Cidades

Terça-Feira, 26 de Outubro de 2010, 09h:35 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:28

SINOP

População questiona construção de hidrelétrica no Teles Pires

   A construção da hidrelétrica no rio Teles Pires, entre Cláudia e Itaúba, ainda é motivo de discórdia na cidade que se divide entre os que apoiam e os que rejeitam o projeto. A barragem, que terá potencial para gerar 400 megawattaz de energia, levará quatro anos para ficar pronta e deve gerar pelo menos três mil novos empregos nesse período. Em contrapartida, vários proprietários rurais serão obrigados a deixar suas terras. Entre os cinco municípios do Norte do Estado que compreendem a área onde a usina será instalada o mais afetado será Sinop. Na cidade, o Conselho de Meio Ambiente já se dividiu em grupos para estudar os prós e contras da obra.

   Segundo secretário de Meio Ambiente da cidade, Rogério Rodrigues, o maior questionamento é a respeito da altura que a usina terá e do tamanho da área que precisará ser alagada. "Na verdade eles não são contra a usina, mas sim contra a altura dela, que está deve ter 30 metros. Eles querem que ela seja contruída a um nível de 10 a 12 metros, porque assim não prejudicaria tanto o leito do rio", explica.

   A igreja católica também cobra mais explicações sobre o projeto que pretende alagar uma área de 33 mil hectares, 23 deles apenas em Sinop. Um abaixo assinado iniciado pelo padre Elói Sganzerla já recolheu cerca de 9 mil assinaturas. "Temos que estudar os impactos principalmente com os atingidos. Será que eles aceitariam ser assentados em outros lugares? E as indenizações, como serão pagas?", questiona o padre, que lembra ainda da existência de um lençol freático na região da construção.

   Em agosto deste ano o MPE e o MPF realizaram uma audiência pública em Sinop para alertar a população sobre os impactos que serão causados com a implantação do complexo de hidrelétricas. Na ocasião, a Procuradoria Especializada em Defesa Ambiental e Ordem Urbanística informou que pelo menos 26 municípios sofrerão algum tipo de impacto negativo com a construção da usina - veja aqui.

   De acordo com a representante da Empresa Brasileira de Pesquisas Energéticas, Ana Castro Lacorte, a sociedade tem o direito de se manifestar contra ou a favor da obra, mas os questionamentos devem ter base teórica. "Para inviabilizar um estudo de engenharia e ambiental que começou há três anos é preciso ter argumentos técnicos muito contundentes", afirma.

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Comentários (18)

  • Ecléia Camargo | Quinta-Feira, 20 de Janeiro de 2011, 14h54
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    Olá boa tarde. Me digam se não sairem construções de usinas onde vamos trabalhar... Isso sem levar em conta o progresso que traz as cidades vizinhas com o comércio , etc... Tem mais é que construir ou querem ficar as escuras.... obrigada

  • Isidoro | Segunda-Feira, 08 de Novembro de 2010, 10h25
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    Palmas para João Lima, pessoa sensata e inteligente. O resto muda pra Europa, lar das ONG'S, la todo mundo é consciente preserva, energia so eólica, enfim, ecologistas de plantão. Voces são é muito burros, 60% do Brasil esta intacto, temos a produçao agricola mais eficiente do mundo, usa um pouco a cabeça, qual a vantagem de se deixar o brasil decolar? Imagina mais um pais brigando pelos mercados consumidores. Se dependesse de mim, ambientalista deveria ser igual bruxa na idade média, TODO MUNDO NA FOGUEIRA.

  • Igor | Sábado, 06 de Novembro de 2010, 13h44
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    Caro João Lima, não sou a favor de deixar ninguém no atraso, e sim preservar e conservar o pouco que nos resta, procure não sua cidade se há algum programa de conscientização para economizar energia ou de meios alternativos de energia. Que progresso é esse que tem que destruir para evoluir? Um bom manual para você entender o que eu quero te mostrar e a Bíblia, não sou individualista, só quero o benefício de todos, mas, não é destruindo que conseguiremos isso!

  • João Lima | Segunda-Feira, 01 de Novembro de 2010, 10h24
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    Para ELSGAN, Como vc teve acesso (é assim que se escreve) ao EIA?????????, abalo CISMICO??/ não é CISMICO é SÍSMICO, se vc tivesse lido alguma coisa, teria visto que o lago é raso e os abalos são improváveis, o solo da região não só arenoso é também argiloso e há rochas.

  • João Lima | Segunda-Feira, 01 de Novembro de 2010, 09h18
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    Para Igor, Caro Igor, não sou a favor de construir nada de que não teremos usufruto, também sou a favor de fontes altermativas, porém, sou toltamente contra os hipócritas de plantão, se não mudarmos nosso consumismo desenfreado precisaremos de mais 100 usinas como Itaípu. Quanto aos hipócritas de plantão, eles são como você, querem ter boa vida, mas acham que podem salvar o mundo deixando o povo no atraso e vivendo como HOMENS DA CAVERNA, se levantam como os TALIBÃS e espalham falsas notícias, só que não fazem o dever de casa e constroem prédios NABABESCOS para do último andar despacharem atos de "justiças", não enxergam que pisam em puro MÁRMORE das minas distantes, tem ar condicionado até no banheiro com energia de alguma USINA HIDRELÉTRICA que está muito longe de seus olhos e assim não tem nenhuma afronta a seu reinado etc, etc, etc, ASSIM SÃO OS HIPÓCRITAS DE PLANTÃO.......... A próposito vc sabia que a BP, aquela, que derramou petróleo no Golfo do México patrocina diversas ONG's em MT?

  • igor | Domingo, 31 de Outubro de 2010, 10h17
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    João Lima É rapaz, já vi que você é muito inteligente, vamos construir usinas hidrelétrica em todo lugar que tiver potencial para construção de uma, assim vai haver muita energia, porque isso para você é o único meio de conseguir a mesma, vamos desmata tudo, alagando. E o ciclo da água, do oxigênio, vamos tirar também da hidrelétrica, certo, esperto? Até quando vamos continuar desmatando tudo, para riqueza e beneficio de alguns que mais tarde eles, ou os seus filhes ou netos, sofrerão com essa destruição da natureza. Certo, esperto?

  • João Lima | Sábado, 30 de Outubro de 2010, 19h04
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    Dr Rubem Mauro o senhor deveria ser contra os conselheiros que fazem serviços de consultoria e ainda são conselheiros, o nortão não precisa de uma opinião retrógrada como a sua, precisamos crescer e respeitaremos a natureza, o senhor deveri é dar uma aula melhor para formar com mais qualidade os sanitaristas que só sabem ser meros despachantes na SEMA.

  • João Lima | Sábado, 30 de Outubro de 2010, 19h00
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    Quanta ignorância, Rogério deveria e explicar o que a UNEMAT faz em uma área de preservação lá em SINOP, a igreja deveria se calar porque não tembase técnicas para parar nada, precisamos de energia porque consumimos demais, até os levianos que emitem essas opinões estão usando energia de seus computadores para reclamar e só ficar sem usar os computadores que já estaremos economizando energia e ai não construiremos mais usinas, porque ninguem é contra a pecuária e a soja que desmataram bilhões de vezes mais?

  • caio | Sexta-Feira, 29 de Outubro de 2010, 23h10
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    com o avanço da tecnologia, hoje exestem turbinas para geração de energia que são instaladas nas corredeiras dos rio para gerar energia eletrica, estas turbinas não requer os famigerados lagos. não usar esta tecnologia,é muito ser burros!

  • elsgan | Sexta-Feira, 29 de Outubro de 2010, 17h32
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    TERREMOTO EM SINOP tive assesso ao EIA e RIMA das empresas THEMAG e EPE, empresas que fizeram os estudos sobre os impactos ambientais da usina e na pg 10 esta claramente exposto que aqui na regiao apos o enchimento do lago acontecerao abalos cismicos devido a presao que a agua exercera no solo arenoso local.

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