Cidades

Domingo, 22 de Maio de 2016, 08h:05 | Atualizado: 22/05/2016, 08h:15

CULTURA

Obra na Casa Barão de Melgaço sofre atraso; prédio foi invadido 10 vezes

Gilberto Leite/Rdnews

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 Eduardo Mahon, ex-presidente da Academia Mato-Grossense de Letras, reivindica a solução

A Casa Barão de Melgaço tem sofrido com a invasão constante  de ladrões. Os furtos têm ocorrido na parte de trás do prédio, que fica na Avenida Comandante Costa, onde antes funcionava o Conselho Estadual de Educação, porém, por estar fechado, acaba por facilitar o acesso dos bandidos.

A preocupação é com relação ao acervo. O ex-presidente da Academia Mato-grossense de Letras, Eduardo Mahon, afirmou em entrevista ao Rdnews que acervos da Dunga Rodrigues e deu seu pai, Firmo Rodrigues, juntamente com imagens de santos barrocos do século XVIII, além de moedas antigas, teriam sido furtados.

Há divergência. A curadora do acervo da Casa Barão de Melgaço, professora Elizabeth Madureira, alega que em uma das mais de 10 invasões no prédio, eles entraram numa sala chamada de cofre, onde realmente continha acervos. Porém,  teriam revirado o material que estava em um isopor, mas não  levado muita coisa, a não ser computadores, digitalizador, datashow, entre outros eletrônicos.

A suspeita é de que a ação seja feita pelos usuários que buscam materiais para trocar drogas. O problema relatado pela curadora é de que há pelo menos seis meses o local está sem luz e água porque os ladrões levaram os fios – os quais vendem por causa do cobre – e também coisas hidráulicas. Sendo assim, fica impossível avaliar as perdas totais destes furtos. O material roubado era de propriedade do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT), que também funciona na Casa Barão.

Mahon responsabilizou a Prefeitura, que deveria zelar pela segurança do prédio. Isto porque a Casa Barão de Melgaço, na parte da frente com acesso pela Avenida Barão de Melgaço, está em obra através do PAC das Cidades Históricas e é uma parceria entre município e a União, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A Prefeitura seria a responsável pelo projeto e segurança. O secretário adjunto de Cultura, Paulo Traven, desmente e diz que a empreiteira que executa a obra é quem deve manter um vigia no local, sendo o Município responsável pelo projeto, já entregue e pela administração da obra, ou seja, realizar as medições.

“A obra do PAC é do Iphan e da Prefeitura, que quer tirar o dela da obra, a contrapartida é o projeto e a segurança. A segurança foi a nossa invasão durante 13 vezes”, reclamou Mahon, que atualmente não está na diretoria da Academia.

Traven relatou que o atraso e paralisação da obra ocorreram devido ao não pagamento por parte do governo federal à empresa. Ele conta que já foram feitas duas medições e não foi efetuado o pagamento de nenhuma delas.

O gestor informou também que foi informado sobre os furtos e até auxiliou no concerto de uma janela por onde entraram os ladrões, porém, desconhece que acervo tenha sido furtado. Ele contou que na parte da frente houve o furto de dois postes coloniais que ficavam no pátio. Ocorre que a empresa por alguns dias deixou o local sem o vigia, mas foi notificada pela Prefeitura e a situação foi controlada.

Mahon lamenta o fato de a Casa Barão de Melgaço estar fechada e ressalta que o local já havia sido restaurado em 2006 pelo governo do Estado e em 2014 passou por uma obra de revitalização comandada por ele, quando assumiu a presidência da AML. O imortal também faz questão de lembrar que o prédio é de propriedade privada da Academia e do Instituto, porém, reclama que não são informados sobre o andamento das obras.

O ex-presidente AML diz que o espaço vinha sendo utilizado para lançamento de livros, eventos, shows e estava aberto à sociedade. Entretanto,  acabou fechado e sem previsão de conclusão da obra.

No caso do anexo do prédio, onde deverá ser instalada a Biblioteca Estevão de Mendonça e também a da Academia, a obra será de responsabilidade do Governo. Mahon disse que assinou um termo de compromisso ainda no passado, mas a obra não foi lançada. Recentemente, O Executivo, em coletiva de imprensa, anunciou a obra para o segundo semestre deste ano.

 A reportagem do Rdnews procurou a assessoria do Iphan que informou que responderia em 24 horas.  Até a publicação desta matéria não houve posicionamento do órgão a respeito da obra do PAC das Cidades Histórias em Cuiabá e nem da Casa Barão de Melgaço.

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Comentários (3)

  • Rubens Mauro de Castro Thommen | Segunda-Feira, 23 de Maio de 2016, 09h18
    1
    0

    O pior de tudo isso é que fecharam a calçada e na esquina existe uma caixa de linhas telefonicas e fiquei mais de uma semana sem que os tecnicos da operadora OI pudessem entrar para verificação do defeito. Um afronto às leis constitucionais do ir e vir. Pedimos que até voltar a obra liberem o acesso da caixa das linhas telefonicas.

  • Lopes | Domingo, 22 de Maio de 2016, 15h13
    1
    0

    Mas por que o acervo, móveis e equipamentos não foram removidos para um local seguro antes do início da obra? Se já ocorreram tantos incidentes durante essa reforma, por que esses bens continuam lá?

  • José mendes | Domingo, 22 de Maio de 2016, 09h53
    1
    0

    Só uma perguntinha que não quer calar. Quantas vezes esse imóvel já foi reformado? Haja desperdício do dinheiro público.

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