Cidades

Sábado, 07 de Outubro de 2017, 12h:50 | Atualizado: 08/10/2017, 07h:43

Legado da Copa

As obras do Aeroporto serão concluídas 100% até o Natal, garante secretário fotos

Gilberto Leite

Aeroporto Paulo

 Pecuarista Paulo Gianesella reconhece melhorias na estrutura do Aeroporto em VG

Próximo  de completar cinco anos do inicio de suas obras de adequação para a Copa do Mundo de 2014, o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, ficara 100% pronto apenas no Natal. Orçada em R$ 84,63 milhões e com 82% dos serviços executados, a obra integra os 22 Termos de Ajustamento de Gestão (TAG), para a retomada das obras da Copa,  deve entrar em processo de privatização após seu término.

Em recente levantamento, a secretaria estadual das Cidades (Secid), apontou que entre os serviços finalizados estão a instalação da parte de forro modular metálico (colméia) do setor de desembarque, do pavimento térreo, bem como o forro instalado no embarque superior do terminal, utilizado em vôos domésticos e internacionais. Além dos forros, a instalação das quatro pontes de embarque aparece na lista dos serviços executados. As pontes 1 e 2 já vinham sendo utilizadas normalmente pelos passageiros do Marechal Rondon.

Alas do terminal (A e B), que contemplam as áreas de embarque e desembarque doméstico e embarque internacional do aeroporto, também estão concluídas.

Somado a isso, também aparecem na lista o funcionamento do ar condicionado, a reforma dos sanitários da praça de alimentação, a automatização das portas de entrada do terminal e a finalização da ponte de embarque 3. A equipe finalizou também a implementação da ponte 4, que já está operando. A empresa responsável pela obra é o Consórcio Marechal Rondon (Engeglobal, Multimetal e Farol Empreendimentos).

Contudo, nesse período de três anos após o Mundial da Fifa, quem precisou utilizar o Aeroporto passou por alguns perrengues durante as obras. Ar condicionado não funcionava, o forro caiu em meio a uma tempestade, sem contar, às vezes que foi considerado um dos piores do país.

Gilberto Leite

Welton Aeroporto

 Ambulante Welto já se acostomou a ouvir as reclamações dos usuários do Aeroporto

Diante disso, o foi checar junto aos passageiros se os serviços executados trouxeram melhorias aos usuários. De São Paulo, o pecuarista Paulo Gianesella viaja a cada dois meses para Mato Grosso. Para ele, há dois anos e meio, esperar para o embarque era quase insuportável. "Melhorou bastante. O forro foi arrumado, ar condicionado funcionado, mas ficou dois anos na vergonha", ponderou.

Já a reclamação do comerciante que viaja com muito frequência para diversas regiões do país, Aldemir Pichine, era a falta de lipenza nos sanitários. "Agora está com boa aparência. Está operacional. Contudo, ainda não é um dos melhores aeroportos", disse.

Lá fora, embaixo do viaduto, que fica perto do que seria a estação do Veículo Leve sobre Trilhos trabalha o vendedor de salgado Welton Machado, conta que muitos passageiros buscam refúgios em seus quitutes, devido ao alto preço dos alimentos no aeroporto. Uma garrafa de água mineral, por exemplo, chega a custa R$ 5 e por isso,  acaba escutando outras reclamações. "Por aqui passa muita gente, que reclama do preço, que reclama das obras e do transtorno de ainda ter que pagar um valor muito exorbitante numa simples garrafa d'água", conta Welton que trabalha nesse ponto desde o fim da Copa.

O que falta para ficar pronto

O secretario da Secid, Wilson Santos (PSDB) informou que para ficar pronto, falta a parte de sistematização. Segundo o tucano, são oito sistemas. Nesse sentido explica que Consórcio responsável pela obra acabou de adquirir o "switch", um sistema que vai conectar esses sistemas de segurança, iluminação, de esteras de incêndio, ar condicionado, que serão unificados, uma mesma leitura. "Essa é uma obra para o período natalino", disse   ao

Gilberto Leite

wilson santos_gilberto leite (12).jpg

Secretário de Cidades Wilson Santos garante que os  pagamentos estão todos os dia

Além disso,  falta a construção de um muro entre a área do aeroporto e a do VLT. Tem de ser construído um emissário de esgoto. Toda a ala C está em reforma, que ala mais antiga do local. Ainda há para ser feito algo entorno de R$ 14 milhões em obras. Wilson afirma que não há atraso no pagamento.

"O pagamento está rigorosamente em dia. O que está atrasado é a obra que deveria ter sido entregue na Copa. Está mais para a Copa da Rússia, como a Copa da Rússia está bem aí, tomara que não seja na Copa do Catar, em 2022", explicou.

Wilson pondera que está em constante contato com a superitendência da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) para que o Aeroporto pare amarga nas piores posições da pesquisa de satisfação da Secretaria de Aviação. Hoje, Marechal Rondon figura na 14ª posição.

"Queremos ficar entre os 10 melhores do Brasil até o fim do ano. Hoje é o 14°. Estamos agora no calcanhar do aeroporto de Congonhas e trabalhamos diuturnamente para encerrar as obras e também para ficar entre os melhores. Vai para um processo de privatização. O governo concorda com o processo, porque depois que ele ficar chique, bacana, não pode haver uma precarização. Na mão da iniciativa privada nós temos certeza que a tendência é melhorar ainda mais", finalizou.

Galeria de Fotos

Credito: Gilberto Leite
Placas indicativas orientam os usuários
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Estacionamento do Aerporto Marechal Rondon tem grande fluxo de veículos
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Obras ainda estão em andamento e devem qualificar serviço prestado
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Pista de pouso e decolagem do Aeroporto Marechal Rondon
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Público circula pelo saguão do Aeroporto Marechal Rondon

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Comentários (2)

  • José Cuiabano | Segunda-Feira, 09 de Outubro de 2017, 06h09
    0
    0

    O Governador não iria privatizar o aeroporto? Ou vai gastar dinheiro para reformar e depois privatizar. É muita incoerência.

  • Clovis | Domingo, 08 de Outubro de 2017, 20h42
    0
    0

    Mais uma obra da Copa que recebeu inexplicavelmente aditivos, pois quando do seu lançamento foi considerada muito cara. E a previsão era para entregar tudo há mais de dois anos atrás.

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