Cidades

Sábado, 19 de Setembro de 2020, 08h:30 | Atualizado: 19/09/2020, 09h:07

ELETIVAS

MT tem 1,3 mil pacientes esperando por uma cirurgia desde o início da pandemia

Secom-MT

Centro Cir�rgio em MT

Existem 1.318 solicitações de procedimentos cirúrgicos eletivos na fila 

O Programa de Cirurgias Eletivas em Mato Grosso está suspenso desde o início da pandemia da Covid-19 no Brasil. Segundo dados do Sistema Estadual de Regulação, há 1.318 solicitações de procedimentos cirúrgicos inseridos no sistema SisReg III, sendo que existem mais de 420 tipos de cirurgias.

A secretaria estadual de Saúde (SES-MT) afirmou que a decisão da suspensão do sistema ocorreu em decorrência da Covid-19, assim como aconteceu em outros estados brasileiros.

De acordo com a SES, o programa será retornará assim que for viável a retomada dos procedimentos eletivos no Sistema Único de Saúde (SUS). A secretaria estadual estuda, juntamente com os municípios, a maneira mais adequada de retomar os procedimentos, tendo em vista o cenário de pandemia em que o Estado se encontra. As cirurgias e os procedimentos tidos como de urgência não foram interrompidos no em Mato Grosso.

Em entrevista ao RDTV, o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, fez um balanço sobre as ações realizadas durante a pandemia do novo coronavírus no Estado. Além disso, ele comentou sobre o retorno das cirurgias eletivas no Estado.

Segundo Gilberto, antes do início da pandemia no país, a secretaria tinha um dos maiores programas de cirurgia eletivas já existentes em Mato Grosso pronto para lançar, mas foi barrado devido ao surto do coronavírus. Ele explicou que a suspensão do programa foi necessária por conta de uma portaria determinada pelo Ministério da Saúde (MS), uma vez que, boa parte dos hospitais não tem estrutura adequada para receber pacientes com Covid-19 e ainda realizar procedimentos cirúrgicos.

“Quando a pandemia chegou foi um balde de água fria em cima de todos os nossos projetos que estávamos elaborando. Veio a decisão nacional, a suspensão das cirurgias eletivas no SUS ela se faz por uma portaria determinada do Ministério da Saúde, não foi escolha pessoal do secretário estadual. Nos estados que não tem uma grande estrutura hospitalar precisava de ter atendimento preferencial para tratar Covid, uma vez que os leitos precisariam estar disponíveis para esses pacientes que seriam em grande volume como estavam previstos em todo o país”, afirmou o secretário.

Gilberto destacou ainda que a secretaria está trabalhando para organizar o retorno das cirurgias eletivas o mais rápido possível e com segurança aos pacientes que serão atendidos. “Nós estamos trabalhando para ver como a gente consegue ir desligando esses hospitais da Covid, isso gera um desconforto. Socorrer um paciente com Covid se tornou uma prioridade em relação a de fazer uma cirurgia de hérnia, vesícula entre outras”, afirmou.

Em entrevista à TV Centro-América, na semana passada, o secretário reafirmou sobre a decisão da paralisação das cirurgias no Estado. Além disso, ele voltou a comentar sobre o retorno do programa e destacou a necessidade de o Ministério da Saúde autorizar os hospitais a voltarem a realizar os procedimentos cirúrgicos.

Gilberto lembrou que, além do retorno das cirurgias eletivas no Estado, o Ministério da Saúde precisa resolver um grande problema que se arrasta em todo o país, que é falta de medicamentos nos estados brasileiros. O secretário afirmou que isso é um ponto muito importante, pois os remédios são utilizados em pacientes que entram e saem dos centros cirúrgicos.

“É preciso resolver um problema muito importante que ainda persiste no país, que é a falta de medicamentos para a intubação que é utilizada em muitas vezes em centros cirúrgicos e pós cirúrgicos, onde os pacientes acabam demandando para algum leito de UTI. Então, fazer essa transição da diminuição da Covid para ampliar de forma substancial para as cirurgias eletivas, também depende desse fornecimento de medicamento que é um outro problema”, finalizou.

CRM-MT recomenda volta de cirurgias em rede privada

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso (CRM-MT) publicou no início deste mês uma circular recomendando que as unidades privadas de assistência à saúde retomem gradualmente os atendimentos ambulatoriais e os procedimentos cirúrgicos eletivos na rede, adotando as medidas recomendadas para combater o avanço da Covid-19.

A presidente do Conselho, Hildenete Monteiro Fortes, ressalta no documento que o teor desta recomendação será reavaliado a cada 30 dias, podendo ser revisto em menor prazo se houver aumento dos índices de novos casos e de óbitos relacionados à doença no Estado de Mato Grosso.

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Comentários (3)

  • joaoderondonopolis | Sábado, 19 de Setembro de 2020, 13h50
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    0

    O governador não tem tempo de ver esta situação, pois está preocupado somente com a vitória de Emanuel Pinheiro. Portanto, o candidato que ele apresentar a população para prefeito, não vá em conversas bonitas, corre do candidato dele. Está totalmente desesperado.

  • Gerenciar | Sábado, 19 de Setembro de 2020, 11h05
    0
    0

    Não fazem nada como não fizeram na pandemia, muitas mortes por descaso deste governo terrivelmente ruim. Por isso muitas vais em Sinop, qualquer lugar que for será assim.

  • Juca | Sábado, 19 de Setembro de 2020, 09h37
    0
    0

    Fica em casa, economia e outras cirurgias e doenças a gente vê depois.

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