiro, não tem dinheiro.... melhor que cortar os BPC dos velhinhos, a esquerda quebrou o Brasil...

  • Carlos Vinicius Morais Junqueira de Araú | Quinta-Feira, 16 de Maio de 2019, 09h24
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    Estou feliz de ver varias pessoas na manifestação, que já estão arrependida em votar no presidente Bolsonario. As pessoas tinha uma esperança, mas já está perdendo. Esse que ainda defende o Bozo ou ainda não viu ou quer ser enganado, pois nesse governo nada de virtuoso pode sair para ajudar a sociedade, porém a unica coisa que está se estabelecendo é dividir a população. Não queremos dividir e sim unir o povo brasileiro.

  • Pedro | Quarta-Feira, 15 de Maio de 2019, 16h26
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    É Petezada, o bicho esta pegando kkk vão ter que trabalhar, a mamata acabou.

  • alexandre | Quarta-Feira, 15 de Maio de 2019, 14h45
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    Unir o Brasil com a esquerda do quanto pior melhor, a velha politica ? de jeito nenhum... lembrando quem quebrou o Brasil foram eles...

  • Juarez | Quarta-Feira, 15 de Maio de 2019, 14h42
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    Eu queria saber se vai ter grana para continuar a tese de mestrado sobre DRAGON BALL Z para combater a violência https://jornalggn.com.br/humor/mr-catra-e-dragon-ball-viram-tema-de-tcc-em-universidades-publicas-brasileiras/

  • alexandre | Quarta-Feira, 15 de Maio de 2019, 14h24
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    hoje é dia normal de trabalho, não tem como acompanhar manifestação politica contra a reforma da previdencia ..

  • Orlandir Cavalcante | Quarta-Feira, 15 de Maio de 2019, 14h17
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    Na verdade a milicia que tomou o poder nao estava esperando que a população continauria com esta letargia né. Ainda há gente pensando no Brasil. O Bolsonaro foi incapaz de unir o Brasil.... esplahou discordia e acirrou os animos.... quem perde é a população e ele, que em breve cairá.... questao de tempo. Se a reforma da previdencia for aprovada ou não ele perde a serventia e retornara ao que sempre foi.... um capacho Por outro lado alguem pensa que pode governar o Brasil sem a Esquerda? Esta enganado....

  • Antonio | Quarta-Feira, 15 de Maio de 2019, 13h49
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    Alexandre se você como direita viu e não fez nada , ??? Vc é um inútil e deve ser como papagaio só repete oque Boso e seus súditos fala. Kkkk

  • Victor | Quarta-Feira, 15 de Maio de 2019, 13h49
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    escola sem partido já, chega dessa palhaçada...

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Concordo - esse Exame tem de acabar

Discordo - bacharel precisa, sim, se submeter ao Exame

Sei lá!

Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de um mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.