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Terça-Feira, 16 de Julho de 2019, 16h:19 | Atualizado: 16/07/2019, 20h:23

Impasse

Ministro cita repasse de R$ 4,5 mi à UFMT na 6ª e vê má gestão de reitora - vídeo

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Abraham Weintraub

Ministro da Educação Abraham Weintraub alega que tomou conhecimento da dívida apenas na semana passada

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, criticou, na tarde desta terça (16), o corte de energia elétrica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Ele afirmou que repassou, na última sexta (12), R$ 4,5 milhões para a instituição quitar as contas de luz que estão atrasadas. Segundo ele, há má gestão na unidade de ensino.

A energia elétrica foi cortada pela Energisa na manhã desta terça. Há, ao menos, quatro campi sem luz, segundo o Ministério da Educação – entre eles o da Capital. No total, estão atrasadas seis contas, sendo quatro do ano passado e duas de 2019. A dívida, conforme a pasta, se aproxima de R$ 1,8 milhão.

Em vídeo publicado ao lado do deputado federal José Medeiros (Podemos), o ministro da Educação afirmou que repassou, na sexta, valor para resolver o problema. “A gente chamou a reitora (Myrian Serra), na semana passada, porque a gente descobriu, ela não nos comunicou, que tinha uma dívida grande com uma empresa de luz. Soltamos, na sexta, o dinheiro. São R$ 4,5 milhões, e está documentado, para quitar a conta de luz”, declarou.

Depois, completa: “pedi a ela, reiterei, que me procurasse se tivesse qualquer problema. Tudo certo, hoje fui comunicado, não por ela, que faltou luz”.

Weintraub afirmou que o MEC está entrando com medidas emergenciais para religar a energia elétrica. Ainda segundo o ministro, a pasta também está verificando o motivo de as contas não terem sido pagas até esta terça, pois a reitora foi orientada a fazer o pagamento imediato da dívida. “E isso é gestão. Simplesmente, a universidade tem autonomia, que não deveria ser confundida com soberania, e fica essa situação mal explicada".

O ministro lembra que a reitora está há três anos no comando da universidade, que tem mais um ano de mandato e que foi indicada pela presidente Dilma. Em nota, o Ministério da Educação informou que o ministro tomará as medidas cabíveis, “tanto administrativas como judiciais, para a responsabilização dos envolvidos pela má gestão na UFMT”.

Abaixo, veja o vídeo gravado pelo deputado José Medeiros com o ministro da Educação:

Impactos do corte

O corte de energia elétrica causou duras consequências na UFMT. Em Cuiabá, animais que estavam no Hospital Veterinário tiveram de ser retirados às pressas. As casas de estudantes, que recebem alunos de outras regiões, também estão sem luz.

A UFMT ainda não se pronunciou sobre os impactos do corte de energia elétrica. Não há, ao menos por ora, previsão para que a luz retorne à unidade de ensino. A reportagem procurou a reitoria da UFMT, mas não conseguiu contato até o fim desta tarde.

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Comentários (16)

  • Jesiel | Quinta-Feira, 18 de Julho de 2019, 00h44
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    Indicada ela não foi, porque que participei da eleição da reitora e tiveram varios candidatos... Agora se há má gestão aí é outra coisa

  • alexandre | Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 12h53
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    as UF tem que cortar despesas e se adequar a realidade de crise do pais, renegociar contratos...ter prioridades de pagamento..

  • Roberto Carlos | Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 11h51
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    O QUE IMPORTA NO FINAL É QUE O RECURSO REPASSADO AS UNIVERSIDADES JÁ É POUCO E QUEREM DIMINUIR MAIS AINDA. ESSE É O FATO PRINCIPAL. VAMOS ACORDAR!!!

  • Kaca | Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 11h25
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    É muita abobrinha qualificada! Olha só a cara dos "jênios" - um fala em detonar os acepipes, pesadelo de kafta (só pensa em comida), faz dancinha na chuva. O outro, ai, ai, pior ainda. Vai levar uns trinta anos para o Brasil pelo menos parecer um país em desenvolvimento. Busquemos abrigo e estoquemos alimentos enquanto isso.

  • alexandre | Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 08h42
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    4,5 milhoes de repasse na sexta feira e não pagaram a conta ? e a culpa é do Bolsonaro ? bastava uma renegociaçao ou TAC com a cemat, para evitar o corte...6 contas atrasadas é falta de gestão...

  • Aluno economia | Terça-Feira, 16 de Julho de 2019, 23h27
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    Fernando o meu nome está na placa na faculdade de Ciências econômicas e posso garantir que aprendi bastante. Agora você se souber realmente aproveitar essa faculdade, vá no Google e leia a lei 9192/95. Ou no site da Andifes. "Primeiramente, vale dizer que, embora sejam tratadas como eleições, talvez esse não seja o nome mais adequado para os processos de escolha dos reitores nas universidades públicas. Na verdade, trata-se de consultas à comunidade acadêmica. Na UFSC, por exemplo, a consulta é executada por uma Comissão Eleitoral formada por representantes das diferentes categorias da universidade, como o sindicato dos professores, o ANDES, da Associação dos Pós-Graduandos da Universidade – APG, um representante do Diretório Central dos Estudantes – DCE e dois do sindicato dos técnicos-administrativos em educação, o SINTUFSC. O que diferencia essa consulta de um processo de eleição normal é que seu resultado final não garante automaticamente que o vencedor será empossado reitor. A escolha de fato do novo reitor acontece após a consulta. O Conselho Universitário, instância máxima de deliberação dentro da universidade, elabora uma lista com três nomes, a Lista Tríplice, e a encaminha ao Ministério da Educação (MEC). É esse o órgão que de fato se encarregará de indicar o novo Reitor."

  • Beneditada Silva | Terça-Feira, 16 de Julho de 2019, 22h24
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    Um ministrovque confunde Kafta com Kafka, usa chocolate pra explicar corte de verba, fala em cortar acepipes nas universidades, imita Gene Kelly dançando com.guarda chuva, realmente não é o melhor critico de uma IFES.

  • Cassiano Spaziani | Terça-Feira, 16 de Julho de 2019, 21h45
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    Vamos ver ao final se foi má gestão da Reitora ou falha do MEC, mas a verdade é que é Triste realidade das Universidades Federais que vem a anos sofrendo com a falta de verbas. O povo tinha que ter mais respeito por esta instituição. Querem um exemplo? Na década de 70 a soja só podia ser produzida no extremo sul do Rio Grande do Sul, por problemas de genética da planta ela não produzia no Cerrado MG; GO; MS e MT... BOm um grupo de professores das Universidades Federais estudaram a fundo e resolveram o problema e graças a Universidade Federal pudemos ter a soja nestes estados... BOm para encurtar a história a Universidade Federal é não importante para o Brasil ....Pensem

  • paulo | Terça-Feira, 16 de Julho de 2019, 21h24
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    Esse ministro e ja vai clau mesmo esse deputado e outro que nao faz nada resumindo dois .................................................

  • Mito2022 | Terça-Feira, 16 de Julho de 2019, 20h49
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    Os mortadelas tentam desviar a incompetência da gestora comuna explicando como se escolhe a reitora. EXPLIQUEM O INEXPLICÁVEL SEUS INCOMPETENTES!

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