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Quarta-Feira, 12 de Junho de 2019, 10h:06 | Atualizado: 12/06/2019, 10h:20

Prestes a serem demitidos, motoristas de Rondonópolis entram em greve nesta 4ª

AgoraMT

Greve Cidade de Pedra

Trabalhadores da Cidade de Pedra realizam protesto no pátio da empresa na manhã desta terça; eles temem a perda de emprego e querem solução

Após receber o aviso prévio de demissão, cerca de 150 trabalhadores da empresa Cidade de Pedra, responsável pelo transporte coletivo em Rondonópolis (a 218 km de Cuiabá), cruzaram os braços na manhã desta quarta (12). Todas as frotas estão paradas e quase 17 mil pessoas foram afetadas. Os funcionários buscam na prefeitura uma solução para os problemas.

A paralisação não partiu de uma organização ou reunião sindical, mas o Sindicato dos Transportes Terrestres de Rondonópolis (STTR) apoia o movimento. Como adiantado no Blog do Romilson, a decisão partiu da empresa e dos próprios trabalhadores. A Cidade de Pedra é a única responsável pelo transporte coletivo no município e mantém um contrato emergencial com o Executivo municipal desde 2014.

A cidade pode ainda ficar sem o transporte a partir de julho, conforme adianta pela reportagem do . Isto pelo fato de a empresa já ter avisado a prefeitura que vai deixar o município no dia 30 deste mês. A solução seria o prefeito Zé Carlos do Pátio (SD) lançar uma licitação para conceder o serviço a uma nova empresa, mas três certames já foram elaborados e não apareceu ninguém.

Segundo o presidente sindical Luiz Gonçalves da Costa, os trabalhadores reivindicam uma solução do transporte por meio da licitação e também para eles próprios, já que ficarão sem emprego a partir de julho. É esperado que o secretário Rodrigo Metello de Oliveira, responsável pelo transporte e trânsito em Rondonópolis, vá conversar com os motoristas ainda nesta quarta para convencê-los a voltar a trabalhar. Mas, para o presidente sindical, o único argumento capaz de mudá-los de idéia é em relação aos seus empregos. “Garantir a eles os postos de trabalho”, disse.

Em nota, a Prefeitura de Rondonópolis pontuou que "não havia sido comunicada sobre a paralisação dos funcionários" e disse que, foi feito acordo no dia 28 de fevereiro, em que "a empresa atuaria em Rondonópolis até que fosse feita nova licitação".

"Para que isso fosse possível, ficou definido que a passagem passasse de R$ 3,80 para R$ 4,10, levando-se em conta que não havia reajuste há mais de um ano e meio. Já o repasse da prefeitura para a empresa referente ao passe-livre estudantil que era de 38% no valor da passagem, subiu para 50%", explica.

A paralisação não afetou os estudantes da rede pública da qual é responsável (crianças de seis meses até três anos, além da educação infantil), segundo a prefeitura. Os alunos da zona rural e urbana são transportados em ônibus da frota municipal de educação. "Não houve nenhum tipo de informação de escolas e creches municipais com relação a faltas resultadas pela paralisação do transporte coletivo", aponta.

A reportagem tentou entrar em contato com a empresa Cidade de Pedra, mas não obtivemos retorno até a publicação.

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