Cidades

Segunda-Feira, 22 de Julho de 2019, 18h:53 | Atualizado: 22/07/2019, 18h:58

Manifestantes se reúnem na UFMT e servidores já ameaçam greve em agosto

Rodinei Crescêncio

l�lica lacerda UFMT

Lélica Lacerda, dirigente da Adufmat, afirma que protesta visa denunciar Governo Federal 

Dezenas de estudantes e membros da Associação dos Docentes da UFMT  (Adufmat)  se reuniram na praça  em frente ao Restaurante Universitário (RU), na tarde desta segunda (22), para repudiar medidas do Governo Federal. Os manifestantes deram um “abraço solidário” na instituição. Ainda nesta semana, os servidores deverão iniciar discussões que poderão culminar em uma nova greve da instituição de ensino.

A manifestação desta segunda foi marcada após o corte de energia elétrica na universidade, na última terça (16). Na quarta (17), a reitora Myrian Serra justificou que a instituição não tinha recursos para pagar a conta de luz, por isso todos os campi tiveram o fornecimento de energia suspensos.

Segundo Myrian, o Ministério da Educação (MEC) entregou, em forma de limite de empenho, R$ 4,5 milhões para a universidade anteriormente, mas o valor não havia sido liberado antes do corte de energia.

O ato convocado para esta tarde tinha previsão inicial de acontecer na Avenida Fernando Corrêa. Porém, devido ao número de participantes – não chegava a 200 até as 17h – o “abraço solidário” foi realizado na praça localizada em frente ao Restaurante Universitário. Posteriormente, manifestantes caminharam pela avenida. A reitora, que era aguardada no local, não apareceu.

A professora de Serviço Social Lélica Lacerda, diretora de comunicação da Adufmat, explicou que a manifestação desta tarde teve o principal objetivo de mostrar para a comunidade as consequências de medidas do Governo Federal, como o corte de 30% da verba deste ano para a instituição de ensino.

“Queremos tirar a comunidade acadêmica dessa falsa impressão de que tudo está indo bem e que poderemos continuar cumprindo nossas atividades cotidianas. Não está sendo possível manter nossas atividades”, declarou.

“Nós precisamos parar nossas pesquisas, nosso ensino, suspender o cotidiano para constituir uma agenda de lutas que precisa culminar em uma greve da Educação forte, que defenda o ensino público de qualidade. Não só na universidade, mas também na educação básica”, afirmou.

Segundo Lélica, a partir do fim desta semana, terá início a discussão sobre uma possível greve, que poderá começar em agosto. “Estamos construindo esse processo. Este ato é, inclusive, um primeiro passo para construir esse movimento. Vamos discutir sobre a greve na quinta ou sexta-feira, em análise com o DCE (Diretório Central dos Estudantes) e o Sintuf (Sindicato dos Trabalhadores Técnicos Administrativos em Educação)”, afirmou.

Conforme a professora, a principal pauta da categoria é o retorno do investimento público na Educação em todas as esferas, do ensino fundamental ao superior. “O governo diz que cortou do ensino superior para investir no fundamental e médio. Mas a verdade é que, no mesmo período em que cortou 30% das universidades, cortou também 47% do recurso da educação básica”, disse.

“Então, não significa projeto de priorizar educação básica. É um projeto de eliminar o ensino público do Brasil. Isso significa um país sem autonomia e soberania, porque não tem um país que tenha se desenvolvido sem Educação”, acrescentou.

Lélica declarou ainda que os servidores da UFMT, em caso de greve, não descartam se unir aos servidores estaduais – paralisados desde 27 de maio. “Queremos construir uma greve nacional em defesa da Educação Pública de qualidade”.

No próximo dia 13 de agosto, a UFMT paralisará as atividades por um dia, em protesto contra o corte de verba da instituição. A expectativa é de que sejam 24 horas sem atividades. Porém, conforme Lélica, dependendo do que for definido em assembleias, pode ser o início da greve.

“Mas tudo isso vai depender do que for definido nacionalmente. Dificilmente vamos entrar em greve sem uma perspectiva nacional de paralisação”, pontuou.

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Comentários (14)

  • Marluce Souza | Terça-Feira, 23 de Julho de 2019, 14h30
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    Davi os estudantes da UFMT custam 18 mil/ano. Aqui recebem ensino de qualidade, aprendem a pesquisar em laboratórios e equipamentos caríssimos; desenvolvem projetos de extensão que atendem todo estado de MT. Não são estudantes de universidades particulares, que sequer são aprovados na OAB ou nos processos seletivos de residência medica e outros cursos de pós. Pense antes de falar. Estude um pouquinho e venha conhecer e fazer parte da comunidade acadêmica da UFMT.

  • Monica | Terça-Feira, 23 de Julho de 2019, 08h37
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    AMOR DA JUVENTUDE Sandra Ramos – Professora da Universidade Federal do Piauí – 20/07/2019 Me enamorei de ti, era menina ainda… 17 anos! Meu coração não cabia no peito, emocionada por te conhecer Você cheirava a natureza, verde e virgem ao meu olhar Caía a noite… cada sala era uma aventura Em teus corredores e salas, gente, muita gente! Gente nova, gente velha, gente linda Gente boa, cheia de sonhos, gente sedenta de saber Vez ou outra avistava alguém que não combinava com o cenário Chinelos rasteiros, corpo tatuado Desleixo, cabelos desgrenhados Camisas do Che ou com foice e martelo Pareciam em um mundo paralelo Já estavam lá… à espreita “Como um leão, buscando a quem pudesse tragar” Não me enredaram… tive medo deles Meus olhos buscavam o encanto do conhecimento Você era pública… nossa, vossa, minha Minha não pra eu destruir e depredar, mas pra usar a meu favor Teus laboratórios cheiravam a ciência, não a indecência! As paredes brancas, quadros com tabelas Sem pichações ou palavrões Fórmulas, números, tabela periódica… Ciência pura, essa era a ótica! Tive aulas de anatomia, vegetal e humana Nada de anatomia da nudez explícita A gente não usava farda Mas escolhia a melhor roupa pra ir ao teu encontro Os cadernos eram escolhidos com cuidado E cada coisa que a gente escrevia trazia um contexto: Você conseguiu chegar até aqui! Vitória! Hoje… 38 anos se passaram Não mais aluna… professora! Ando por teus corredores e te vejo agonizar Quase posso ver teus olhos Lacrimejando… olhar de desespero! Tuas paredes imundas, gritam sujeira e abandono Outro dia mudei de caminho, para não atrapalhar dois alunos homens fazendo sexo Os seguranças? Não serão acusados de homofobia Os eventos de agora? São cheios de fumaça Dos cigarros de maconha… Sem nenhuma vergonha! Professores coniventes, são convincentes em suas aulas de “balbúrdia” O conhecimento parece ter batido em retirada Se negou a permanecer em tuas salas Arrumou as malas e partiu O que vemos hoje? Um circo de horrores! Que saudade de você… meu amor da mocidade Do tempo em que o universo cabia na palma da tua mão Hoje… tuas mãos estão sujas, imundas Teus corredores fétidos Das camisas de vênus pelo teu chão Do sangue feminista de menstruação Dos brownies de haxixe vendidos nas bancas de lanche Das genitálias escancaradas pintadas em tuas paredes Um sentimento de enorme tristeza me abate. Quisera poder te ajudar Quisera alguém te injetasse o soro da verdade E te libertasse, amor da minha mocidade! Quisera ver a ciência voltar a habitar em ti Quisera poder gritar, bem alto: Tenho orgulho de te pertencer, querida UNIVERSIDADE!

  • André | Terça-Feira, 23 de Julho de 2019, 08h29
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    Contribuinte Indignado... sei não, hein... senti um recalque na sua fala... se assume, pô! Inclusive, põe seu nome real aí. Quem sabe você pode utilizar os serviços de saúde mental que a faculdade de Psicologia da UFMT oferece para a população. Você não está bem, cara.

  • Regina Alves | Terça-Feira, 23 de Julho de 2019, 08h23
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    Alexandre, sim, greve de novo! E agradeça! Foram as greves e mobilizações de estudantes, professores e funcionários que garantiram a existência dessa universidade na qual você estuda hoje.

  • Sandra | Terça-Feira, 23 de Julho de 2019, 08h20
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    Contribuinte Indignado, quem usou dinheiro público para "comer gente", e ainda declarou isso achando que estava abalando, foi o atual presidente da República, Jair Bolsonaro. Todo apoio aos professores e estudantes das universidades públicas, responsáveis por 95% das pesquisas desenvolvidas no país!

  • Contribuinte Indignado | Terça-Feira, 23 de Julho de 2019, 08h06
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    Quem está a frente do indicativo de greve? uma militante de esquerda, professora do curso de serviço social. Esses cursos de humanas, não serve pra nada. A única coisa que fazem lá, após a conclusão do curso, é continuarem a fumar o cigarrinho de baseado. A maconha, nos cursos de humanas e as relação homossexual, são as marcas registradas. Se não fuma maconha e se não é gay, dificilmente, concluirá o curso. E toda essa farra mantida com dinheiro público.

  • MONICA | Terça-Feira, 23 de Julho de 2019, 07h38
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    Esse povo deveria ter vergonha na cara, e parar com essas greves, pois não tem da onde tirar dinheiro, e eles devem agradecer por estarem empregados e recebendo seus pagamentos em dia, devemos considerar que mais de 13 milhões estão desempregados.

  • Davi | Terça-Feira, 23 de Julho de 2019, 07h30
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    O gasto de cada aluno em uma universidade pública ultrapassa quatro mil reais por mês, dinheiro suficiente para subsidiar 10 alunos em universidades privadas em excelentes cursos. Os melhores cursos das universidades públicas estão ocupados por pessoas que teriam condições de pagar uma mensalidade. Se o governo privatizasse todas as universidades públicas teria como criar bolsas somente para pessoas hipossuficientes (reconhecidamente pobres) e ainda diminuiria gastos.

  • Victor | Terça-Feira, 23 de Julho de 2019, 06h49
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    Pra que trabalhar né ??? Bando de atoa... Esses aí que estão dando aula para os nossos filhos..... Grande educadores... Vergonha..

  • Povo de Mato Grosso. | Terça-Feira, 23 de Julho de 2019, 06h35
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    Greve é o que esse povo adora fazer. Se fosse paga queria ver aluno entrar e ficar 10 anos enrolando e gastando dinheiro público. Todo ano os comunistas inventam um motivo para ficar sem fazer nada e as contas estouradas.

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