Cidades

Quinta-Feira, 03 de Outubro de 2019, 18h:24 | Atualizado: 03/10/2019, 18h:35

EDUCAÇÃO

Professores organizam aula pública em praça em defesa da educação gratuita

Assessoria

Ato defesa educa��o p�blica

Durante ato na praça Alencastro, em Cuiabá, manifestante defende universidade pública

Professores e servidores da educação se reuniram na tarde desta quinta (3) para um ato público na praça Alencastro, em Cuiabá. A atividade faz parte de uma paralisação de 48 horas da categoria, que começou na quarta (2) e tem como objetivo dialogar com a sociedade a respeito da importância do ensino público gratuito e os cortes recentes que atingiram a Pasta. 

O diretor-geral da Associação dos Docentes (Adufmat) da UFMT, Aldi Nestor de Souza, explicou que no local foi realizado uma aula pública. Entitulada como "A solução é alugar o Brasil?", a atividade tem como objetivo chamar atenção para as consequências do programa Future-se, que permite participação da iniciativa privada nas instituições públicas. 

Na manhã de hoje, a categoria fechou uma das guaritas que dão acesso à UFMT, o protesto também faz parte do calendário de atividades das 48 horas de paralização dos professores do ensino superior público. De acordo com Aldi, a sociedade tem agido de maneira "lastimável" com relação as notícias e protestos sobre os cortes na educação pública. 

"Qualquer que seja o ato, é evidente que a população reage. A sociedade tem reagido sim, tem diso que a universidade é lugar de vagabundos, maconheiros e esquerdistas, que deveria ser fechada mesmo e entregue para a iniciativa privada. Isso aumenta nosso trabalho, entendemos que a população não compreendeu, até agora, qual o papel da educação pública", disse. 

Conforme o diretor geral da Adufmat, a paralisação leva em conta todas as áreas da educação. Para Aldi, o sentido da universidade pública é ser um lugar que desenvolve ciência e pesquisa sem vínculos com a iniciativa privada, que, de maneira geral, busca lucro a curto prazo. De acordo com ele, a sociedade paga os impostos para manter o ensino gratuito, mas, tem como contribuição avanções científicos, atendimento médico gratuito em hospitais universiários e formação de profissionais. 

Descongelamento da verba da Educação 

Após anunciar o descongelamento, o ministério da Educação (MEC) liberou R$ 15,9 milhões a UFMT. Em nota, a universidade informou que o valor representa 15% do orçamento que estava contingenciados desde abril. Mas, mesmo com o repasse, a categoria acadêmica ligada à instituição resolveu paralisar as atividades por 48 horas, protestar e dialogar com a população. 

De acordo com a UFMT, a verba da instituição não é suficiente para arcar com gastos após o mês de outubro. Agora, 85% do orçamento total estão disponíveis, restando 15% congelados. "A UFMT possui ainda R$ 18 milhões contingenciados aguardando por novas liberações", diz trecho do posionamento oficial. 

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Credito: Assessoria
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Comentários (2)

  • Marcos Antonio | Sexta-Feira, 04 de Outubro de 2019, 08h10
    4
    1

    Alguém precisa avisar para esse povo que não existe almoço grátis, balbúrdia sim. Para um estudar sem pagar, tem outro trabalhando para pagar. Por isso, ensino gratuito só justifica até o básico. Ensino superior tem que ser pago por quem está estudando. Simples assim!

  • LUCIO FLAVIO GARCIA | Sexta-Feira, 04 de Outubro de 2019, 06h50
    3
    1

    eu defendo que os professores deem bons exemplos aos alunos,como não pintar os cabelos de cores berrantes,como não fazerem arruaças nas greves, como não fazer greve por qualquer coisa, como ensinar o conteudo das devidas disciplinas e não fugir do assuntos curriculares pra pregar socialismo barato nas salas de aula.....Aviso.. ja fui por muitos anos professor...

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